<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418</id><updated>2012-01-14T12:26:52.471Z</updated><category term='Sonhos'/><category term='Marguerite Yourcenar'/><category term='Desabafos'/><category term='Ferias'/><category term='Silencios'/><category term='Alma minha'/><category term='madrinha'/><category term='Autores'/><category term='Brasil'/><category term='Verdade'/><category term='Alentejo'/><category term='Namibia'/><category term='Memórias'/><category term='Pai'/><category term='Luzinhas'/><category term='Jose Luis Peixoto'/><category term='Poesia'/><category term='Pensamentos'/><category term='Saudades'/><category term='Explosivos'/><category term='Despertar'/><category term='Estares'/><category term='Desordem emocional'/><category term='Marguerite Duras'/><category term='Historias Minhas'/><category term='Cartas a Sandra'/><category term='Imagens'/><category term='tempo'/><category term='Grecia'/><category term='O que gosto'/><category term='Vergilio Ferreira'/><category term='Mãe'/><category term='Fernando Pessoa'/><category term='Simone de Beauvoir'/><category term='Musica'/><category term='Divagações'/><category term='Viagem'/><category term='Lua'/><category term='Mana'/><category term='Os outros'/><category term='Nova vida'/><category term='Mulheres'/><category term='Dias'/><category term='o meu amigo'/><title type='text'>Memórias de uma menina bem comportada</title><subtitle type='html'>Passei a ser a meus olhos uma personagem de romance. 
Qualquer intriga romanesca precisava de obstáculos e malogros.
Inventava-os.

(Simone de Beauvoir in,
"Memórias de uma menina bem comportada")</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>810</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3676825882292768694</id><published>2012-01-06T18:10:00.001Z</published><updated>2012-01-06T18:46:24.823Z</updated><title type='text'>O tempo também é distancia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;" O tempo também é distancia", disse-me de um soluço que o vento frio sustenta. Vejo-me ao largo, vejo-me ao longe num horizonte estranho, vejo-me aqui vestida de saudade e esquecimento. Ao meu lado a vida que me dá alento e uma corrente de imagens que correm no meu pensamento. Se me quedo ou desengano, se sinto &amp;nbsp;ou adormeço, doi-me o corpo se me vejo. Ver-me com olhos de dentro, que calo a toda a gente, dos gestos que mal me dizem, do cansaço que não sinto, deste pranto e contentamento. Vejo-me ausente se me vejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo ofereceu-me a história que escrevo ano após ano, vista agora parece tão estranha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia quis crer ser verdade que se lançasse uma fita quebrada ao mar, na&amp;nbsp;sétima&amp;nbsp;onda, ser-me-iam concedidos três desejos, um deles, doido, era repleto de ilusão, pensava eu, os outros eram apenas uma questão de gestos que não aprendi a orquestrar. Enquanto os acordes soam na minha mente, ainda agora não os conheço e porém, o mais distante, o mais sofrido, o que tantas vezes me fez desacreditar, cresceu em mim, feito de medo e de uma força maior que o meu corpo, deu-me um horizonte novo para alcançar, deu-me rumo e uma vontade tremenda de me ver. Já não sou dona de mim como julgava ser e, no entanto, tenho-me inteira, sem a sede de outrora de ser vista, ser amada ou sentida. Sede apenas de ser viva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo não muda nada, distancia-me, deixo o tempo lá atrás e metade de mim abala com ele em troca de um mundo de agora, de memória e esquecimento. O tempo não muda o que sinto, sinto o mesmo, a mesma sede, a mesma vontade ridicula de correr, o mesmo amor por qualquer coisa que não existe senão cá dentro, um amor assolapado que não me prende a nada, que me cala de medo que um dia o veja passar sem que o tenha vivido. Miséria a minha, sentada, atenta, o rio que passa, a foz que adivinho, a descrença que ainda seja agora o mesmo tempo, que o faça, que o sinta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A intemporalidade reside nos passos que deixei marcados no caminho onde agora me vejo. Tenho vergonha de tantos, culpa por outros, tenho medo de me ter desviado numa altura do caminho e &amp;nbsp;me ter perdido, tenho a sensação que me encontro no que vejo agora, nos sentidos com que pinto a minha história que o tempo me ensina, me açoita, me grita cada erro e cada vitória, tenho uma história que não conto mas que sei quase de cor, vista de tantas formas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto guardo um respirar tranquilo, lembro de momentos cheios de palavras que ficaram sem ser ditas, de tantas sem sentido, do grito que me chama e não me sai, lembro-me de tantas horas que enchem um tempo que&amp;nbsp;agora&amp;nbsp;parece pequeno, da história que é urgente saber contar, erguida da memória e deste tempo que me permitiu não esquecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3676825882292768694?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3676825882292768694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3676825882292768694&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3676825882292768694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3676825882292768694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2012/01/o-tempo-tambem.html' title='O tempo também é distancia'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-4717839780665726780</id><published>2011-12-10T02:48:00.001Z</published><updated>2011-12-10T03:14:37.069Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veste-me &amp;nbsp;névoa&amp;nbsp;fria, reconfortante. Algures há aquele silencio que oferece vida, uma calma transparente, pequena, há uma moça sorridente que sonha sentir os lábios mais quentes, a tez ardente. Aqui, me tenho cansada de ser segura. Aqui me tenho lembrado de mim, vista de um&amp;nbsp;vértice&amp;nbsp;novo e inquietante. Vejo-me pouco, olho-me muito. Olho as histórias uma a uma, marcam agora a minha forma de as entender. Lembro-me do tanto que me ofereci em troca de quase nada, das marcas lavradas numa passada fugidia, apressada contra um tempo que sempre pareceu desconexo. Quis ser amada antes de tempo, quis dormir acordada, quis que os sonhos se fizessem dia com um estalar de dedos. Cheguei a já não querer nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respondi, estou desiludida. Não com nada, comigo. Não sei se gostaria de me conhecer de passagem. No fundo, sou boa pessoa, tenho um mar de sentidos em mim, orfãos, desirmanados entre si. Nada passa afinal, ficam as marcas, faltam as palavras quando desaguo a escrever. Falta-me um grito calado há demasiado tempo, falta-me esse sorriso gratuito que me seria devido. Perco-me num medo de já ser tarde quando sinto que ainda quase nada começou. E tenho este tanto cá dentro, em silencio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apetecia-me correr agora, só parar para gritar de vez em quando. Apetecia-me mergulhar em tudo o que sinto, beber cada trago, entender. Apetecia-me chorar muito, muito, até vir aquele soluço de alivio, e depois, deixar-me ser, sem medo, sem silencio, esquecida do medo e do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-4717839780665726780?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/4717839780665726780/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=4717839780665726780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4717839780665726780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4717839780665726780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/12/veste-me-reconfortante.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-816035628578829416</id><published>2011-12-01T23:42:00.001Z</published><updated>2011-12-02T00:16:34.771Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem ainda chore sem saber bem porquê, que reflita na face molhada o que não sabe expressar, há quem ria ao mesmo tempo e se pergunte se assim se apazigua. Há quem se esconda nas palavras e quem nelas se confunda, há quem ria dos outros na penumbra do desconhecimento, há quem grite e quem se conforme. Há quem se auto analise sem duvida, há quem se cale e seja transparente, há quem minta de tanto que fala e há quem sinta que não tem nada a acrescentar, mesmo tendo. Há a melhor e a pior mãe do mundo, há o que mata e o que morre um pouco, todos os dias. Há o que muda e o que teme, há ainda o que lamenta o dia que pisou o caminho ameno. Há o velejador que já só se encanta com o horizonte, e a menina que sonha um dia se deixar voar. Há o triste e o contente. O que inveja e o que desmente. Há o intelectual que desdenha o tangivel e o que se preenche apenas com um dia. Há o que ama e o que já não acredita. Há o que critica porque sofre não ser e o iluminado que julga saber. Há o triste e o contente e, de ambos o que não sabe sentir. Há o confiante e o desconfiado, há quem, cheio de narcisismo, seja cego e quem, não sabendo, tanto conheça.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há os que julgam e desdenham, há os que cansam, perdidos de palavras encenadas para a audiência, há os que não ouvem e não se perguntam, há os que não existem, há os que vivem e os que passam, há os que ficam, por muito que aconteça. Há os que esquecem e os que lembram, há os que amam sem tempo e os que ocupam o tempo de presença sem mais nada. Há os de caras ferventes e os de quem ninguém se lembra. Há os encantadores de alma e os pedintes de afecto. Há os que se despem e os que se mostram, há as putas e as que compram, há os que pedem e os que se vendem, há quem troque e quem se ofereça, há quem beba e se esqueça, há quem se drogue e ainda sinta, há quem não faça nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem chore e se esconda, há quem cante mesmo quando sofre. Há quem procure e encontre, há que procure e não peça o fim da história, há quem já não se contente e quem não ouse crer em mais ainda. Há quem ria simplesmente. Há o sério e vazio, o preocupado e o doente. Há o demente cheio de vida. Há o louco e o temente. Há o que escreve e o dormente. Há tanto vazio...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há o que ainda não se conhece e o que não se permite a pergunta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há o que chora, o que teme, há o que conhece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há o que ama e o que se arrepende.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há o que ri e que chora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em cada um, estou eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-816035628578829416?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/816035628578829416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=816035628578829416&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/816035628578829416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/816035628578829416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/12/ha-quem-ainda-chore-sem-saber-bem.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-777612655067717768</id><published>2011-11-21T01:59:00.001Z</published><updated>2011-11-21T02:31:18.907Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui agora lá fora, abri a porta e sentei-me num instante na soleira. Faz frio e a minha cara ainda ferve de vez de quando. Ao longe, misturam-se os sons da noite, compõem a memória que faz tanto caber num instante. Misturo as pedras que me erguem, as lágrimas que correm e me aquecem mais ainda, não estou triste, que sorrio. Sorrio do que conheço e&amp;nbsp;saúdo, das palavras que me saem sem pensamento, das musicas que lembro e canto. Sorrio e tenho o coração apertado. Há pouco revisitei o meu pai, nas palavras com que cresci, num segundo, voltei a ser pequena e a olhar bem alto para o ver, de mãos dadas no passeio que sempre&amp;nbsp;fazíamos, em noites assim, frias e quentes dentro de mim. Sentado como eu, escrevia num sopro de saudade e medo, imagino que no fundo chorava uma perda adivinhada, confundida com a mesma rua onde já ninguém passa e pára, onde já ninguém assoma para dizer "bom dia". Meu pai grande que fala, dizendo sempre o contrario do que lhe vai na alma. Pequena como me sinto ainda, quis dar-lhe um abraço com toda a força que tenho, com o que também eu sinto e mal falo, com outra saudade dessas mãos grandes que me seguravam e o mundo parecia um lugar encantado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em pensamento, enchi essa rua das musicas que a avó cantava, do semblante pasmacento do "ti Diogo", da nossa algazarra, das brincadeiras, do cheiro, das caras risonhas que enchiam as conversas às portas, das filhas que esperavam vê-lo surgir lá em cima na curva a seguir ao campo da bola. Imaginei uma lua cheia por cima e a promessa que nada passa, nada acaba, sentado na rua agora cheia, não estarás nunca só, nunca pai,.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, enquanto a minha pequenina dorme e tudo parece calmo, parei um instante, aspirei fundo e não me apetece dormir, quero lembrar-me do tanto que se fez em mim de ti. Lembrar-me dessa velhinha que embalas sem uma palavra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amo-te muito pai!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-777612655067717768?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/777612655067717768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=777612655067717768&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/777612655067717768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/777612655067717768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/11/fui-agora-la-fora-abri-porta-e-sentei.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7338179909912472678</id><published>2011-10-11T00:07:00.001+01:00</published><updated>2011-10-11T00:07:14.993+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faladas, são respiração da alma, são cansaço, alegria, são abraço e empatia, se o mesmo timbre, dita o compasso que as separa, como um suspiro, no laço que se cria. Palavras são embaraço, são a vergonha de não ditas, telas coloridas, caladas de tantas silabas que nada dizem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escritas, demoram mais tempo, guardam ideias em&amp;nbsp;simultâneo, o toque dos dedos, os tons do&amp;nbsp;lápis, guardam os olhos que as combinam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palavras não são nada, falam muito porquanto escondem, calam o que fica cá dentro, o que agonia, o que dá medo, mais tarde, hão-de ser um grito, soprado num instante, num momento em que a solidão nos diz tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já misturei mil palavras num pensamento, ficou emaranhado e sem sentido, já falei tanto em silencio, já ensaiei discursos, para mais tarde me esconder, já enchi paginas sem sentido. As palavras cansam, aliviam, choram por mim e sem eco, vou escrevendo, sentindo o que conto, o que calo, o que minto e sinto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palavras, palavras.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Das histórias, não me lembro das conversas, lembro-me dos gestos, e os meus, nem sempre falaram de mim. Das conversas, ficou-me o tom e o ruborizar da minha face, ficou pensamento que mais tarde me voltava à mente, ficou mais o compasso que a orquestra de silabas inteligentes. &amp;nbsp;Sempre pensei haver palavras em falta, na minha escrita, no meu dizer, outras cansadas de tanto ditas na&amp;nbsp;ânsia de as sentir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embebedo-me de palavras, horas a fio, no que leio, no que ouço dizer. &amp;nbsp;Por vezes, julgo-me louca nos devaneios que me permito, no que vejo, no que sinto, forço-me uma normalidade dita em tom de conversa, aqui e ali, ensaiada. Cansada de palavras e da falta delas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7338179909912472678?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7338179909912472678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7338179909912472678&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7338179909912472678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7338179909912472678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/10/palavras.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-4278213057310350992</id><published>2011-10-02T03:10:00.001+01:00</published><updated>2011-10-02T03:10:03.530+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ergo os olhos e prometo que da próxima vez, dou-te as mãos e mostro-te caminhos que descobri, dou-te um pacotinho de lapis coloridos para desenhares os teus sonhos, de mãos dadas contigo sou uma mulher que conheço e destapo a cara para que vejas cada pedaço de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu coração transborda só com o teu sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-4278213057310350992?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/4278213057310350992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=4278213057310350992&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4278213057310350992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4278213057310350992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/10/ergo-os-olhos-e-prometo-que-da-proxima.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2974380838681584977</id><published>2011-10-02T03:08:00.001+01:00</published><updated>2011-10-02T03:08:58.921+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A manhã cheirava a um fim condizente, de cores quentes e musica que abraçava o rio em baixo. Na sombra, em cada banco, havia uma história que me entretive a ouvir, sem que de palavras se fizesse, é o reflexo em cada espelho, nas caras serenas, outras zangadas, onde sempre me revejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A manhã falava baixinho, havia guardado os cheiros porquanto os sentidos se enchessem de salva e alecrim, e respirasse este bairro antigo que fez tanto de mim. Aqui estudei um tempo, aqui me encontrei e perdi, experimentei saciar tanta sede sem receio, sem esta vida pesada de passado e presente, vim aqui tantas vezes, olhar a cidade onde cresci.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaginei a mulher dobrada sobre um jornal amarelo, passando pelas horas bebidas de historias que lhe roubam a solidão, o homem&amp;nbsp;ávido&amp;nbsp;de agradar a cada rebento que o habita só nestes dias por obra de um qualquer fim. Imaginei-me a mim, perdida aqui, sem antes ou agora, só aqui. Com o mesmo brilho que não sai dos meus olhos, feito das memórias, dos instantes, porque não guardo muitas histórias, guardo os sentidos, a dor de&amp;nbsp;estômago&amp;nbsp;de calar a resposta, o calor da minha cara tocada, as mãos dadas que me valiam o sustento de um horizonte bizarro que não era só eu que via. Guardo as palavras enfeitadas, espelhadas do que não se dizia, "os meus trapinhos" coloridos, aquecidos de nostalgia, nem sei de quê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisei de tempo, para ver o que não via, mesmo sabendo. Precisei de crer que a honestidade me salvaria, que as vozes concordantes me devolveriam; precisei de me zangar comigo, de gritar alto e de tempo para me desiludir e trair, de tempo para desacreditar e amar um momento, e mais tempo ainda para me sentar aqui, num mesmo banco com cheiro a madrugada e deitar uma&amp;nbsp;lágrima, por nada ser assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou a mulher do jornal amarelo, transparente a quem passa, fugidia de mim, mesmo sabendo, desconfio da minha capa, conheço a cara tapada cujos olhos ainda sonham e choram por nada, porque ainda sinto e não passa. Este tempo, deu-me o maior sonho escondido, deu-me vida e matou-me um pedaço por dentro. Agora, contar-me a história que vejo, seria baixinho para só eu ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2974380838681584977?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2974380838681584977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2974380838681584977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2974380838681584977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2974380838681584977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/10/manha-cheirava-um-fim-condizente-de.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-853172783810299924</id><published>2011-09-22T22:39:00.001+01:00</published><updated>2011-09-22T22:39:34.325+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentida de uma&amp;nbsp;lágrima&amp;nbsp;que aprendi a conter, se um sorriso é preciso no teu despertar, triste, tão triste pelas coisas pequenas do meu mundo, se é ele feito pela soma de cada uma. Sentida por &amp;nbsp;cada decisão e hesitação, tornados agora caminhos onde mal me vejo. Esbracejo e soluço em silencio e conto na minha memória se cada segundo não foram antes horas que me quedei sem me ter.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Triste por deixar que o que sinto me tome, triste por cada passo pesar, sorrio porém agora, porque nada disto importa, nada, o teu sorriso é mais que tudo.&lt;/div&gt;Foi só um dia, só mais um.&lt;br /&gt;Nada importa, nada mesmo, sinto tanto agora, sinto-me capaz de tudo, houve um segundo em que as tuas mãos pequeninas despertaram a percepção da minha essencia. Talvez por ser novo, talvez por já não ser o centro do enredo, nada mais importa, apenas tu, minha pequenina.&lt;br /&gt;Foi só um dia, cheio de ti.&lt;br /&gt;Foi só um dia cheio do meu verdadeiro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-h6_YMM5M2vA/TnurCvPZcvI/AAAAAAAACgg/xl3DQKruJMI/s1600/DSCF1710.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-h6_YMM5M2vA/TnurCvPZcvI/AAAAAAAACgg/xl3DQKruJMI/s320/DSCF1710.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-853172783810299924?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/853172783810299924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=853172783810299924&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/853172783810299924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/853172783810299924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/09/sentida-de-uma-aprendi-conter-se-um.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-h6_YMM5M2vA/TnurCvPZcvI/AAAAAAAACgg/xl3DQKruJMI/s72-c/DSCF1710.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1862649685175290589</id><published>2011-09-20T02:46:00.002+01:00</published><updated>2011-09-20T02:46:58.178+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta manhã, trouxe-me cheiros que outrora vazios, me despertaram memórias. Lembrei-me da casa que oferecia um sorriso raro à minha avó, na azafama da vida. Vida acompanhada e desmultiplicada de ornamentos, vida simples de pensamento, vida suada nas terras e chorada sem que poucos vissem. Lembrei-me dos passos firmes que me ensinava, da voz mansinha com medo que se ouvisse. Aquela casa na esquina era um sonho por demais distante, se a sua fora roubada nos gritos levianos que apregoavam liberdade. Alentejana perdida numa cidade que a acolhia roubando a verdade e ousadia. Para trás ficara uma vida, deixada caida no terreiro do monte, de fugida. Lembrei-me de não ser tão complicada, de cabeça caida no seu colo, e de me sentir capaz de abraçar qualquer mundo. Lembro-me de tanto, tão pequena...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.... Do que me prometia e cumpria, de roer as unhas até fazer sangue, antes de cerrar os dentes e aceitar ser capaz, das conversas que tinha comigo, quando tudo me assustava.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta manhã, devolveu-me a minha companhia, ser inteira por um bocadinho, sem mais nada, sem a saudade que me tenho, sem a falta da metade que deixei perdida no caminho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez por entender agora que há um amor inteiro e infinito, pelo soluço que engulo tantas vezes nestes dias, talvez por encenar tanto este sorriso, mesmo quando o sinto, lembrei-me que ainda acredito, que ainda sonho ser inteira e abraçar o mundo que via. Há uma luz que me guia agora, que ofusca a ilusão e o medo de me perder. Estou meia, cansada, cansada, rendida. Não me encontro onde me quedei, não me vejo quando me olho, não digo o que sei e preciso de mim como nunca precisei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez por agora ter pousado no meu colo um rosto que é tão mais que apenas eu, preciso de lhe oferecer uma voz mansinha que almeje a mesma luz e outro sonho, ainda mais bonito, que o meu afago se estenda ao mundo e, se as palavras não me chegaram, tem que chegar um momento em que o abraço seja mais que um laço, seja a sede de ser capaz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este palco, que percorri de canto a canto, onde encenei cada embaraço, falei tudo menos do que sinto, este cais onde aceno e chamo, este traço esbatido no meu caminho. Cansaço. Passei tanto. Chega. Preciso abraçar &amp;nbsp;este mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1862649685175290589?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1862649685175290589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1862649685175290589&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1862649685175290589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1862649685175290589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/09/esta-manha-trouxe-me-cheiros-que.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Lisboa, Portugal</georss:featurename><georss:point>38.706932 -9.1356321</georss:point><georss:box>38.607805 -9.293560600000001 38.806059000000005 -8.9777036</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2192248004533937715</id><published>2011-08-20T03:33:00.001+01:00</published><updated>2011-08-22T12:02:57.262+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trovejará onde estou? Aspiro aquele cheiro molhado do feno, tenho saudades da cara lavada sem sabor a sal, a terra moldada debaixo dos pés, pegadas de acaso, quando não sei onde vou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O entardecer quente e cinzento, ofereceu-me um sorriso. Quem dera ser guiada pelas ruelas da cidade, poder misturar as palavras falando do mesmo, sentar-me no chão em silencio e ouvir a musicalidade do devir desse momento. Quem me dera saber pintar o que sinto. Guiei-me a mim, sem destino, esquecida dos minutos que passara numa maquina cavernosa, ruidosa que auscultava o meu&amp;nbsp;cérebro. Estou intacta... Afinal o turbilhão é o meu, revigorada numas imagens de mim por dentro. Achei bonito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Habituei-me aos acasos que a vida me oferta. Julgava dominar cada minuto, julgava não ser verdade poder morrer num segundo. Aspiro as lembranças de mim contadas por quem me ouviu, soube agora que resisti. Sou eu, por inteiro, somada, acrescento de um ensinamento que apreendo devagar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na mesma parcela de tempo, perdida numa ruela qualquer, ponho tudo em causa. Tenho pressa mas quedo-me ali. Quem me dera ser guiada, só por um bocadinho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mostro-me forte e segura, os meus passos tendem em trair-me nos compassos hesitantes do caminho. Não sou assim, tenho medo que seja tarde para tudo. Medo de quê? Já não sei se quero um cais seguro abrigado do desvario, já não sei se me magoa o que vejo e não digo, já não quero ser tudo, já não quero andar mais depressa, queria ver o mundo que os meus olhos pedem. Queria um livro que falasse comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontro pessoas novas, escuto tudo, estou tão cansada de frases feitas e caras tapadas, sempre as mesmas, retidas como eu num ser onde se mora de vez em quando. Vejo o meu orgulho espelhado, a minha hesitação. Ouço o meu coração como nunca ousei ouvir, bate forte, tantas vezes. Outras, apetece-me esquecer, fazer por um instante o que a minha alma pede, o que me apetece, despir-me de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu coração bate mais forte agora, apertado, nunca senti assim. Apertado como o mundo que seguro no olhar para oferecer. As palavras que guardo, os sitios e a simplicidade que prometo. Já não quero ter muito, quero ver, quero aprender com isto tudo, um abraço sentido e um horizonte como o meu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobrevivi, já não vejo como vi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2192248004533937715?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2192248004533937715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2192248004533937715&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2192248004533937715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2192248004533937715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/08/trovejara-onde-estou-aspiro-aquele.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-6729104693241893903</id><published>2011-08-19T02:07:00.000+01:00</published><updated>2011-08-19T02:07:57.902+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devia ser uma menina bem comportada, como sempre me disse aquela velhinha de cabelo como a lua que avisto agora. E eu, sempre me apeteceu dizer-lhe que ao ser assim, perderia o que julgava ser encanto, porquanto me veriam sem as mascaras com que me vestia. Cresci na ambiguidade de saber mais que isso e, mesmo assim não ousar ser. Perdi-me nos abraços vazios que me despiram mais que aqueceram, nas palavras desbocadas e sem sentido que os meus olhos pediam, pedi emprestadas dez vidas, ou mais que isso, sem mais nada, sem calma, queria ser amada, sem saber que tal seria. Mesmo assim, hoje sentei-me à beira daquela porta &amp;nbsp;que teima em não morar na minha memória, reli as linhas que falavam de mim nesses dias; fumei um cigarro e, como sempre distrai-me a ouvir as conversas que me ladeavam. É mais facil do que sentir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrei na hora certa, mudei, cheguei a pensar que chegar a horas era sinal de ansiedade, mas as minhas horas são outras agora e a minha verdade descontinua-se no rol de ilusões a que me assisto. Chegar a horas é o respeito que devo, assim como o abraço genuino com que fui recebida. Aquela senhora conheceu-me noutras horas, horas de breu e de um caminho que hoje me assusta ao ponto de não querer pensar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Constrangida, emocionada pelos rostos que guardo e a quem devo a vida, entrei na sala em&amp;nbsp;direcção&amp;nbsp;ao abraço quente, indefesa, grata e pequena. Pequena perante esta vida de acasos com sentido, pequena na emoção que me acompanha e aperta o coração, grata por esquecer e poder viver, indefesa na verdade que me ofusca e envergonha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouço e leio frases estanques, adjectivadas de pronomes e imagens,&amp;nbsp;metáforas&amp;nbsp;da vontade e inverdade, eu não sei quem sou, não sei o que fazer com o que sinto e o que penso, sei agradecer estar aqui. Não sei ser simples no turbilhão que vive em mim, não sei se me devolvi os pedaços que ofereci a troco de nada, não sei se paguei o que roubei a quem se despiu perante mim, nas minhas&amp;nbsp;&amp;nbsp;imagens moldadas, sempre me desiludi. Não sei se fui amada, se quis crer que sim, sou hoje o passado que guardo em mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei as lagrimas que solto na incompreensão. Sei o silencio onde me guardo e este abraço. Sei o medo da descrição, de um conto meu a que não assisti, e o meu sopro de vida é assim, um respirar finito, compassado no meu sentir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dadiva da minha vida é tão mais que eu... " que parva que eu sou..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-6729104693241893903?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/6729104693241893903/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=6729104693241893903&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6729104693241893903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6729104693241893903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/08/devia-ser-uma-menina-bem-comportada.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7798013902346073729</id><published>2011-08-15T21:42:00.000+01:00</published><updated>2011-08-15T21:42:52.455+01:00</updated><title type='text'>Lethes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gravado no granito majestoso que sempre me fascinou, li dizer a lenda que ali existia a fronteira entre o mundo dos vivos e dos mortos, que o Lethes&amp;nbsp;transposto, oferecia o esquecimento ao qual me apego na duvida se seria a&amp;nbsp;dádiva, vida ou morte. Esquecer é renascer ou antes morrer de um pouco de mim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A distancia temporal dá-me vida e clareza, na culpa, na vergonha de ser pequena e mesmo assim, ouso não querer esquecer, morrer ou reviver mais ainda. A distancia da minha janela que amanhece todos os dias, tal como eu, clama vida, e neste rio, renasci, como aprendi em cada viagem, em querer saber, e morrer assim, ou renascer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o cheiros que vivi? O cheiro fresco dos poejos abraçados à corrente, desfocada da algazarra festeira e da romaria, perdi-me nas lendas e no alcance, nas pedras magnificas esculpidas de historia e revivi ser eu ainda apaixonada por ideais erguidos em mim, feitos de imagens e sonho, irreais de tão sentidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preciso tanto destes momentos, de desordenar o caos que me ordena e sufoca, de ver cores e ouvir gentes perder-me de olhar e sorrisos quentes, sentir a chuva na pele quente de cansaço, e de repente morrer um instante, para nascer em mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esquecer é tanto morrer como perder a herança que me fez assim. Por isso, sem hesitar, atravessei o Lethes para me lembrar, sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7798013902346073729?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7798013902346073729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7798013902346073729&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7798013902346073729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7798013902346073729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/08/lethes.html' title='Lethes'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-4429537790314647984</id><published>2011-08-02T01:01:00.000+01:00</published><updated>2011-08-02T01:01:51.297+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passaram 10 anos de um dia que se fez, de mansinho, noite escura, madrugada e amanhecer. Povoada de noites escuras e claras de não dormir, de sonhos cristalinos, de medos e vergonhas, de uma culpa e de uma verdade dificil por doer. Passaram dias opostos à sucessão de ruelas cinzentas onde me perdi, da embriaguês que me seduz, da metáfora alucinada na qual quis crer. Não me sinto diferente agora, revejo-me nas mesmas horas, prevejo a voz que me chama, que me atordoa. Ancorei-me por temer um mar onde me perderia de vez, calei-me de um grito só meu que ecoa em baforadas estrondosas, vezes demais. Sou livre agora, não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei o que significa tanta coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho sede de saber, de ouvir, mais que palavras, os sons que me tocam por dentro e são tão poucos. Da mentira, retive ser capaz de exponenciar a minha&amp;nbsp;essência, da vergonha, o medo de me mostrar no reflexo espelhado que teimo em esconder. Da culpa, calei a minha&amp;nbsp;arrogância&amp;nbsp;em ser maior, sou pequena no que me devo, no perdão que peço ao amor verdadeiro que me deu vida, tantas vezes foi preciso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho mais medo. Tenho medo do que vejo e aprendi, tenho medo do que penso e não digo, escrevo em mim, num canto cá dentro que me dá vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei o que é ser feliz, não consigo, baila em mim um turbilhão de dias cinzentos pintalgados de sorrisos por nenhum motivo. Às vezes sinto-me sozinha outras, agradeço poder escolher. Não sinto como devia, penso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As mais duras guerras são comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho saudades do meu amigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-4429537790314647984?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/4429537790314647984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=4429537790314647984&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4429537790314647984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4429537790314647984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/08/passaram-10-anos-de-um-dia-que-se-fez.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-4094243490652484849</id><published>2011-07-19T02:46:00.000+01:00</published><updated>2011-07-19T02:46:53.762+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto vasculhava na mochila em busca do que já sabia não encontrar, de cara a ferver, de raiva e vergonha, de uma mistura de memória e desconhecimento presentes, pensava que esta cidade me é estranha no seu embaraço. Tornou-se fria dos cheiros de outrora, frenética nos passos e nas horas, sentida de uma&amp;nbsp;moléstia&amp;nbsp;que aqui mora, perdida, sofrida. Já calcorreei o mesmo caminho, já me despi da vergonha que hoje sinto. Que sinto agora, sinto de mim e do que me assola.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegara cedo, tinha tempo, tinha um compasso só para mim, para passos saboreados nestas ruelas com cheiro a sardinhas e a conversas nas janelas. Os sentidos invadiram-me de uma nostalgia sempre nova. Saudade das varinas e da gritaria matinal, das lides e vozes nas ruas, de noites terminadas em madrugadas enfeitadas de conversas à beira rio, de espreitar nas portas e adivinhar as vidas que lá dentro se viveriam. Saudades de uma parte de mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procuro nesta cidade, o que esqueci. Por isso me encontro, de olhos perdidos, aqui e ali, vou sorrindo enfim às caras que me olham, e eu a elas, silenciosas no que escondem e se vê. Lembro-me de pensar que tinha fome, fome de iscas e de chouriço assado, qualquer coisa assim. Parada num quiosque que outrora seria preferencialmente alusivo a Lisboa nas telas em voga, não agora, agora é uma barraca de ferro descartavel e desdobravel, com um casal brasileiro atrás da amalgama de revistas com as mesmas capas e as mesmas "descobertas". Olho a mochila, olho em volta e não a vejo. Não me lembro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunto, corro, faço o caminho de volta e tremo, o meu cerebro vazio não me responde. Fui roubada naquela rua? Onde?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui, nalgum sitio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recuperada a carteira de uma casa de banho imunda, despida até da mais insignificante moedinha, quase visualizo o frenesim e a alegria de quem quer que seja, antecipo a ida e vinda, o desnorteio, a pedra com cheiro de podre, a face baça de anseio sem sentido, &amp;nbsp;vem-me o cheiro à boca e tenho vergonha deste silencio que me rodeia, desta solidão subita, de um medo de onde venho e para onde caminho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cidade triste, cheia de pressa que nem sente que morre aos poucos, nas caras tristes nas janelas, em silencio, nas lojas asiaticas onde antes moravam tasquinhas, nas vozes roucas, sem sorrisos, na doença disfarçada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho este sabor ainda na boca, de não reconhecer o caminho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-4094243490652484849?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/4094243490652484849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=4094243490652484849&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4094243490652484849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4094243490652484849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/07/enquanto-vasculhava-na-mochila-em-busca.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1433203100874891054</id><published>2011-07-16T02:26:00.000+01:00</published><updated>2011-07-16T02:26:57.066+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho este momento só meu, todos os dias, mesmo que seja tarde e esteja cansada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há 10 anos atrás, baixava os braços sem noção da urgencia, sem força. Há muito que não ousava enfrentar-me, trocar uma palavra comigo. Há 10 anos, o tempo ultrapassara-me numa busca frenetica de ver o mundo girar ao contrário. Na minha ilusão, a lucidez doia demais e a vida cegava-me, ou senão, ofuscava-me de cegueira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje pensei que me doi ver, olhar para trás e já não ter o dom de me cegar. Entretenho-me numa arrogância experimentada, defesa minha solitária. Já não me apetece ofuscar-me sequer, de altivez ou convicção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se sou boa pessoa, não sei se a meio do caminho me orgulho ou castigo. Tenho numa pequenês o meu orgulho sofrido, tenho no medo o meu sentido e na coragem, os momentos mais intimos comigo. Como li, envelheci depressa, voei sem asas e caminhei demais descalça. Mas estou aqui, viva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me perdoo em convicções que não cabem &amp;nbsp;na minha alma, acho que ainda nem me descobri.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei do que seria capaz, por ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que me sinto sozinha na grandiosidade deste mundo que aguarda, que a ironia me ensina. E hoje, senti-me bonita, cá dentro. E não é sempre assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, estendeste as tuas mãos pequeninas e tocaste a minha cara com um carinho que vou aprendendo ser tão maior, e em silencio, ensinas-me mais que alguma vez fui capaz de beber da vida que me rodeia. Decresço no gesto, bebo este sentir tão novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou sentar-me e ver-te dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1433203100874891054?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1433203100874891054/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1433203100874891054&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1433203100874891054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1433203100874891054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/07/tenho-este-momento-so-meu-todos-os-dias.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-6377531848250834585</id><published>2011-07-14T11:48:00.000+01:00</published><updated>2011-07-14T11:48:15.312+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cerro os dentes, e travo os sentidos contrários na minha mente. Gravo na pele a promessa de algo divino que me acorreu. &amp;nbsp;Continuo surpresa com o poder que me assiste, desconexa na opinião. Onde encontro o equilibrio da razão e do sentimento?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dorida na pele e no instinto, lembro-me que mais tarde, verei o sentido. Lembro-me de uma musica que me acompanha, Pangea, e que me traz a mais nobre lição, de que nada se empreende contraria ao movimento do mundo, só assim percebo o destino e o meu acaso. Só assim aceito que o mundo se abre quando eu não busco, nem domino.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aspiro e adivinho, sem sentido, o poder da minha mente, perante a dor e a alegria, perante a minha pequenês, outrora rebeldia e altivez. O mundo gira nesta direccção, dita uma voz que não ouso ler. Não creio em Deus, mas sou crente. Não controlo mas nem aceito. No dia em que me detiver, morrerei por falta de rumo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por uma vez na vida, não sigo, caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-6377531848250834585?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/6377531848250834585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=6377531848250834585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6377531848250834585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6377531848250834585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/07/cerro-os-dentes-e-travo-os-sentidos.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1605515343986590273</id><published>2011-07-10T01:48:00.001+01:00</published><updated>2011-07-10T01:51:10.251+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje partilhei contigo a mescla de cores que estes dias oferecem, os teus olhos claros brilhavam numa direcção que não sabia antecipar. Houve um instante pequeno que me apeteceu correr muito, expirar este&amp;nbsp;fôlego&amp;nbsp;contido que insiste em não sair.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes, esta claridade ofusca. Sabendo, canso-me de mim. Canso-me de pensar, de julgar. Sou minha inimiga em tantas horas, e se antes desmoronada e calada, atrevo-me a ajoelhar-me e a pegar em cada pedaço meu espalhado. Não sei se cresci...Não encontro o principio e as ideias são vagas soltas de um levante cinzento e demasiado claro para não o ver.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desconcerta-me a linearidade das frases e dos conceitos, se em mim, tudo existe numa devida e prometida desordem. A meio da vida, não sei demasiadas coisas e sei outras que julgava poder esquecer. Guardo-me em instantes desconexos. Como agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na calçada passeiam-se casais de mão dada e eu penso, na viagem que me falta fazer, nos gestos mecanicos que facilitam o embaraço, na castração dos impetos, penso no ser pequeno que abraço e no sorriso que me descansa e acalenta. Penso nos fins de tarde numa mesa maior ainda, com este mar defronte e um prato de conquilhas. Penso nas parvoices minhas, são minhas por serem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de calmaria lá fora, de sorrisos e abraços. abraços de que senti tanta falta e, cá dentro esta voz que se cala, de teorias e conceitos, por ser urgente beber a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1605515343986590273?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1605515343986590273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1605515343986590273&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1605515343986590273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1605515343986590273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/07/hoje-partilhei-contigo-mescla-de-cores.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7431260717996782376</id><published>2011-06-24T15:26:00.000+01:00</published><updated>2011-06-24T15:26:34.555+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei descrever as cores que vejo, mudam combinadas com o sol que as conhece, searas dançantes, douradas. Embriagada deste entardecer sereno, no cume de uma serra que me descobre, em cada pensamento que agora deixo que me venha, como de vez em quando, quando choro e sorrio em&amp;nbsp;simultâneo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não és tu, nem tanto, na verdade", que esta&amp;nbsp;consciência tanto me atordoa como entontece, conheço tantas palavras, e não expresso o que me vai na alma, não consigo. Converso comigo em segredo, agradeço ter morrido e renascido, tantas as vezes que me reconheço, e só assim me existo, em mim, na quietude que habita neste sitio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso no meu pai, que mais do que passos, deu-me sede de caminhar, deu-me esta paz deste lugar onde nas sombras veria o medo e vejo apenas esta calma, este vento e o bailado das cores deste Alentejo.Tenho sentido o carinho genuino dos homens de&amp;nbsp;mãos&amp;nbsp;duras que me viram chegar tantas vezes alienada de convicções sem sentido, desta terra quente e da pedra ardente de que nunca me canso. Hoje, não tenho pressa, bebo as feições sinceras, respondo, faço parte, conto e ouço as histórias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui não espero a resposta, lembrei-me de cada um que me moldou, de cada memória, um sitio, se o que vejo é tão somente a minha cegueira mais clara ou a simples percepção de uma história que, sendo a minha, nem sempre vivi.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo mudou, no palco, ensaio o caminho que preciso preparar, já não protagonizo, um dia de cada vez, amo tanto que chega a doer, este ser pequenino que me olha como nunca nada nem&amp;nbsp;ninguém&amp;nbsp;me olhou. Sinto-me capaz de mudar o mundo para lho oferecer, a guerra e a paz, o medo e o desnorteio e a mesma sede de querer andar, mesmo que um dia, sentada neste lugar, sinta o mesmo, que não se deu por inteiro, mas pequena, veja as cores como eu vejo e continue a caminhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje chorei muito, chorei e ri. Agradeci.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7431260717996782376?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7431260717996782376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7431260717996782376&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7431260717996782376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7431260717996782376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/06/nao-sei-descrever-as-cores-que-vejo.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-720020664763073921</id><published>2011-05-20T01:04:00.000+01:00</published><updated>2011-05-20T01:04:26.367+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reli-me, visitei-me nas palavras dispersas que expiro. Já não escrevia há algum tempo. Tenho lido, às vezes, sento-me comigo e rabisco expressões por alivio, comigo, pareço ter perdido a respiração. O meu reflexo fica mais claro de dia para dia, a doce ilusão já não me presenteia, as ideias explodem na minha mente numa desordem mais dura e mais clara. Sinto-me e&amp;nbsp;saúdo-me.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ganhei ou perdi na tela &amp;nbsp;em que me inspirei, conheci o sabor de amar mais que sabia, percebi a dimensão de um olhar, a sabedoria do silencio, o alcance das minhas mãos. Fui inteira sem guerra ou calmaria, deixei-me saborear momentos feitos de mim e do tanto que me havia. Falei-me baixinho e acreditei que podia, podia tudo, até sonhar. Podia falar alto, gritar por mim adentro, despir-me desta pele que me queima e atordoa, sussurrar o que me ilumina e amargura. Acreditei que na desordem me tinha, que existia nos olhos que me viam. Eu sabia que ver era mais que olhar, sabia que escrever era, antes de mais, respirar o que a face escondia, sabia que transbordava de ideias sem concepção, sem credo nem sequer medo. Não sabia acerca do tempo e do efeito que tivera em mim, não sabia que as palavras eram apenas o principio e que os gestos eram os passos que pisara sem dar por isso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contei-me tantas verdades que eram mentira, disse-me guerreira e era presa, sonhava tanto, e nem sabia, perdi a voz das palavras, o alcance do silencio. Ofuscada das passadas, das ruelas cinzentas que ainda hoje me atraem, dos cumes e das terras com que pintei o pensamento, das amarras do discernimento e das ancoras ferrujentas e bravias que magoam tanto, tanto. E contei-me ser afinal fraca e fugidia....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu reflexo fica mais claro de dia para dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou grande por ser pequena, tenho esta ferida que sangra e eu aprendi que&amp;nbsp;doía,&amp;nbsp;doía&amp;nbsp;cá dentro. Doia mais ainda sentir a minha presença, descrente, ainda mais fugidia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guardei-me num mar bravio e distante que visito para estar comigo. Ergui a cabeça à descrença numa tal doce ilusão. Não sei se existiu, não sei se foi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um tempo, em que me procurava e assim, o meu reflexo era a opacidade dos outros, os adjectivos e os contornos, levava-me o vento e qualquer sentimento. Fui obediente e arisca, fui clara e cega, fui carente de fantasia e sedenta de mil vidas numa, a minha. Fui&amp;nbsp;bêbeda&amp;nbsp;estando tão sóbria, perdi-me num horizonte, fui princesa de contos sem final feliz, fui cada&amp;nbsp;lágrima&amp;nbsp;que calei, lutei com todas as forças que tinha, fui foragida das historias em que não me via. Andei tanto até chegar aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda agora, olho em volta e não me revejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta manhã percorri a cidade que me fez crescer, que me acolhe agora. Precisava de me embebedar dos cheiros que me dão vida, andei devagar porque sempre corri, olhei para contornos e esquinas por onde passei sem sequer me deter, aspirei o rio, ignorei o cansaço da multidão onde me perco, preferi a vida em busca da restea de fantasia a que tenho direito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Magoada de uma ferida que tarda em sarar. ofuscada pela realidade, tudo mudou agora. É tão claro que exala do meu silencio e das minhas palavras, sou mais que somente a minha estrada. Sou agora este sentido de vida reforçado, sou este sorriso tão calado e tão cheio, olho em mim o caminho, as pegadas, assustada por estar sozinha quando pela primeira vez, desde há tanto tempo, me sinto una, clara. Não gosto do que digo, mas respiro. Não gosto do que sinto, mas é verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu reflexo fica mais claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-720020664763073921?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/720020664763073921/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=720020664763073921&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/720020664763073921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/720020664763073921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/05/reli-me-visitei-me-nas-palavras.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3243464269914192514</id><published>2011-03-20T01:51:00.000Z</published><updated>2011-03-20T01:51:09.284Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-Ts38N-9Yy7I/TYVdXTkyIhI/AAAAAAAACZg/a90ExWuRf-s/s1600/lua_cheia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="https://lh5.googleusercontent.com/-Ts38N-9Yy7I/TYVdXTkyIhI/AAAAAAAACZg/a90ExWuRf-s/s320/lua_cheia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou aqui... Sentir-me cheia como esta Lua que hoje me encanta e encandeia. Soubesse eu escolher de entre as palavras que ainda não sei, as que gritassem cada sentido exaltado de mim. Os acasos dançam na minha mente, sublinham as perguntas que não ousei, reforçam as respostas que me dei, estranho olhar o meu, desfocado sobre estes dias que não senti.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soubesse eu arrumar cada pensamento ao lado de cada memória, soubesse eu a história que fica por contar. Esta vontade de gritar inteira, abraçar a lua que me despe em cada noite assim, cheia, esta sede de me entender e perdoar, de me abraçar na fé que cada passada poder ser a desordem que me dá calma, poder ser memória e &amp;nbsp;madrugada renovada num ser maior. Soubesse eu armar o meu castelo no cimo do caminho, onde o vento sopra bem forte e me fortalece cá dentro, onde ninguém me descobre, nem questão nem resposta, apenas a tela que pinto, o que sinto, o que sinto...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há dias, procurei-me... As&amp;nbsp;lágrimas&amp;nbsp;escorriam-me pela cara, sentia um frio cá dentro, precisar de me lembrar que estive ali, tão distante, que me esqueci das caras de quem tratou de mim, quem chorou e me deu a mão, a cama onde volvi a mim. Tinha feito todas as perguntas, mal ouvi as respostas porque pareciam continuar a não falar de mim, aceitei sem expressão, a história que contam... "Foi muito grave"... Agradeci mas não sei, aceitei...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada me era estranho, o carinho familiar com que a senhora de branco me falou, como se já a tivesse visto em algum lugar, não sei qual, não importa, vou vê-la muitas mais vezes, vamos tratar de mim até ficar bem. Agradeci, parece que fiquei em boas mãos neste tempo que esqueci, mas e agora? Se eu preciso de entender, de me lembrar que foi mesmo grave.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subi ao segundo andar e perguntei a um senhor se se lembrava de mim, ele riu, lembrava-se bem, indicou-me a direcção da sala onde estivera. Contei os passos nessa direcção, olhei a plaquinha azul numa porta "Cuidados Intensivos" e achei que devia estar enganada, nunca estivera naquela sala tão equipada para "casos graves". Segui, mas a porta abriu-se e uma cara risonha, estranha, chamou-me, quente, tão quente que me arrepiou. "não me lembro de si, desculpe, não me lembro de ter estado aqui". A voz quente, segurou-me a mão e conduziu-me lá dentro, e o silencio encheu-se de saudação, e fiquei rodeada de gente a falar de mim. Parece que deixei memória, menos em mim, que me portei mal, quis bater naquele senhor que teve que me amarrar, e dei parte da minha refeição a&amp;nbsp;alguém&amp;nbsp;, que tentei fugir sem saber, que tive conversas imensas com este e aquele e nem estava ali... O que se passou comigo? É tão estranho... Pedi desculpa, aceitei aquelas mãos e a alegria de estar "tão bem" e saí com as&amp;nbsp;lágrimas&amp;nbsp;cada vez mais duras a lavarem-me a cara, saí de braços caidos, sem a memória que preciso para entender o que me contam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A S. teve um enfarte e uma paragem cardiorespiratória, esteve 30 minutos a ser reanimada, se não estivesse aqui, não teria sobrevivido, esteve dias sem se saber se iria acordar, se iria recuperar... E eu não me lembro de nada... Apetece-me gritar-me, abanar-me, agradecer, responder-me a todas as perguntas que me assolam. Mas fico assim, calada, faço as viagens necessárias a conversar comigo, a exercitar a memória, e não consigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, estou aqui, sinto-me cheia como esta Lua, esta vida renovada que se transforma, as arestas mais claras, as formas da minha história, o cais seguro a que me amparo nas noites de trovoada da minha memória, fico assim,&amp;nbsp;lúcida&amp;nbsp;e desnorteada, crente nas mãos quentes que me aquecem, nas palavras que me ofertam, na força da minha vontade e do meu corpo. Dizem que sou muito forte. Eu sei que sou... às vezes esqueço-me!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3243464269914192514?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3243464269914192514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3243464269914192514&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3243464269914192514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3243464269914192514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/03/estou-aqui.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-Ts38N-9Yy7I/TYVdXTkyIhI/AAAAAAAACZg/a90ExWuRf-s/s72-c/lua_cheia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-6092432976843910369</id><published>2011-03-04T20:18:00.000Z</published><updated>2011-03-04T20:18:03.673Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre mim e o vento, há uma&amp;nbsp;lágrima&amp;nbsp;quente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que me acarinha a face molhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta&amp;nbsp;névoa&amp;nbsp;encantada em que me envolvo nos fins de tarde, tão clara que vislumbro cada despojo que o mar ainda abraça e eu penso se será ele o derradeiro criador de sonhos e verdades. E pergunto-me, "Que verdade, se eu mesma não me revejo nas palavras e porém os meus gestos despiam-me das amarras e eu, flamejada de vergonha olhava-te... Naqueles momentos em que te julgava distante e impenetravel e ousava quebrar a minha cara disfarçada. E pensava no meu tamanho ali despida, se era desejo ou revelação, se por um instante, o silencio dos teus olhos eram a palavra que me esqueci de aprender a ouvir. Se era a minha verdade guardada no &amp;nbsp;recanto mais empoeirado de mim.&lt;br /&gt;Cada vaga parece-me um conto agora, não vislumbro ilhas ou enseadas, não consigo, vejo os despojos que desfalecem nos meus pés descalços e, no entanto, cada um se desenha harmoniosamente na praia, nos contrários dos elementos, como se criasse esta história. E eu, penso, "Que&amp;nbsp;arrogância&amp;nbsp;a minha, querer tomar conta dos verbos e dos gestos, se uma&amp;nbsp;lágrima&amp;nbsp;apenas diria do meu medo e do meu credo, da minha ancora e do meu recanto, se os meus olhos falavam da minha sede de ser, um momento, de crer ..."&lt;br /&gt;E revejo o tempo, não a cronologia dos passos, vejo os espaços que me distanciam, a ironia com que estes pedaços se ajustam e me mostram que sem contornos, és parte de mim, de uma memória presente, nos caminhos que me trazem aqui, sempre.&lt;br /&gt;Ainda me fascinam os fins de tarde. Ouvi que morri e renasci, e tudo passou tão longe. Não que queira saber assim de mim, não que a&amp;nbsp;consciência&amp;nbsp;me acrescente, apenas percebi o meu horizonte, que cada instante é do tamanho que nele me envolver. Conheço-me? Não sei...&lt;br /&gt;Sei ver-me assim, fascinada com a ironia dos acasos, com as minhas mãos fechadas capazes de segurar o mundo, confundida com os sorrisos oferecidos, os abraços desabrigados, com estes estilhaços tão vivos que se acercam... Ainda ouço falar de mim sem me ver.&lt;br /&gt;Vejo-me uma, duas, poucas vezes, num suspiro profundo que me não enche, na minha sede inconsciente de nudez em frente a ti, vejo-me nos contornos da minha mente despercebida de mim, lá no fundo onde&amp;nbsp;ninguém&amp;nbsp;habita, nos sorrisos soltos que fazem parte dos meus contornos. Não sei viver sem sorrir.&lt;br /&gt;Apetecia-me esbofetear este tempo, este ocaso, este mar cinzento e imenso que me rasga por dentro e não me deixa dormir. Apetecia-me sorrir grata, pelo sentimento que me abarca, pela&amp;nbsp;ausência&amp;nbsp;presente, marcada cá dentro em silencio,&amp;nbsp;antónimo&amp;nbsp;da palavra já gasta de não ser capaz de me ver noutra cara.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Apetecia-me falar desta vida crescida em mim...&lt;br /&gt;E do tempo que me marca a cara e não passa.&lt;br /&gt;Apetecia-me assim, não ser preciso a palavra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-6092432976843910369?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/6092432976843910369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=6092432976843910369&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6092432976843910369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6092432976843910369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/03/entre-mim-e-o-vento-ha-uma-que-me.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3479730900050221770</id><published>2011-03-03T08:04:00.000Z</published><updated>2011-03-03T08:04:59.193Z</updated><title type='text'>Mais alto</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;Mais alto, sim! mais alto,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;mais além d&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;o sonho,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;onde morar a dor da vida,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;Até sair de mim! Ser a Perdida,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;A que se não encontra!&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; line-height: 19px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;Aquela a quem &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;o mundo não conhece por Alguém!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; line-height: 19px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px; font-weight: 800;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;Ser orgulho, ser àguia na subida,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;Até chegar a ser, entontecida,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;Aquela que sonhou o meu desdém!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;Mais alto, sim! Mais alto! A intangível!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; line-height: 19px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px; font-weight: 800;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;Turris Ebúrnea erguida nos espaços,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;À rutilante luz dum impossível!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;Mais alto, sim! Mais alto! ode couber&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;mal da vida dentro dos meus braços,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;strong&gt;Dos meus divinos braços de Mulher!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: Verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; line-height: 19px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 11px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;Florbela Espanca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3479730900050221770?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3479730900050221770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3479730900050221770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3479730900050221770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3479730900050221770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/03/mais-alto.html' title='Mais alto'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7687729144871157715</id><published>2011-03-02T23:20:00.000Z</published><updated>2011-03-02T23:20:44.887Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Palavras minhas</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;Palavras que disseste e já não dizes,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;palavras como um sol que me queimava,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;olhos loucos de um vento que soprava&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;em olhos que eram meus, e mais felizes.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;Palavras que disseste e que diziam&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;segredos que eram lentas madrugadas,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;promessas imperfeitas, murmuradas&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;enquanto os nossos beijos permitiam.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;Palavras que dizias, sem sentido,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;sem as quereres, mas só porque eram elas&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;que traziam a calma das estrelas&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;à noite que assomava ao meu ouvido...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;Palavras que não dizes, nem são tuas,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;que morreram, que em ti já não existem&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;— que são minhas, só minhas, pois persistem&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;na memória que arrasto pelas ruas.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;Pedro Tamen, in “Tábua das Matérias”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7687729144871157715?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7687729144871157715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7687729144871157715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7687729144871157715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7687729144871157715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/03/palavras-minhas.html' title='Palavras minhas'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3786699889963786367</id><published>2011-03-01T20:00:00.000Z</published><updated>2011-03-01T20:00:30.722Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje subi a serra. Escolhi a encosta soalheira, onde habita aquele vento frio e cortante que nos assola a cara e desperta. Conheço o caminho no meu pensamento e, não sei porquê, hoje envolve-me a saudade. Por isso, desabrigo-me destas vestes adequadas e caminho nos meus sentidos. Esta serra já foi meu abrigo, minha seara de sonhos e minha foz de palavras. Tenho sede de palavras, não descritas e opacas, sinto falta das palavras que parecem suspiros, que nos saem da alma em torrente, porque mais do que o medo, há uma fome de ser por inteiro, de dar contorno aos cantos de nós, os mais recondidos e temidos e porém, os mais genuinos e precisos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tambem sinto&amp;nbsp;falta&amp;nbsp;do silencio, de olhos perdidos na planicie, aquele que diz tudo. Sinto falta de um momento uno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje pensei nas caminhadas interminaveis que fiz sozinha, e preferi-as assim, como de costume, habituei-me a atrapalhar-me de pessoas, a esvaziar os meus espaços do esforço de me integrar, aprendi acerca das roupas que gosto, da verdade desadequada, da minha sede de fuga que nunca soube explicar, e no entanto, em algum lugar, fui eu mesma a fechar as correntes, por medo ou pela simples percepção dos caminhos insanos que chamam, que cheiram, que me espelham mesmo assim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do cimo desta serra, aspiro a minha verdade, as lagrimas que semeei aqui, a leveza, o abraço, o direito de, por um momento, não me pertencer só a mim. Tenho saudades do retorno no mesmo compasso, saudades de uma leveza na minha alma que agora ainda pesa tanto. Saudades da palavra cheia de uma verdade que não sabia existir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por vezes preciso de me encontrar, de olhar o meu reflexo , de encontrar este lugar em que semeei o mais fundo de mim, sem saber da colheita, sem cuidar da semente, fruto de cada sentido liberto, cada grito de silencio que deixei aqui. Não sei crer ser mesmo assim, desaprendi a capacidade de me dar assim, tanto, invadem-me as historias repetidas, os contos esgotados a meio, a busca perdida por qualquer anseio, sem paragens, sem moradas, as gargalhadas que ouvi, a banalidade que moldei, a certeza que tal como agora, já não chegaria este aqui, este silencio estrondoso que ainda toma conta de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estaremos perdidos na sede, nos esgotares sucessivos, nos bocejos, no meu medo e meu descredito, neste compasso de tempo que parece sem fim?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje subi esta serra no meu pensamento para falar de mim, homenagear a saudade do silencio e do abraço, do tanto feito nada e deste hemisferio soalheiro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3786699889963786367?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3786699889963786367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3786699889963786367&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3786699889963786367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3786699889963786367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/03/hoje-subi-serra.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-763713048714364126</id><published>2011-02-27T17:46:00.002Z</published><updated>2011-02-27T19:33:14.423Z</updated><title type='text'>Quem me dera saber mais de mim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Tão estranha esta minha &amp;nbsp;forma de pensar. Acordei mal o sol iluminou a minha cara por sobre os ramos nus que avisto da janela, conheço este despertar distante de mim, os segundos de&amp;nbsp;demência&amp;nbsp;para me situar neste tempo e lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Quem me dera lembrar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Da minha janela, não me avisto, leio repetidamente os&amp;nbsp;intermináveis&amp;nbsp;relatórios que parecem não falar de mim, dias seguidos, telas brancas na minha memória e, neste anseio, vou perguntando a quem me viu, se sabe por onde andei. Ouço histórias, tento visualizar os lugares, as pessoas com quem reparti este meu estar sem presença. Havia um rapaz de tez negra que me ajudava e brincava comigo, um homem de bata azul, haviam monitores e uma dor lancinante no meu peito que nunca entendi. Havia uma janela que mostrava Lisboa....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Acordei cedo, aspirei vida, as lágrimas corriam pela minha cara, sem reflexo, sem motivo, emoção pura de um tempo que passa por mim, desconexa vou conhecendo os meus limites, vou escrevendo no meu caderno porque mais tarde não me lembro, e surpresa, cada voz amiga me anuncia o quão forte sou, capaz de surpreender os doutores e eu, eu penso, mas eu não me lembro de mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Seria capaz de racionalizar cada momento, despedir-me do quanto me fez falta, agradecer a lembrança daquela velhota linda sentada na minha cama, do castelo de lembranças emprestadas, emocionadas com que preencho os dias, da presença ausente de uma madrugada que me trouxesse, uma vez que fosse, o que trago cá dentro e já não encontro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Quem me dera não lembrar da minha&amp;nbsp;essência..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Da minha janela, lembro a cidade que me confortou, do silencio que vesti por não ter palavras que me contassem, do medo paralisante, esta sensação que me domina agora... Peguei numa vassoura e, a meio da minha sala, parecia ter cavado uma lavoura.... Estou cansada, rio por nada, choro, apregoo calma, tenho a minha alma revolta, tenho medo e sou incapaz de me encostar num colo e descansar. Ouço vozes em meu redor, um mar de carinho que me espanta....&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Quem me dera poder mais de mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Estive longe, o meu coração parou quantas vezes precisou e, parece que o respeitei por isso, fui com ele e quando voltei, não sabia de mim. Estou aqui...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E neste cantinho, aqui ao meu lado, há tanto de mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-W1bM3JYUvnw/TWqNm4wBMKI/AAAAAAAACYE/XMxpiJKX_44/s1600/39216.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh3.googleusercontent.com/-W1bM3JYUvnw/TWqNm4wBMKI/AAAAAAAACYE/XMxpiJKX_44/s320/39216.jpg" width="286" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;imagem:&amp;nbsp;&lt;a href="http://1x.com/photos/mood/39216/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;© Johanna Knauer&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Volto à minha janela e, simultaneamente há uma maré que me transborda, sou forte, sou a soma do caminho que tracei até aqui. Se contar a minha história, rasgada da capa que me encandeia, falarei bem e mal de mim, falarei do que sei, do que sinto, de cada rosto presente, e &amp;nbsp;ausente, de cada amigo, falarei do medo extinto e mais outro, premente, da unica maré cheia que deixei vazar, falarei do mar, das pegadas que a minha mente não se esqueceu de guardar, se o fizer, falo de mim, dos contornos que me habitam, da antitese, da metafora, falarei mais alto que a minha mente. Sinto falta de falar de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Vem vindo o fresco da noite, molho a cara e retenho no meu caderno... Sou forte, sou pequena, menina mal comportada que mal soube tomar conta de si.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-763713048714364126?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/763713048714364126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=763713048714364126&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/763713048714364126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/763713048714364126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/02/quem-me-dera-saber-mais-de-mim.html' title='Quem me dera saber mais de mim'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-W1bM3JYUvnw/TWqNm4wBMKI/AAAAAAAACYE/XMxpiJKX_44/s72-c/39216.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7924912256774372945</id><published>2011-02-23T02:54:00.000Z</published><updated>2011-02-23T02:54:23.996Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #76a5af; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;"Corpo, meu velho companheiro, nós pereceremos juntos.&lt;br /&gt;Como não te amar, forma a quem me assemelho,&lt;br /&gt;se é nos teus braços que abarco o universo."&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #45818e; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Marguerite Yourcenar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #45818e; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E sem perecer por enquanto, esta forma que me embala, este corpo que eu anseio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;é permeio, é abraço, é mais que o mundo que vejo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #45818e; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Milhita&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7924912256774372945?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7924912256774372945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7924912256774372945&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7924912256774372945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7924912256774372945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/02/corpo-meu-velho-companheiro-nos.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3828924733502459657</id><published>2011-02-21T07:07:00.004Z</published><updated>2011-02-21T07:15:15.843Z</updated><title type='text'>Insanidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="clear: right; float: right; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img height="178" src="http://www.oribatejo.pt/wp-content/uploads/2009/09/observatorium0145.jpg" width="320" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Estou neste quarto , num hospital que não reconheço, reina um silencio em mim que ecoa mais alto que um burburinho distante e maldizente&amp;nbsp;de duas batas brancas sentadas à minha frente. Danço num rodopiar vazio na minha mente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Estou aqui, onde as horas se misturam, e eu tento dar-lhes forma. Disseram-me &amp;nbsp;algures , não sei se agora, que o meu coração parou. Como? se nunca deixei de o sentir? Parou de cansaço. Parou para me dizer que&amp;nbsp;também&amp;nbsp;ele me sente, e eu, não senti nada, não vi luzes, não levitei sobre mim, dizem que durante dias fui o que o meu inconsciente ditou.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ouvi , parece que gritei com toda a gente, parece que deixei livre um &amp;nbsp;lado de mim que sempre me fez tanta falta, desta capa que detesto do medo do meu reflexo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Enquanto escrevo, olho para o lado onde a D. Elvira explica que tem que se despachar para ir ao mercado e apanhar o autocarro, a uma enfermeira que amavelmente respeita este lado inconsciente que grita, como eu. como eu... Parece que a D Elvira tem um filho mas já não se lembra, apenas porque nos passos marcados da sua memoria, ele não existe.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Volto a mim, preciso de falar, como não sei ainda desta forma, pedi um pedaço de papel e começo a escrever, sinto-me cheia de um vazio de palavras, de respostas, de perguntas, de falta das noites iluminadas de pensamentos desgarrados e palavras ao acaso numa madrugada qualquer. Não, não era uma qualquer, era escolhida pelo contornos do luar, pelos rasgos de fogo, pelo mero acaso de precisar de respirar, os sons, os cheiros.... Meu Deus, como guardo os cheiros, nesta livre insanidade de me expressar, as pedras salgadas, aquele farol abraçado apenas porque as mãos sempre foram mais verdadeiras que eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Sou livre agora, o meu coração parou e as faces estranhas condescendem porque mais uma vez, nego os quadros negros de mim. Sou livre porque estou aqui e não sei sequer de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Sou livre da historia que o mar insistiu em não levar, esculpida em cada rocha, sei que lá deixei a descoberta de mim. Lembro-me de um sol gravado em resposta aos pedaços que me arrancava por já não serem só meus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Falo alto que o Sr Martinho tornou-se apenas na&amp;nbsp;antítese&amp;nbsp;do meu sonho, velho&amp;nbsp;anedótico&amp;nbsp;e&amp;nbsp;patético, igual a esta&amp;nbsp;demência&amp;nbsp;tão sana que não deixo que tome conta de mim. E ouço-me baixinho que já não preciso desta mascara, porque a&amp;nbsp;única&amp;nbsp;vez que me quis dar-te, já havias tomado conta de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Que saborosa esta insanidade tornada liberdade, num molhinho de dias, senti que perco tudo aquilo que preciso para viver, senti-me morrer sem o saber, senti as mãos daquela anestesista mostrar-me o meu ventre, e por fim, Meu Deus, este ser que me acolhe e&amp;nbsp;transborda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Que loucura tão sana que toma conta de mim, e eu luto como sempre, fora de tempo, com forças que desconheço, e venço e nem sei se mereço, mas estou tão cheia de mim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Escrevi este texto algures esta semana.....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3828924733502459657?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3828924733502459657/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3828924733502459657&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3828924733502459657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3828924733502459657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/02/insanidade.html' title='Insanidade'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3657422767493828491</id><published>2011-02-21T06:13:00.000Z</published><updated>2011-02-21T06:13:13.607Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eIJweMIC_Hw/TWIB6mXojcI/AAAAAAAACWg/k0QCgfDxV-0/s1600/caminho2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-eIJweMIC_Hw/TWIB6mXojcI/AAAAAAAACWg/k0QCgfDxV-0/s200/caminho2.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Qualquer caminho leva a toda a parte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Qualquer caminho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Em qualquer ponto seu em dois se parte&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E um leva a onde indica a estrada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Outro é sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Fernando Pessoa&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a2c4c9;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a2c4c9;"&gt;Obrigada&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://havidaemmarta.blogspot.com/2011/02/qualquer-caminho-leva-toda-parte.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;Marta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3657422767493828491?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3657422767493828491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3657422767493828491&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3657422767493828491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3657422767493828491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/02/qualquer-caminho-leva-toda-parte.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-eIJweMIC_Hw/TWIB6mXojcI/AAAAAAAACWg/k0QCgfDxV-0/s72-c/caminho2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-781029586111248847</id><published>2011-02-07T01:19:00.001Z</published><updated>2011-02-07T01:22:09.405Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca senti este descompasso tão forte, nunca me senti assim, tão em mim e simultaneamente indefesa, sem abrigo e acolhida por uma luz tão cheia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu coração bate depressa, as ideias sucedem-se sem razão, as horas, as horas, não é medo, é um anseio, não é palavra, é emoção, é um carinho ou abraço que outrora era tudo e agora já não chega, se estou cheia do que vivo neste instante que sendo tempo, tarda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É Fevereiro, madrugada, os sons e as vozes acalentam na distancia, os que amo estão cá dentro e esta vida que &amp;nbsp;em mim, é um amanhecer sonhado, é tão mais que qualquer palavra e, eu fecho os olhos e o passado passa por mim, e o agora, o que tenho, é apenas uma passada, um compasso pequeno desta&amp;nbsp;névoa&amp;nbsp;iluminada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esqueci-me como se reza, esqueci-me de sonhar alto, mas creio como nunca, creio agora não sabendo, eu que sempre quis deter nas mãos o meu próprio caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca me senti assim, invadida de uma maré tão mais cheia que apenas de mim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-781029586111248847?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/781029586111248847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=781029586111248847&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/781029586111248847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/781029586111248847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/02/nunca-senti-este-descompasso-tao-forte.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-5803950432432533686</id><published>2011-01-29T02:47:00.000Z</published><updated>2011-01-29T02:47:26.970Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei agora. A cidade parecia mais escura por sobre a ponte que a avista, distraida na conquista de uma memória que pretendo que não estranhe, as ruas, as avenidas, as luzes altaneiras e as esquinas distintas por cheiros e luminusidades. De rompante, a minha mente retorce-se, entre uma imagem que retenho e esta onda cinzenta e triste. Não quero, estou mais que triste, estou ofegante, estou numa fronteira desconhecida e tenho medo, porque não sei mais que de mim. Não quero por isso mesmo, porque conheço cada lado com que me visto. Que grandiosidade é esta? Que cegueira dos outros que nos assoberba como seres maiores?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante anos, pensei estar atrás, dobrar curvas já pisadas e conhecidas antes de mim, ouvi falar de mim como se me vissem mais que eu, ouvi a&amp;nbsp;arrogância&amp;nbsp;do cimo de tribunas, iludi o mesmo lado da lua onde não gosto de me ver, mas existe, em mim, em todos, todos, vi-me na mesma inveja, na mesma dissimulação e fachada. Fiz o melhor e o pior que sabia, farei sempre, assim &amp;nbsp;como me obriguei a não gostar de cada noite escura que a minha face reflete. Sou mais inteligente que adjectivo, sou mais carente que esta cara fechada que não fala mas parece ser lida, sou mais descrente em cada palavra do que no silencio onde me escondo e tenho medo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou mais forte que penso, mais pequena e sim, invejo, invejo muito uma clareira plena que procuro muito mais longe que isto, invejo a capacidade de saber falar tão alto do bom e do mau, invejo o que sinto e não descrevo, o que amo e não tem reflexo, invejo a intenção de ser inteira sem esta&amp;nbsp;consciência. Invejo a distancia da mentira e da ilusão, da má intenção e do julgamento. Admiro cada erro com que se cresce, humano, o amor que não é mais aqui ou ali, é por si só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta cidade parece mais escura e mais ofuscante agora, grita-me o mais triste e o mais sublime, e eu não sei mais que o que sinto, e se falarem por mim, que me conheçam pelo menos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-5803950432432533686?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/5803950432432533686/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=5803950432432533686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5803950432432533686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5803950432432533686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/01/cheguei-agora.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-4998343010125892665</id><published>2011-01-24T13:51:00.001Z</published><updated>2011-01-24T13:52:32.188Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olho para os recantos, para as flores que plantei, para cada caixinha colorida, fecho as portas devagar, o silencio deste canto reconforta-me e tantas vezes me atormentou. Falo comigo, das histórias que aqui ficam, das que imaginei e com as quais me vesti de crença. Reconheço que neste espaço, poucas foram as vezes que senti mais presença, a partilha e "desistência" de um controlo só de mim. Tenho em mim os cheiros, os ruidos lá fora que aprendi a ajustar no tempo. Já não me apetece falar de tempo, se o reparti num futuro mais cheio de mim, se nele cabem sonhos e&amp;nbsp;silêncios, se levo comigo tudo o que em mim habita, a genuinidade que quase esqueci ser capaz de me ocupar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já conheço o respirar que me alivia em cada memória, tornei-me cumplice da minha&amp;nbsp;consciência, da clareza com que me avisto, se deixo quedar-me aqui sem nunca ter aprendido realmente como se faz. Não sei se choro de alegria, se de medo, se de credo ou simplesmente porque o meu corpo falou sempre mais alto que eu; sei que em mim há uma luz que brilha e é tão forte, tão forte, que me enche por inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem, foi passado, sou agora, este momento feito do nada que é mais que tudo, rumo ao ponto de chegada sabendo ser mais partida, como soube que cada principio é antes um fim. Levo comigo apenas a parte mais bonita de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei do telefone, deve estar na mala, sei deste vento nascente que me agita, dos meus dedos que ganham vida nas palavras que me saem sem compasso nem reflexo, sei desta força que nunca senti. Ainda tenho medo de acreditar, já devia ter passado, não sei, e esta calma, esta nascente sentida, tão querida, tão pedida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levo comigo a parte mais bonita de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-4998343010125892665?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/4998343010125892665/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=4998343010125892665&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4998343010125892665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4998343010125892665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/01/olho-para-os-recantos-para-as-flores.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-758155811787478223</id><published>2011-01-15T02:08:00.001Z</published><updated>2011-01-15T02:16:45.190Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maré revolta tem o mesmo cheiro, queria que visses a mensagem que as gaivotas parecem deixar num bailado preciso e misterioso,&amp;nbsp;difícil&amp;nbsp;de decifrar, como um canto antigo que fala do que as nossas mentes já não sabem ouvir. Os contornos que outrora aguardavam uma história que não soube contar, parecem agora mais&amp;nbsp;sólidos&amp;nbsp;e sisudos e os grãos de areia amparam passadas vazias que deixo marcadas enquanto caminho em direcção ao mar. Revejo-me e atordoo-me de mãos frias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria chorar antes de te contar em palavras como tem sido, queria rasgar-me por inteiro e despir-me de pensamentos, olho o mar e sei que o sentido não é a direito, por isso invento o sul no horizonte poente e sento-me no mesmo lugar.&lt;br /&gt;Também o &amp;nbsp;meu amigo já não está aqui, habita em mim em cada momento do meu dia, sinto-lhe o cheiro e a alegria, sinto o carinho. Uma chuva forte acaricia-me a face quente e vejo-te no prolongamento do meu olhar cego e desmedido. Mais forte que o alcance das minhas mãos, mais certo que cada gesto, são os traços que trago comigo, é este tempo já longo que passa e em que mal me reconheço, é uma clareira soalheira no meio do mar, claridade ofertada que ousei saber sublimar.&lt;br /&gt;Lembro-me da minha boca ter mais vida que as barreiras da minha mente, dos gestos significados em silencio de um mesmo olhar, de nem saber acreditar por isso, que me era devido ser por inteiro sem ser preciso explicar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os meus sonhos estão comigo, guardo-os no meu bolso infinito e, calada sei adiar revê-los um por um. Mascarada de palavras, falta-me forma de as moldar, perdi-me na ansia de a encontrar, mesmo assim, converso contigo todos os dias, no meu jeito sem jeito de me decifrar.&lt;br /&gt;Esta chuva forte que alaga os pedaços de terra que a memória me oferta, analogia do horizonte estendido em mim, foi mais forte que o que sempre julguei poder, foi rasgado da noite que não vi nascer, desperto em mim como a maior lição, e agora, as paginas viram-se na ventania sem que as ouse deter.&lt;br /&gt;Meu Deus, a ironia da vida beijou-me um sonho, como se em silencio, gritasse o meu poder, apartada da minha parte que aqui revi, sei de cor, envergonhada, cada certeza, cada palavra que não me cobre nem tapa, que não me protege nem me mostra. Estou aqui sentada agora, na sombra desta escarpa, tão perto de mim.&lt;br /&gt;Trouxe o sol mas ele brinca lá longe, o mar revolto parece assustar o meu amigo recolhido, que tal como eu, sente falta, chamei-lhe "Badalito" porque ele balança como o vento quando o mimo, dá saltos de lado na minha direção, não me parece que por agradecido de um capitulo enfim feliz. Encontrei-o abandonado, faminto, aprendeu o bem e o mal que o "raciocinio" nos faz, levou pancada certamente e respeito-o por isso.&lt;br /&gt;Renasci-me de vida, deitei fora os adornos que não me diziam, sinto-me forte como esta rocha, capaz de tudo quando já nem cria, perdi a voz das lágrimas e sorrisos preditos, aspirei o caminho que sigo, sinto-me &amp;nbsp;madrugada hoje.&lt;br /&gt;Guardo-te na maré mais forte, sorrio por te inventar crescente para lá deste horizonte e habitante de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-758155811787478223?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/758155811787478223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=758155811787478223&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/758155811787478223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/758155811787478223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2011/01/mare-revolta-tem-o-mesmo-cheiro-queria.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-6605694358346663235</id><published>2010-12-29T03:22:00.000Z</published><updated>2010-12-29T03:22:29.898Z</updated><title type='text'>Tenho mais vida que a minha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui sentada, sinto o vento, sinto a força dos meus instintos, maré revolta que me invade como nunca na vida. Sinto-me transformar por dentro, erguer-me de cada elemento que se fez primeiro, que me oferece força tão mais forte que a minha. Hoje gritei tão alto, sufocavam-me as roupas apertadas de conceitos e portos seguros, de palavras mascaradas de uma cara que não é a minha, é a herança de cada mão dada e vazia, é a tempestade disfarçada de calmaria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje revi num segundo, nos olhos doces da minha mãe, tudo aquilo que não sou capaz de calar, por credo ou por sina, lembrei as palavras tementes da minha velhinha, na penumbra da porta, mãos desistidas no ventre, clamando que me quedasse, quietinha, que não fosse o que meus olhos rogavam. Hoje o cabo dobrou-se comigo, encharcou-me a cara, tremeu-me por dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje senti a textura da terra que clama, terra fria, senti a minha herança, movimentos que me alimentam como nem sabia, tudo à minha volta se reduz, se aligeira, não são guerras, são meros retalhos esgotados dos meus sentidos. Hoje bani a bandeira, sou soma por dentro, palavra calada, fim do inicio que se tornou circular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo a clareira onde me detenho, onde depositei este grito, sem o eco ou abraço que julguei ser preciso, vejo a lareira acesa e fria, vejo o que escrevo sem medo, sou mais que meia, sou agora. E respiro este vento, já morri de medo, já estive calada, já estive perdida, ganhei em tempos o&amp;nbsp;fôlego&amp;nbsp;que me anuncia cá dentro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sonhei ser menina, ser querida, ser metade de um todo, fiz-me pedaços de um conto sem pronome que me assista, sonhei ser ouvida em silencio, ser amada, tornei-me capaz de tudo e de nada, desmembrei-me de abraços e aplausos e segui rumo, nove anos e meio de esfolões nos joelhos e sorrisos envergonhados, porque não sabia ou por ser tudo tão novo ou sem magia. Tremi de saudade e de vontade de me decifrar olhando nos olhos, enfrentei salas frias, caras fechadas, calei orgulho e voltei-me costas para não sentir que sofria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje senti que sofria, que este vento na cara me reconforta e eleva, estou preparada, estou forte, tenho as minhas mãos libertas de palavras, tenho o sonho mais belo nos olhos, tenho vida mais que a minha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-6605694358346663235?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/6605694358346663235/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=6605694358346663235&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6605694358346663235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6605694358346663235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/12/tenho-mais-vida-que-minha.html' title='Tenho mais vida que a minha'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3971054158569302100</id><published>2010-12-09T00:28:00.001Z</published><updated>2010-12-09T00:29:36.639Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Armo-me de mãos cheias de coragem, ponho a minha mascara inimiga, defronto o tudo e o nada e digo, "não tenho medo". Cá dentro, estou tão assustada...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De madrugada, faço a viagem, invento paisagens novas, invento contos e viajo mais que a estrada em pensamento, afasto esta verdade&amp;nbsp;que me magoa, penso mais à frente, penso tanto... Verdade com sabor a culpa e&amp;nbsp;consciência&amp;nbsp;amarrada, com uma vontade tão grande de traduzir o que me invade por dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansada de palavras coloridas, de narrações descritivas da claridade aos olhos de tudo. Apetecia-me sentar-me numa rocha, falar do que não gosto, do que não se fala em lado nenhum, da maldade que por vezes me assola, apetecia-me ser inteira e não me sentir perdida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu consigo. Sem dar por isso, caminhei até aqui. Colori as salas vazias, os&amp;nbsp;silêncios, andei por sitios sem querer saber onde estava, quase me despedi de mim, gritei alto quanto podia, aprendi a contar comigo a dar-me sentido. Sou a minha companheira e a minha madrasta, esqueci-me do quanto quis ser amada e desta sede enorme cá dentro de ser, apenas isso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enumero em crescendo, cada erro, cada passo, isolo-me porque preciso. Conheço bem a minha mascara, em cada olhar que me elogia sem me ver, em palavras precisas e vazias, palavras bonitas que não me dizem nada. Porque a verdade é tão mais que isso, é esta face assustada que vejo agora molhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho medo e sei que consigo, é só mais uma caminhada, mais uma sala vazia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo e rasgo-me por dentro e respiro, sinto-me una e desencontrada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3971054158569302100?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3971054158569302100/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3971054158569302100&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3971054158569302100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3971054158569302100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/12/armo-me-de-maos-cheias-de-coragem-ponho.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-5632238335283012673</id><published>2010-12-08T14:20:00.002Z</published><updated>2010-12-08T22:24:33.353Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b4a7d6; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Hoje sonhei de verdade, sonho adormecido que ainda agora me acompanha.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b4a7d6; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Sonhei que existias no meu espaço pequeno, que me olhavas e sorrias, eras corpóreo e repleto de cada face que nunca descobri, por isso não tinhas cara, tinhas cores e voz, tinhas as mesmas mãos que me arrepiavam sem tocar, tinhas palavras no silencio do teu olhar. Nada em mim era pensante ou encenado, nada era preso do medo ou da ideia de um desencanto, feito fado. Eras a soma de cada lado, aquele lugar onde desaguo sem temer naufragar. Eras ancora e barco à deriva, tela preenchida por desenhar, e eu, despida de tantas imagens com que me perco a esconder, esquecida de cada ferida que me fez crescer, era lua cheia perdida na minha forma de ser.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-5632238335283012673?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/5632238335283012673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=5632238335283012673&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5632238335283012673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5632238335283012673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/12/hoje-sonhei-de-verdade-sonho-adormecido.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1160370400556689214</id><published>2010-12-08T14:18:00.000Z</published><updated>2010-12-08T14:18:49.472Z</updated><title type='text'>Chove tanto lá fora...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Água fresca com cheiro a terra, uma mescla de cinzentos que acentuam os contornos.&lt;br /&gt;Ontem já tarde,&amp;nbsp;línguas&amp;nbsp;de névoa pincelavam o céu de cores, névoa clara e magnifica trespassada pelos pontos distantes iluminados na serra. Como sempre, bastei-me na minha dimensão, nos sentidos que me levam longe dentro de mim, na soma do que vi e imaginei, do quanto viajo ainda renascida nas vivências que me ficaram, despida de outras tantas que passaram sem que eu própria as sentisse.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nevoeiro sempre me fascinou, já me perdi e encontrei nele, devolve-me a claridade das madrugadas feitas de mim, da percepção real e adivinhada do que me rodeia, das cores, dos cheiros emanados de cores que bebo como de olhos fechados. O nevoeiro embebeda-me de sentidos que mal manejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1160370400556689214?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1160370400556689214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1160370400556689214&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1160370400556689214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1160370400556689214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/12/chove-tanto-la-fora.html' title='Chove tanto lá fora...'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-4387076786409086039</id><published>2010-12-02T20:50:00.000Z</published><updated>2010-12-02T20:50:17.115Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo brinca comigo, desafia-me no meu credo sem lhe perceber o motivo, brinca nos devaneios fundamentados sem permeio ou sentido. Tive nele tempo de questionar cada caminho, qual solitário adivinho tentar ler nos elementos, a veracidade da causa e efeito, do inicio de cada fim. Tive tempo de tanto como&amp;nbsp;cúmplice&amp;nbsp;ou ateia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Companheira amena nos momentos em que me parece que o caos me dá vida e a ordem não tem sentido, noutros em que questiono tudo, até eu própria e, procuro palavras que valem apenas um pensamento, um &amp;nbsp;adjectivo reflexo em que não me revejo. Admiro o silencio acima de tudo, aqueles instantes em que me parece que caminho convicta do meu horizonte. Na verdade, sei-me perdida se olhar em volta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Detenho-me à beira das estradas, nas ruas, nas caras que gritam certeza despidas de nostalgia e sonho, bebo os livros como amigos e afasto-me dos corpos falantes, vazios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho tempos de alma tão cheia e mãos vazias...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho saudade e esperança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho tanto de mim assim perdida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho esta impressão quase magica que o tempo nos perde e alimenta, que cada respirar mais forte é uma porta &amp;nbsp;entreaberta, uma palavra nova, esta brincadeira de que não sou dona.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Menina, fazia-me magia com peças que construia, imaginava mundos, conversas, o meu amor primeiro foi inventado antes de tempo, amor verdadeiro foi o tempo de sentir mais que eu sabia, mora em mim degladiando a calmaria e bonança. Amor e tempo ruborizam a minha cara molhada, vida verdadeira, vazia de premissas e alicerces, sentida apenas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-4387076786409086039?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/4387076786409086039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=4387076786409086039&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4387076786409086039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4387076786409086039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/12/o-tempo-brinca-comigo-desafia-me-no-meu.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-5359860623018494928</id><published>2010-11-18T20:04:00.003Z</published><updated>2010-11-20T09:11:27.550Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela saiu de&amp;nbsp;mão&amp;nbsp;dada com a madrugada que lhe fere a alma e acalma , que lhe dá vida e chama. Dormente nos passos leves que o corpo alcança, reticente da história que encerram. Tem medo fechado nos olhos, olhos que bebem cores e espanto, tem musica no rosto onde se esconde, tem a mesma fantasia que no tempo em que inventava as cores e cantava ao espelho, que a lua era conquista e as madrugadas horizontes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se&amp;nbsp;ninguém&amp;nbsp;a olha, ensaia sevilhanas nas passadas, &amp;nbsp;joga os braços onde a mente não alcança, grita baixinho cada sentido escondido nas palavras caiadas de branco. Se ninguém a ouve, escuta alerta o que ecoa lá dentro, decifra as marés nascentes e o anuncio de 40 anos vividos entre sonhos e ruas escolhidas, estradas desertas e escondidas, entre searas anunciadas em que habita tão mais que aquela porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Menina de olhos postos para lá desta estrada, ferida de uma vergonha disfarçada, perdida na procissão alucinada que passa, sem que que nada lhe ofereça, dormente entre um sorriso sentido e esta certeza que não a descreve. Encerra em si a mentira de uma herança sem rosto, fardas brancas, sentenças, recusa de vergar o sonho fonte de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta terra disfarçada, desmembrada em caras fechadas, em contos gastos e sem história, abraços despidos de laços, almas irmanadas sem serem. Esta terra é o leito onde busca um ponto branco nos montes, nas horas conversadas consigo, de lágrimas e saudade, de um sorriso que a abraça, ainda,&amp;nbsp;céu&amp;nbsp;rasgado de fogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta terra prometida, distante das raizes que a erguem, planalto aprumado de imagem, onde as pegadas não ficam, e o olhar se fixa mais longe na serra e na nevoa branca descoberta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta terra marca asa sem treino nem credo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na curva da estrada, cheira a feno molhado, a terra laborada onde antes dançaram girassois concordantes, cumes onde brincava vestida de lua cheia, metade de si perdida na encruzilhada deste caminho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminha , que o sonho que guarda nos bolsos, é vida e madrugada, que as pegadas molhadas marcam cada sentido, que a distancia propositada de caras e palavras, é mais clara agora, no compromisso de ser ora manhã desperta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-5359860623018494928?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/5359860623018494928/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=5359860623018494928&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5359860623018494928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5359860623018494928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/11/ela-saiu-de-com-madrugada-que-lhe-fere.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7972521968093756368</id><published>2010-11-18T14:51:00.004Z</published><updated>2010-11-18T15:28:26.607Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saiu no mesmo movimento que orquestra cada gesto mecânico, as chaves na entrada, organizadas, um ultimo olhar desnecessário no seu condado de cantos e fados, seu armário de artefactos guardiões de viagens mais que &amp;nbsp;sonhos, leito ensaiado de noites suadas e vazias de&amp;nbsp;conteúdo, outras, cheias de si, pleno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A rua, aplauso silencioso de movimentos ainda estranhos, quem dera poder ser-se no turbilhão estranho das caras saudadas e cumprimentos diários. A cidade não o habita, porém veste-o de gravata, todos os dias, lavado de sentidos transbordantes &amp;nbsp;que apelam, que chamam. As&amp;nbsp;árvores&amp;nbsp;já despidas, reflexo de um anseio que poucos olhos conheceram, o seu&amp;nbsp;âmago, seu peito. As passadas consentidas, caminhadas perdidas de encontro a uma vida mais sua que esta rua, esta casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já viveu muito, tanto que os corpos quentes perderam o encanto, as palavras dizem mais silenciosas e no entanto, os seus olhos buscam apenas a certeza de, para além das ruas e das serras, haver&amp;nbsp;névoa&amp;nbsp;branca, haver mistério, busca nos olhos o espelho de si mesmo, rasga o céu nas tardes amenas compondo poemas entrelaçados de espanto, crescimento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz de si, pedindo, reservas silenciosas. Dir-se-ia estranho no despropósito de ser assim, desmedido e cauteloso, incapaz de partilha sendo meio, cheio de encanto de mãos vazias. Quem o procure que busque nas serras e nos campos, nas aguas correntes e nascentes, que o veja no vento forte que lhe lava a face e nas marés, testemunhas de conversas consigo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não chega, sendo já tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O café quente tem mais sabor assim, jogo continuo, sedento de descoberta, não interessam as conquistas&amp;nbsp;efémeras, guerra aberta com um descontentamento que o alucina, queria tormenta num farol distante, queria paz num colo quente que não tem corpo nas noites necessárias por ser humano, desumana esta oferta sem&amp;nbsp;conteúdo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saiu &amp;nbsp;como todos os dias, cansado de ver mais que queria e menos que a sua alma roga, vestido de imagem e &amp;nbsp;metáforas, ornamentado de um mistério que o anima e lhe dá cor, mascara da vergonha e do medo de se saber grande na nudez que já não mostra. Saiu, cumprimentando a rua, vestiu-se a preceito para ser ele mesmo, sem hora nem destino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A estrada é pensamento, a musica que toca baixinho&amp;nbsp;pauta&amp;nbsp;a vontade de ser caminho, nas margens do rio que percorre na memória, tantas histórias que estas margens contam quando a nascente se torna paixão e a foz alberga semente renovada de esperança de ser esta mais que uma. Será que um dia se lança sabendo que nenhuma margem o alcança? Será barco à deriva, por enquanto, revisto nesta bruma amena da estrada que percorre. Quem dera perder-se nesta terra de espuma, ser ave migrante, quem dera ser cheio da terra quente que o chama, fazer amor por inteiro, gritar baixinho do medo e ser ouvido, ser mais que gente, menos que poema, quem dera ser essa voz de dentro, apenas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ocaso assiste, respira fundo e pára, firma os passos na areia molhada, a prosa ganha contornos na sua mente, terá forma mais tarde, por ora ultrapassa o instante que o separa do horizonte. Detem-se na praia deserta por ser fria, aspira o vento cortante que lhe seca a cara e olha em volta. as chaves desarrumadas num bolso, não é mais um dia, são aquelas pegadas firmadas na areia, é o grito que clama e o esvazia das ruas e das caras, é o corpo das rochas moldadas, o silencio que lhe fala, o bailado de palavras na sua mente, é esta verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem dera ser agora maré vazia por ser cheia para lá do que avista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7972521968093756368?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7972521968093756368/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7972521968093756368&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7972521968093756368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7972521968093756368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/11/saiu-no-mesmo-movimento-que-orquestra.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1701145213344411627</id><published>2010-11-08T20:33:00.002Z</published><updated>2010-11-15T09:05:44.831Z</updated><title type='text'>Cem dias sem ti</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho momentos, todos os dias, horas inteiras que me acompanhas, como fazias, com os olhos mais doces que conheci, olhos falantes que entendia. Momentos que viajo por todos os sitios que calcorreamos, eu perdida nos meus sonhos, tu atento aos sentidos, horas cheias de um carinho que me esvazia agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde estás tu meu amigo?&lt;/div&gt;Tenho procurado tanto por ti e não te encontro, não há pensamento que te não tenha, em cada recanto do meu horizonte, e ele é tão pequeno para te ver.&lt;br /&gt;Alucino nas histórias que me contam, não sei pensar assim, limito-me a escutar, a ver, sigo buscando, só isso. Grito tão alto baixinho, cada hora...&lt;br /&gt;Onde estás tu meu amigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que percebem o teu tamanho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TNhegA-AWnI/AAAAAAAACVI/I-_GRylE4YA/s1600/xico1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="290" src="http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TNhegA-AWnI/AAAAAAAACVI/I-_GRylE4YA/s320/xico1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1701145213344411627?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1701145213344411627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1701145213344411627&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1701145213344411627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1701145213344411627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/11/tenho-momentos-todos-os-dias-horas.html' title='Cem dias sem ti'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TNhegA-AWnI/AAAAAAAACVI/I-_GRylE4YA/s72-c/xico1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3731334964357593215</id><published>2010-10-26T23:07:00.000+01:00</published><updated>2010-10-26T23:07:44.269+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TMdP_DbOwhI/AAAAAAAACUs/ZPzx9aXFZZg/s1600/anne+julie+aubry.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TMdP_DbOwhI/AAAAAAAACUs/ZPzx9aXFZZg/s320/anne+julie+aubry.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Imagem: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b4a7d6;"&gt;Anne Julie Aubry&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b4a7d6;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #d9d2e9;"&gt;Menina de tez rosada, de arco-iris nos olhos e todos os sonhos do mundo..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3731334964357593215?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3731334964357593215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3731334964357593215&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3731334964357593215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3731334964357593215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/10/imagem-anne-julie-aubry-menina-de-tez.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TMdP_DbOwhI/AAAAAAAACUs/ZPzx9aXFZZg/s72-c/anne+julie+aubry.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2924153707809269438</id><published>2010-10-26T17:13:00.002+01:00</published><updated>2010-10-26T22:36:25.555+01:00</updated><title type='text'>...Que lhe escreva</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #93c47d;"&gt;Amor de minhas entranhas,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #93c47d;"&gt;morte viva,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #93c47d;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #93c47d;"&gt;em vão espero tua palavra escrita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #93c47d;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #93c47d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;e penso, com a flor que se murcha,&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;que se vivo sem mim quero perder-te.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;O ar é imortal. A pedra inerte&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;nem conhece a sombra nem a evita.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Coração interior não necessita&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;o mel gelado que a lua verte.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;tigre e pomba, sobre tua cintura&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;em duelo de mordiscos e açucenas.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;Enche, pois, de palavras minha loucura&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;ou deixa-me viver em minha serena&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 10.5pt;"&gt;noite da alma para sempre escura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #76a5af;"&gt;Garcia Lorca&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2924153707809269438?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2924153707809269438/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2924153707809269438&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2924153707809269438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2924153707809269438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/10/que-lhe-escreva.html' title='...Que lhe escreva'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3968937504076211708</id><published>2010-10-26T15:07:00.000+01:00</published><updated>2010-10-26T15:07:20.132+01:00</updated><title type='text'>Riding Giants II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De coisas pequenas, aqueles gestos difusos que ordenam &amp;nbsp;mundo, fiz um esboço. Já não esperava por&amp;nbsp;números&amp;nbsp;ou palavras, ergui as mãos presas de medo e dei um passo desengonçado no meu rumo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha face caiada ganhou calor, cor misturada de imagens que escolhi ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mão cheia de nada com que me ergui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já não esperava, &amp;nbsp;ensaiei as passadas e quis crer ser feliz. Um instante, uma brisa, um momento ao acaso que me mostrasse a desordem genuina com que se ergue o mundo. Procurei a força que roubava, li para alem das palavras, disse-me tudo, estive tão zangada comigo... &amp;nbsp;Cada nome que tinha, esfumado na ordem da vida que não conhecia, gargalhada de mim. &amp;nbsp;Mais zangada ainda, jorravam-me palavras, nascentes de raiva e perdição. Aprendi?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi que sei nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que a vida em mim passa em direcção de um acaso em que via nascentes, que as palavras pensadas são poentes, que os sentidos exaltam essencia mais que a ordem das coisas que julgava em mim. São pedras jogadas na corrente, reservas de um sonho tão mais forte que eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi que sei nada e, de zangada, aprendi a sorrir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respirei fundo, tão fundo que fiquei cansada. Apartei-me de tudo, abraços e palavras, quis ver vida nos sitios que visitava de passagem, nas faces de estranhos que sorriam para mim, quis ler livros antigos e ficar triste no fim, porque os fins são principios que assustam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O gigante sem nome, apartou-se num cabo de boa esperança, que dobro com norte, sorrindo e escondendo o medo que tenho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3968937504076211708?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3968937504076211708/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3968937504076211708&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3968937504076211708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3968937504076211708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/10/riding-giants-ii.html' title='Riding Giants II'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7554132985856127517</id><published>2010-10-26T01:35:00.000+01:00</published><updated>2010-10-26T01:35:23.519+01:00</updated><title type='text'>Riding Giants</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;sperava, contrariava um misto de medo e negação, esperava nem estar ali, esperava que nessas horas o tempo não me tivesse corroido por dentro, que a sedimentação fosse não mais que ilusão, como tantas em que me abstraia de tudo, sonhando. Nas paredes das salas, pintava viagens imaginarias,&amp;nbsp;impossíveis&amp;nbsp;na realidade da minha memória, escondia o medo em sorrisos que oferecia a quem não conheço. Lutava contra a certeza com a força da minha ilusão. Querendo, não queria saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperava, horas que foram dias e dias que nem vivi.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Negociei a causa e a razão, zanguei-me com cada profecia e citação e esperava, esperei tanto, que se tornou suportavel, a sala irrespiravel de tão suada em conversas banais, encurraladas na verdade crua e desumana, mais doentes que a própria doença.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi a ler sorrisos nas caras duras, de bata azul que passavam por mim, cegas e vazias, aprendi a ouvir musica nos sons metálicos de alguma sala sempre fechada. Devorei livros como quem bebe fonte de vida, escrevi paginas soltas de pensamentos esquecendo aquele canto fechado e guardado que nunca vi meu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quis ser&amp;nbsp;pássaro&amp;nbsp;solto, quis ser entendimento na necessidade preemente de me afastar do mundo, de tudo o que respira vida em mim, quis ganhar asas e sair dali, enquanto esperava momentos que não chegavam, de palavras que sendo, não pareciam para mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperei tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi-me.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De cada vez que ouvi falar de mim, em&amp;nbsp;números&amp;nbsp;e tempos, fortaleci-me, ganhei voz, digna de uma teimosia tão minha, quis saber mais que ouvia, quis verdadeiramente saber de mim. Como se aceita o que não se entende?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chamei-te gigante. Falei contigo e distanciei-te de mim. Gritei contigo num grito surdo do mais fundo de mim, ouço-o ainda, de vez em quando, na força que tenho e não sabia, nos sitios que me mantiveram sã, na&amp;nbsp;essência&amp;nbsp;mais que esperança, na voz mais que palavra que ouvi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gigante sem forma, escarrapachado no silencio das pequenas coisas necessárias para tomar&amp;nbsp;rédeas&amp;nbsp;de ti.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7554132985856127517?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7554132985856127517/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7554132985856127517&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7554132985856127517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7554132985856127517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/10/riding-giants.html' title='Riding Giants'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-8957025364579458747</id><published>2010-10-20T00:28:00.001+01:00</published><updated>2010-10-20T00:44:59.627+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saudades de um tempo que as minhas mãos falavam, de rochas &amp;nbsp;verdes beijando a água, de um farol na escarpa antes cinzenta, poejos. Saudades vivas, cara molhada, aquecida na memória, são horas que me não vejo. Quem me dera ser manhã de nevoeiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo a noite por entre as luzes, noite fria, escondida. Via-me nela nas ruelas escuras que percorria em busca de cegueira, vejo agora madrugada silenciosa, sem sombra nem lua, mais clara agora, e sob as estrelas sinto-me viva, dormente de sentir sem forma. Sempre fui convicta, e errante, escolha minha, dizia, saberia sempre esconder-me nas palavras certas e ditas, e se eu sabia, nada, nada....&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada hora, cada livro que leio, o que bebo nas faces silenciosas, nas palavras que voam das bocas, regras toscas e surdas, ordem&amp;nbsp;pérfida&amp;nbsp;e desumana, leis impostas e&amp;nbsp;anónimas,&amp;nbsp;ignorância&amp;nbsp;escondida em orgulho, rezas soltas, e o silencio destas horas, e a vergonha de ser&amp;nbsp;errónea, ser humana? Cresço do todo que me ergueu, feito de migalhas de vida, bebo cada pedaço cru, sem molde, admiro a nobreza da desordem, a revolta que nos cala e molda. Anuncio-me a calma, desassossego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os principios são fins que não via, são morte que dá vida. Os fins são cais de pedra em maré vazia, muros de razão em ruina. São cansaço, são perdão. Disforme, revejo-me onde sorria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem me dera não ser um fado, escrito em linhas direitas, ser reflexo da minha alma, ser sorriso que chora e que cala, ser silencio e cara lavada. Ser um conto improvisado, gritado de rompante e baixinho, sem palavras, não pensado, ser sentido na memória.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, &amp;nbsp;a cada momento, sinto vida, movimento, e tenho medo, meia louca, ouço em mim mais que vejo. Tudo se forma disformando. os acasos fazem sentido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-8957025364579458747?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/8957025364579458747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=8957025364579458747&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8957025364579458747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8957025364579458747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/10/saudades-de-um-tempo-que-as-minhas-maos.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2876356846073291116</id><published>2010-10-19T14:30:00.002+01:00</published><updated>2010-10-19T22:45:04.235+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inventei um cantinho ao sol do mundo, feito de prados imaginados, tem a voz que o tempo brota e as cores do nevoeiro que se esconde e brinca comigo, tem um ribeiro de agua fresca que corre solta, rasgando montes longinquos salpicados de papoilas e flores silvestres, cheira a madrugada quando me deito na erva de Outono. Cheira a luar quando desperto dos sonhos que crio, feitos de cores que só agora conheço e de gestos recolhidos na minha mão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por detrás do monte mais alto, albergue do meu desejo, sei de um mar escondido que se anuncia, lembrando caminho que não encontro. E um molhinho&amp;nbsp;nómada&amp;nbsp;calcorreia, errante, sem pedido, o carreiro que o leva ao monte. E eu vejo, vejo mais que digo, nesta ordem que me ofereço, na distancia das horas e das palavras, vejo o que não lia, sinto na minha pele o anseio do tempo e, calmaria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É tão bonito este cantinho que habita cá dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esqueço as formas, sinto a textura, fecho os olhos e tento rever-me, por onde andei e o que vi. Deixei de mim sem que de mim me partisse, colhi semente que guardo num bolso, quis saber dos acasos e dos sentidos, quis ser mais que lua cheia, quis ser menos que imagem, quis agarrar com força cada lágrima que me descobria e cada sorriso de vergonha. Quis ser livre estando presa e prisioneira de mim mesma. Um dia olhei-me no reflexo da agua e castiguei-me por tão cega de&amp;nbsp;essência e, neste prado verde sou agora, o silencio que de mim fala.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou pequena, sabes? Sinto-me assim, meia. Mas mesmo no meu rosto molhado, sou mais sorriso que imagem, sou mais madrugada que uma noite colorida de luzes e palavras que não dizem nada. Envolta em mim sou livre, e esta vida renovada que se anuncia em cada hora, é um passo no meu caminho, é este prado verde que invento e me fala, é o mar revolto de calma, é espuma de cada onda que me inunda. &amp;nbsp;Tão longe, guardo o rebanho nómada, e caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheira a pão cozido neste instante, olho em volta e lembro o forno de lenha caiado, uma amendoeira, e na minha mente misturo o som do vento, visto-me de nevoeiro e conto cada ponto colorido no horizonte, tenho fome, tenho sede, a minha forma crescente é nascente, e sonho. &amp;nbsp;Aceno a um velho resmungão que ainda se ouve antes da curva do monte, leva com ele os males de um mundo que mal conheço e pedi-lhe que levasse os meus, disse-me que não, que preciso deles e da herança de tempos idos, preciso da vergonha e do medo, da culpa, sou mais vera assim se um sorriso, de vez em quando, for sentido. E eu já senti tanto... E eu agradeço, só assim me ouço e me vejo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2876356846073291116?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2876356846073291116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2876356846073291116&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2876356846073291116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2876356846073291116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/10/inventei-um-cantinho-ao-sol-do-mundo.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-8228062948288840540</id><published>2010-10-11T20:02:00.001+01:00</published><updated>2010-10-12T01:00:25.090+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retornei ao sitio onde o Sol espreita e brinca no nevoeiro, bailam imagens na minha mente que se soltam sem que queira. Da distancia faço passadas já guardadas &amp;nbsp;na areia, olho o mar revolto que me parece ser paz, leio a rocha fragmentada pelo anseio de ser história sem fim. Sento-me e conto as ondas no mesmo sentido que a maré que me invade a memória.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei da minha cara molhada que reflete a distancia tornada presença, cada instante em que a solidão se transforma numa dança cheia de tudo e de nada, deito-me na areia molhada e conto-nos acerca da força que o mar tem em mim, baixinho para que ouças o que quis dizer, sem palavras presas nos olhos. Falo em silencio, deste momento em que me apetece chorar sem razão, do conflito onde busco a paz e desta nevoa clara que aqui me traz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouves?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-8228062948288840540?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/8228062948288840540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=8228062948288840540&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8228062948288840540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8228062948288840540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/10/retornei-ao-sitio-onde-o-sol-espreita-e.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2840944117975417762</id><published>2010-10-11T19:36:00.006+01:00</published><updated>2010-10-13T17:19:28.622+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;Procuro um ponto branco no horizonte, cada vez mais longe, onde a distancia nos apartou, num abraço de crença, ainda, num som, numa esperança que buscando, tudo no nosso universo desfaça o caos, em formas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;sentidas de sentir. Enquanto decifro os contornos, leio em mim, as formas risonhas que mil horas não separam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;Não há um dia que não me lembre, na tela que pintava sem mão, no sonho que não ergui, que vivi sem que os gestos o apaguem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;Procuro olhando, buscando, o sentido de mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2840944117975417762?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2840944117975417762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2840944117975417762&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2840944117975417762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2840944117975417762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/10/procuro-um-ponto-branco-no-horizonte.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-905458879288578533</id><published>2010-09-21T12:39:00.001+01:00</published><updated>2010-09-21T12:42:06.078+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje acordei com vontade de vida, sede de abraçar sem mais nada, palpitava cá dentro o meu mundo, que se transforma, que me faz viva, como nunca ousei que o sonho alcançasse.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei e pensei ser capaz de aspirar o fresco da manhã e oferecer as cores que avistei, anunciar a&amp;nbsp;névoa&amp;nbsp;que anseio, a chuva, as madrugadas, os tons castanhos nos passeios, Fevereiro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou inteira no todo, creio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabens-me, sinto o sentido desse mundo, e assim apertei-me entre os braços e acreditei do mais fundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-905458879288578533?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/905458879288578533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=905458879288578533&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/905458879288578533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/905458879288578533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/09/hoje-acordei-com-vontade-de-vida-sede.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-6051653621952794220</id><published>2010-09-21T00:32:00.000+01:00</published><updated>2010-09-21T00:32:06.060+01:00</updated><title type='text'>De vez em quando...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De vez em quando, em silencio, saberei mais tarde ter tocado o chão que não moldei, saberei o espaço desconhecido entre o acaso e o sentido que o caos me presenteia. De uma vez, farei migalha de vida, do ensinamento que a cegueira moldou. &amp;nbsp;Embriagada, olho a noite estrelada e recolho-me em mim por inteiro, nos sentidos que não decifrei e, me ditam na madrugada, que no silencio se toldam mundos, que as palavras que me digo, são mais claras, mais benditas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou tão pequena, tão distante da génese que quis equacionar em palavra, sou mão fechada querendo suster os mundos, mão aberta deixada ao acaso de uma ordem por mim inventada e desta noite clara que da minha alma chora quando mil sorrisos falariam tão mais de mim. Sou o fruto de mil caminhos passados, lições de vida marcadas bem fundo, tão fundo que preciso de desligar tudo para saber ouvir. Sou a força de um suspiro que despoleta sem anuncio, nas salas brancas de nada que pinto de sonhos e esperança. E de vez em quando, faço-me ruindo, anunciando o nada, que em si, é tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei, conheço agora, o preço de saber-me, do cheiro que de mim emanou sempre, e eu, sabendo tanto, enganava o medo de me olhar sem medo. Sinto, sinto tanto, sinto em cada hora a herança do meu sorriso e do meu pranto, sinto-me grande em silencio. Sinto o meu orgulho ferido nas palavras sabias em que não confio, confiando-me um abraço que deixei guardado no fim, sinto a derrota dos limites que nego, sabendo que, nesta hora, são reservas, só reservas, ao alcance das minhas mãos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aspiro de novo o ar desta cidade, o cheiro do rio, as cores, as manhãs frescas com cores diferentes em cada dia, os meus passos aqui pertencem-me, sem que os enfeite de predicados, o acaso ditou-me os gestos e mandou calar o medo. &amp;nbsp;Não quero o abraço disperso e pedido, não quero a palavra, se sei o valor do silencio, não quero nada, querendo o sonho, de vez em quando, vai correr bem, vai correr tudo bem. Sou grande de tão pequena me sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dói&amp;nbsp;dizer que não sei, que estive doente, de corpo e alma, estou ainda, que estou mais viva, que o sonho tem as cores que não ousava, que as cores são maiores que os meus olhos, que os meus olhos fechados, viam e que, de vez em quando, me dispo e me ouço, o meu sangue, o meu barro que moldo em mãos toscas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudou tudo, e de vez em quando, de vez em quando, ergo os olhos alto, humilde e agradeço, e creio, do mais fundo, que o acaso faz o sentido e o meu mundo, vem de dentro, antes de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-6051653621952794220?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/6051653621952794220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=6051653621952794220&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6051653621952794220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6051653621952794220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/09/de-vez-em-quando.html' title='De vez em quando...'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1194417951594828251</id><published>2010-08-25T02:17:00.000+01:00</published><updated>2010-08-25T02:17:20.565+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixei lá atrás um pedaço de mim, um sonho presente que escrevi com as minhas mãos presas, envoltas em palavras que a&amp;nbsp;ausência&amp;nbsp;mal estranha. &amp;nbsp;Ficou guardado numa nascente tão viva, descrença momentanea, façanha estranha que nunca diria poder ser minha. Pedaço tecido de sentido que se erguia numa madrugada plena, musica que inventara sem saber dar nome aos acordes. Deixei uma lua nova, cheia do tanto que me molda sem reflexo nos caminhos claros desta estrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um instante, calei vozes roufenhas que falam tudo sem me falarem do fundo, que ribombam no trovejar de razão que nada empreende, fui mundana, fui morte nascida em fonte de agua fria que me deu vida. Renascida de mim na forma mais plena que me faz. Deixei-me assim la atrás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trouxe-me semente de voz, sede de crença, sabor de uma merenda saboreada demasiadas vezes, das mesmas letras, agua morna que a vivencia amolece. Sede colhida da minha vida, sede de ser mais vida que luz&amp;nbsp;ténue&amp;nbsp;que apaga a fé. Trouxe um pedaço de onda salgada que adormeceu na minha praia, espuma branca falada, num poema perdido no tempo. Trouxe o tempo que pára, que corre sem que o apanhe, que brinca nas esquinas de cada compasso e descaminho, de cada história calada que me esvazia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trouxe um dia, uma palavra inventada num sorriso que encerra uma história que viva, aguarda ser vivida, que morta não parte, que se mentira era verdade e se sorte. era sonhada. Trouxe uma rosa e uma pedra branca que colhi numa estrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trouxe um brilho nos olhos que desponta de vez em quando, tela pintada da minha morada, palavras perdidas na madrugada de outrora. E eu pinto a minha cara, do sonho desperto que sempre que me encanta, aquece a minha cara molhada e agradeço o silencio de cada palavra que de mim disse tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1194417951594828251?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1194417951594828251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1194417951594828251&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1194417951594828251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1194417951594828251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/08/deixei-la-atras-um-pedaco-de-mim-um.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7101276439324537608</id><published>2010-08-19T02:50:00.000+01:00</published><updated>2010-08-19T02:50:02.222+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto de viajar de noite, de abrir as janelas do carro e sentir o fresco revolver-me o rosto, gosto da mescla de luzes e do mistério que os meus olhos adivinham. Gosto dos viajantes que se cruzam e do café mais saboroso a meio caminho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parei um instante para esticar as pernas, um casal sentado nos bancos de piquenique, aqueles que se constroem para ninguém fazer uso, sem sombra nem sentido, saboreava vivencia, via-se no olhar que cada um oferecia, num entendimento mais sabio que qualquer conversa, imaginei que se beijavam na presença, se tocavam no sopro calmo dos anos passados unos, mais que o tempo lado a lado. Pensei que a felicidade, seria assim, que saboreassem um sentido que só eles conhecem, que se rissem daquele boné com a bandeira americana que acabara de passar, que ousassem o prazer do silencio. Sorri e sentei-me com eles. Rumavam a norte, procuravam fresco e um mar desocupado, brincavam com as mãos e as palavras, eram eles farol distante e claro, numa praia que os esperava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disse-lhes que era de Santarém sem nunca o ter sido, que ia para casa sem pressa, que tinha sede e ia comprar agua. Não precisava, eles tinham, e uma bolacha caseira que me soube a uma seara quente. Tinham um cão castiço que brincava na relva, marginal sem trela nem açaime. Contei-lhes do meu amigo e da tristeza que não passa, da ansia de me juntar a mim no pedaço que ficou em falta, calma, ele aparece que um amigo assim não se &amp;nbsp;perde nunca, que onde quer que estivesse tinha com ele tudo o que nos demos. Soltei uma lagrima por não saber como sentir senão chorando sempre que me lembro. Não era um cão, não, é mais que isso, companheiro meu, amigo, que não encontro o rasto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficaria ali, gosto de falar com as faces que me parecem chamar, não são estranhas, não mais que as mascaras que se passeiam em cada dia sem deixarem pegada, são vozes achadas no fresco das noites, na calma de uma lua branca que espreita. Gosto das pessoas que me deixam um abraço quando partem, gosto das conversas francas por nada haver a provar ou manter, gosto de espreitar nas vidas coloridas e a seguir pinta-las com mais cores ainda. Gosto das histórias, das vidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava combinado, não nos veriamos de novo, mas naquele banco de pedra, ganhei uma migalha de vida que trouxe comigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7101276439324537608?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7101276439324537608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7101276439324537608&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7101276439324537608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7101276439324537608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/08/gosto-de-viajar-de-noite-de-abrir-as.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2631311222164956206</id><published>2010-08-18T01:15:00.000+01:00</published><updated>2010-08-18T01:15:28.786+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não saberia crer na sorte, seria como ter nas minhas mãos pequenas, malabares coloridos que, lançando ao sopro fresco da vontade,&amp;nbsp;caíssem&amp;nbsp;toscamente na terra, mesmo que em seguida, os voltasse a lançar, com mais força, mais mestria. Seria um jogo doentio com a minha sede de ler o que a vivencia me ofertou, seria dizer-me que o breu de alma tem luz e a&amp;nbsp;névoa&amp;nbsp;se apaga, e eu, não leio as entrelinhas, não sei beber de fonte aleatória que não saciasse esta maré de entendimento, qual criança que juntasse peças que parecem não se conhecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não poderia acreditar no destino, seria uma conversa cruel comigo mesma, um silencio imposto a cada sentido que ribomba no meu peito, seria como um fado sem rumo, uma voz muda a prender-me o sonho, mesmo que vestido de tantas ilusões e cores que nunca encontrei no caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não saberia falar acerca de justiça divina, há muito que os meus olhos passaram por terra batida de asco e podridão, que senti nas mãos a culpa de manjares fartos e caprichos obesos do vazio de não ver mais alem. Não saberia senão num sussurro, só por mim ouvido, cantar uma canção que falasse de tudo o que sinto, mesmo que colorido com os meus pinceis imaginados e as palavras que tantas vezes gritadas, me calaram, mais que disseram.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num instante, um momento pequenino, mais forte que o destino, mais verdade que a sorte, sinto, sinto o que não via e esperei ser mais que visto, sinto o silencio em sinos altaneiros que falam primeiro que qualquer medo, sinto tão forte, que as lagrimas correm na saudade e na esperança, na dadiva de uma vida que a sorte não me guardara e, o destino, esse senhor estranho que brincou comigo na inercia do gesto, na madrugada demasiado clara que hoje é viva em mim, mais que uma chama, mais que uma lagrima, é um sentido afinal que tardava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi a presença que existe na distancia e a ausencia nas palavras, li a cartilha numa manhã cinzenta em que nada mais restava senão o meu reflexo enorme postado do outro lado, aprendi a força da verdade que o medo não esconde nem disfarça, percebi o que de genuino o caos me mostra e a mentira disfarçada de ordem. &amp;nbsp;Senti o alivio de uma bofetada por defender alto o que acredito, a leveza de não me querer mais sem mim, sem mandar à merda quem parecia enorme, não temo a morte por beber agora de uma fonte fresca a que chamo apenas agora. Agora...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre me senti sozinha, desfasada, disfarçada, agradadora de uma história que nunca escrevi, num palco de vida que não me habita e porém, agora, agora, ergo as minhas mãos, não à sorte em que não creio, nem tão pouco ao destino, à vida que cresce em mim e me ensina e me chama, e me faz genuina, aprendiz de palavras que não conhecia, agora!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sento-me na porta, cumprimento a saudade, em jeito de mensagem que a noite me solta, enrolo-me em mim, em vida, no fresco que a noite me oferta. Não saberia rezar ou crer na sorte, ergo as mãos à minha volta e canto baixinho uma canção nova que só agora pareço recordar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2631311222164956206?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2631311222164956206/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2631311222164956206&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2631311222164956206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2631311222164956206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/08/nao-saberia-crer-na-sorte-seria-como.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-6936514524299862325</id><published>2010-08-04T02:24:00.000+01:00</published><updated>2010-08-04T02:24:39.890+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noite quente, estranha, mistura da restea ardente que o calor parece possuir, um som distante de uma coruja altiva que me avista do telhado sobranceiro. Aguço o ouvido, crendo poder alcançar o sentido e a distancia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentada no degrau da minha porta, abraço memórias vivas, respiro fundo e reconheço esta força que me ofereço nas horas mais minhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saberia onde se canta e onde se fala, aceitaria as romarias e o fresco da lua misturada com as ondas, por ora sei mais de mim aqui perdida no meu encontro. Saberia onde se fantasia a vivencia, mas agora, deixo-me este bocadinho na minha neblina. Não estou sozinha assim à minha beira, não poderia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-6936514524299862325?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/6936514524299862325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=6936514524299862325&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6936514524299862325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6936514524299862325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/08/noite-quente-estranha-mistura-da-restea.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-5143561324733075691</id><published>2010-08-03T19:39:00.001+01:00</published><updated>2010-08-03T19:59:49.721+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso tanto, deverei sentir como um humano sente, deverei respirar como um ser vivo respira, mas a minha mente rodopia em mim, em volta de um mundo onde espreito e tantas vezes não gosto, um turbilhão interior em me quedo, me descubro e me perco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigo-me, engolida em pensamento, escrevo sem alivio em cada palavra que de mim sai. &amp;nbsp;Nunca pertenci aqui, sempre soube disso, busquei sedenta, sentidos, nos caminhos desconhecidos que procurava, nas pessoas distantes que trouxe sempre comigo, não me via nas conversas, não me via nas ruas, nas gargalhadas, não me via nos degraus primeiros que cada um alcança.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu amigo e eu, desbravamos uma estrada a que chamei lua cheia, rebolamos nas ervas altas, esquecidos das normas, fugiamos aos homens de cara roubada que gritavam posse e preconceito, convidei-o a entrar na minha alma, mas já antes nos encontraramos, num mundo desconhecido que poucos conhecem, tão poucos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu amigo sentiu-me devastada por uma doença tão distante da honestidade emocional, que todos falam como se soubessem, encheu o meu coração de coragem, gestos que guardo em cada lagrima que me cai agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu amigo superou o conceito que pouco materializei de amizade, sinto-o neste momento em que a distancia só me impede de o abraçar or qualquer mão que não entendo, por um acaso sem sentido que me acompanha num rompante ridiculo a que alguns chamam destino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou triste, de uma tristeza que não sei deter em mim, não é perda, porque não desisti, nem nunca seria capaz, não desisto, não sei aceitar se sinto tanto, procuro com todos os sentidos despertos, chamo, grito, aprendi a assobiar num instantinho, não sei esperar e afronto a sorte que nada me diz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calo a&amp;nbsp;ignorância, calo as teorias idiotas do certo e errado, esqueço as mãos ausentes, que um sentimento me invade, um sentir tão genuino que não o encontrei nas caminhadas, faminta de carinho e desassossego, encontrei-o nos momentos unicos comigo e o meu amigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou maior do que me digo, não rezo, porque os deuses não me conhecem, nem lhes conheço o sentido, não entendo, nem quero fazer parte da multidão doente que se esqueceu de ser emocional, desta honestidade emprestada que se valoriza sem dizer nada. Ser honesto, é chorar e rir sem porquê, é tropeçar no silencio de uma estrada macia, farta de ser pisada sem pegadas deixadas, é dizer a medo que se tem medo porque o caminho de pedra nos cegou sem razão, é gritar sem voz a vontade insana que nos afoga, a dor de sermos sem expressão, a inexactidão, a nevoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Fazes-me falta meu amigo, tanto!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-5143561324733075691?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/5143561324733075691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=5143561324733075691&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5143561324733075691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5143561324733075691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/08/penso-tanto-deverei-sentir-como-um.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2690308920133386635</id><published>2010-07-23T16:01:00.000+01:00</published><updated>2010-07-23T16:01:05.772+01:00</updated><title type='text'>Nove</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje olhei-me com olhos que só a mim pertencem. Um olhar de soslaio primeiro, um cumprimento, diria que à minha frente tinha uma &amp;nbsp;face madura, pintalgada de rugas no sorriso, um semblante seguro uma cara limpa de cores, mascarada por tons de lua e uma mescla de cheiro a terra e uma flor silvestre que trago comigo. &amp;nbsp;Parece que sustem palavras que falam mais no silencio que a própria voz com que as diria, tem uma voz feita de guerras e oferendas, uma voz que se cala quando a alma mais sente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem um &amp;nbsp;jeito meio desajeitado de andar na rua, tropeça porque prefere, e mesmo assim , se alguem chamasse, fingiria não ouvir, vergonha estranha vinda não sei de onde, vergonha tapada por esta cara sombreada pelos contornos e esquinas que sempre por ela passaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem morada por detrás dos montes e searas castanhas que lhe anunciam a calma, tem laivos de louca nos actos sozinha que à noitinha só ela &amp;nbsp;lembra, tem labirintos e encruzilhadas que lhe ferem as mãos de espinhos e agua benta. Heranças marcadas de uma crença que foi embora, de histórias contadas que ela deitou fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será esta cara verdade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje olhei-me com olhos demorados, detive-me nos contornos, nos traços. Vi-me hoje por ser este dia festejo e abraço, dos laços negros e embaraço, nove anos de passos desajeitados, uns a medo, outros inatos, uns sentidos, outros de fado, sonhos sentidos, tão sentidos que pousam na ombreira da minha alma e chamam aquela corrente que vai salgando de mansinho a minha cara. Hoje vi-me anunciada num papel esquecido, que depositei numa pedra molhada pela maré, um pedido para ser raptada, desgarrada de uma fachada que despi de linho, num mar revolto de mim. Vi-me ao longe, verdadeira, nos contornos que a nevoa &amp;nbsp;aclara, dançava solta das palavras que tanto calam, tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje olhei-me nas musicas que ouço, nas caminhadas, nas esferas orquestradas de sentidos, nas viagens que faltam, nas palavras que invento. Olhei-me demorada, avistando ainda as ruelas podres onde me desencontrei e adormeci embrulhada, na sede que ainda me invade, nas minhas pernas traçadas, cabelo em desalinho, sem tino, no sorriso disfarçado com que brindo as chegadas, onde todos falam e eu não habito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje vi-me, nove anos comigo, gemido soando um violino antigo e a claridade que me brota baixinho, de olhos fechados, sem eco, uma história demorada de pressa, reserva que tarda, e um sorriso claro como a agua nascente. Não seria capaz de me dizer apenas, numa palavra o que sinto, não quero aplausos, nem abraços frios e prometidos, numa sala orquestrada. Queria ser esta cara, queria pedir desculpa, queria dizer obrigada mais do que grata, queria uma palavra que abarcasse os sentidos, que se ouvisse na minha alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria &amp;nbsp;à minha volta a verdade da desordem e do que os homens não falam, queria falar alto que sou tão rica e tão pobre, tão altiva e calada, tão nobre e sem moral, tão cheia de nada, transbordante de vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria ser capaz de me olhar depressa e reter a madrugada que brilha nos meus olhos, às coisas mais despropositadas que a vida me oferece. Dizer-me gritando a luta que me conheço, cada passo, cada conto, que sinto tão mais que pareço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje brindo comigo, aos meus olhos, à minha cara, abraço esta vida forte que sinto em mim, aceito, e digo-me baixinho: Parabens a mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2690308920133386635?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2690308920133386635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2690308920133386635&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2690308920133386635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2690308920133386635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/07/nove.html' title='Nove'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2831215995400647900</id><published>2010-07-15T20:30:00.000+01:00</published><updated>2010-07-15T20:30:31.926+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Madrugada ainda, cumprimentei a&amp;nbsp;névoa que aguardava no cimo, plena de uma claridade que aspiro, abri os vidros e a alma, respirei fundo e molhei a cara com umas gotas frescas que caiam. Madrugada serena naquele instante, em que a calma vem de longe e o silencio parece ouvir-me na distancia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminheira pelo que me chamo, desperta, distante, presente, ausente, viajo por cada sentido provando o sabor, engano-me por ter querido ser um instante, um adjectivo.... &amp;nbsp;Pedaços em falta que palavras não são o bastante, digo-me, semente na minha alma que me acompanha, serei um pedaço de cada, plena de uma&amp;nbsp;inconstância&amp;nbsp;que pronuncio letra a letra, que só assim me descrevo, mesmo sabendo que cá dentro, há um caminho sentido, uma chama tão verdadeira, cuja luz me enebria e me cala.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À tardinha, perco-me nos caminhos de poeira e nos aterros, piso um pó fininho até ficar com o meu cabelo branco, e gosto, gosto mesmo, e brinco quando entro no restaurante fino, que mereço, e os meus pés ficam marcados no soalho e o cheiro a&amp;nbsp;gasóleo&amp;nbsp;me acompanha. E gosto, gosto mesmo, que sou assim na medida em que tomo banho e me visto de cores alegres e me disfarço nas ruas e passo despercebida, de vez em quando.&lt;br /&gt;Gostava de chuva no Verão, de dormir numa cama de bruma e beber agua sem saber de vem, gostava de sentir na minha cara, o som de cada cegonha e que o ocaso me embalasse numa seara vermelha. Gostava de não ser, sendo pedaços que me abarcam na claridade. Gostava que os meus sentidos me abraçassem mais que as palavras.&lt;br /&gt;À tardinha, sento-me cá fora com a D. Elvira, tão bonita, tão doce, tem uns olhos que parecem ondas, e brilham como as marés vivas, tem uma voz calma e, tudo à sua volta é&amp;nbsp;opulência, mas a nossa conversa é sobre o tempo em que nada tinha e tudo era mais alegre. Alternadeiras, somos mulheres oferecidas aos sentidos, somos falsas nas mascaras, olhamos em volta e avistamos a planicie escura e cremos, mais que na sorte, na alma. &lt;br /&gt;Desço a serra. Desço-me na crença....&lt;br /&gt;Hoje apetecia-me arroz de lingueirão naquela barraca de Cacela, junto à praia, apetecia-me adormecer de madrugada e deixar-me ser como me viesse à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2831215995400647900?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2831215995400647900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2831215995400647900&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2831215995400647900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2831215995400647900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/07/madrugada-ainda-cumprimentei-que.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1131178219740576736</id><published>2010-07-13T17:52:00.001+01:00</published><updated>2010-07-13T17:58:13.386+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mescla de sentidos... Misturo uma lágrima e um sorriso, uma luz clara dentro de mim, e esta&amp;nbsp;névoa companheira, dou um passo, de mansinho, será que ainda creio, que ainda sonho?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abro as mãos, ainda secas e rogo, e peço, que o acaso seja oferenda, que &amp;nbsp;o caos seja ordem e desordem ao mesmo tempo, que seja assim uma madrugada, um bater de asas renovadas, uma brisa fresca num fim de tarde, uma gota de agua, uma onda calma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abro as mãos, apenas...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1131178219740576736?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1131178219740576736/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1131178219740576736&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1131178219740576736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1131178219740576736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/07/mescla-de-sentidos.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2029287340129151877</id><published>2010-07-10T19:06:00.001+01:00</published><updated>2010-07-10T22:12:04.582+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O poder que o mar tem de evadir-me o olhar, de despertar os meus passos e aquecer o meu rosto.&lt;br /&gt;O poder que este mar tem de me ver em cada maré solta.&lt;br /&gt;Descalça, caminho ao seu lado, abraçada pelas escarpas que outrora foram passadas, e hoje, sombras calmas e guardadoras de sonho.&lt;br /&gt;Caminho ao longo da praia, brinco com as ondas que me tocam e tremem.&lt;br /&gt;Caminho abraçada a um sorriso, mansinho que o fim de tarde anuncia.&lt;br /&gt;Apanho seixos e guardo, como um abraço envolto em&amp;nbsp;névoa&amp;nbsp;clara.&lt;br /&gt;O poder que este mar imenso me tem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2029287340129151877?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2029287340129151877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2029287340129151877&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2029287340129151877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2029287340129151877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/07/o-poder-que-o-mar-tem-de-evadir-me-o.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-8865177205846800098</id><published>2010-07-08T16:51:00.004+01:00</published><updated>2010-07-08T18:32:30.476+01:00</updated><title type='text'>spiritchaser</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esfrego os olhos quase secos encantada com o nascer do Sol, laranja vivo, percorrido em pinceladas de um cinzento que sempre me pareceu mais que terreno. Ao longe a serra, parece reconhecer a calma que a minha alma roga, num cantarolar inexpressivo, apenas para me manter acordada. A estrada passa por mim, percorro distancias que por vezes nem deixam marca na minha memória. Vou pensando, estou cansada. Um cansaço estranho que o meu corpo desmembra na procura de vontade. Procura de rumo, de norte, como este sol reconhece à minha frente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cansada de ouvir tanto, de me ter cortado a voz na&amp;nbsp;consciência, de me ter domado em somas e&amp;nbsp;gargalhadas&amp;nbsp;ausentes de mim, cansada desta estrada isolada e fechada que já conheço de cor. Ausente, sinto-me tão clara e porém tão desconhecida. Falam-me os olhos, as mãos, fala-me a alma indomada que me trapaça e abraça, fala-me a distancia e o silencio, e a minha boca fechada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cansada de uma moral que não me abarca, se num tempo aprendi que é tudo irreal, tudo é falso e orquestrado num magma imoral de conceitos. A minha mentira é a minha maior verdade, um fado desgarrado e respirado onde por sombra não via vida, um sonho desperto que calcorreei testada e sem eco, mentira, verdade, certo errado, reviro-me em conceitos que destruiram tanto da minha alma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cansada das horas zangada comigo, protagonizando um palco sem perdão, sem palavra, cansada de gritar alto e conhecer o vazio da expressão, cansada de acordar desconhecida do que me move, de cada pedacinho que geme em mim de vontade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou clara na minha falsidade, sou palhaça parecendo tão bem, fui vulgar nos instantes que rodeada de nada, me despertava a verdade de me sentir. Abraço-me com força, com&amp;nbsp;lágrimas&amp;nbsp;que me despertam no fim, a estrada quente cala-me o cansaço, cala-me esta voz desenquadrada que me molda e me julga.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem está aqui?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansada de verdade, cansada de amigas que não são, mistificadas em almas e mundos e palhaçadas que só escondem o mesmo, no fim, cansada da cegueira de me ver na opacidade. Cansada e aliviada de chegar aqui, das bofetadas pesadas que aceitei calada, como se eu&amp;nbsp;própria&amp;nbsp;me negasse na vergonha de ser. Cansada de normas e morais que, em silencio todos quebram e calam.&lt;br /&gt;Cansada de conotada, expirada, misturada e perdida, cansada de não dizer nada, cansada de falar tanto, cansada de ser revista em moldes de barro tosco, fornada, reflexo de um quadro só de mais uma cor. Espiral de sentidos perdidos e desaguados, sem rosto. Não me vejo, não me assisto e porém, sou vista nas minhas passadas tropegas, pedras doridas e sem jeito, num caminho sofrego e sem rumo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desbravei-me a custo, esbofeteei-me mais ainda, perdida entre margens e conceitos que sempre me sujaram os sentidos, de medos fundamentados. Sempre soube falar tão bem do que não me cabe. Calou-me a doença que nunca me disse nada, calou-me a vontade que julgava ofensiva, calou-me sentir da minha alma, cada corrente de abrigo e o preço da venda, numa banca entranhada que sempre me levou de mim, calou-me cada anuncio a falar do mesmo, de mim sem mim, da morte de vida e da vida que me nasce, sem foz, estou cansada, cansada, cansada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou assim, mas&amp;nbsp;só&amp;nbsp;agora, este bocadinho, daqui a nada, sou um sorriso, uma&amp;nbsp;lágrima, uma anedota ou nada. Esta estrada, esta madrugada, acompanhada de uma alma que me grita cada vez mais alto. As escadas anunciadas em que nego sentir-me menos, são passadas simples, choradas sem eco, sem nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me desculpo, não me aceito, abraço-me na verdade da falta, da ausencia, da claridade que julguei, uma vez, unica, ver para alem de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-8865177205846800098?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/8865177205846800098/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=8865177205846800098&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8865177205846800098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8865177205846800098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/07/esfrego-os-olhos-quase-secos-encantada.html' title='spiritchaser'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1928987904917985354</id><published>2010-07-04T03:57:00.002+01:00</published><updated>2010-07-04T04:12:18.910+01:00</updated><title type='text'>Conversa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite iluminou-se por sobre o castelo, enquanto a magia fazia juz a uma calma irrfletida que me foi domando o espirito... Fui pensando o quanto preciso conversar comigo, sinto falta como se as palavras que a minha boca esboça, estivessem cada vez mais distantes de falar de mim. Pergunto-me o que se terá passado cá dentro. Sei que foi forte como uma tempestade seca de Verão, foi sonora na minha alma de vozes e confrontos e que o ribombar do meu peito ainda me arrasta o respirar. Pergunto-me que foi isto que me roubou a arte de me iludir e passar sem que nos meus passos fique marcada a&amp;nbsp;ausência&amp;nbsp;que outrora mal se via.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respondo-me pelo receio de me felicitar. A capa de linho crepe já não me tapa no reflexo e foi breve o instante em que me ceguei. Insanas as minhas passadas arcaicas na claridade de mim mesma, toscas, trocadas, sem reflexo nos meus sentidos ou caminhos. E hoje, busco-me neste ardor mais quente que me quebra em mil pedaços. E penso, nesta noite calma, que são eles mais pedaços de mim que toda a mascara orquestrada que outrora me ofereci&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta noite queria mesmo falar de mim, queria escrever um livro que começasse agora do fim. Queria aquela lágrima que soltava sem palavras e que respirava por mim, queria ter nos meus dedos a leveza de me despir por inteiro e lavar-me numa agua gelada que me tocasse cá dentro onde me doi tanto, e eu sei, sei agora, e pergunto se aqui, agora, me sinto como nunca senti.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dei-me as mãos e percebi, que as marés são tormentas, que o meu sonho começa onde as palavras tocavam nas arestas dormentes do medo e da vergonha que caladas faltaram sempre nas conversas por aí. Sou pequena num pedacinho assim, quando ouço desbocadas vozes de assalto, e eu escondo-me nos contornos de sorrisos e frases sabias e desloco-me na minha margem, cada vez mais clara da nevoa que me envolve a mim. Doi-me estar nos adjectivos agradaveis, nos sitios animados, ser simpatica e convidada e nem estar ali. E eu pergunto-me aqui, sentada, nas primeiras vezes que ensaio escolher os sitios onde me quedo e onde me dirijo, se não são estes os momentos mais completos, em que choro e me alegro, e olho em volta e este desconhecimento é mais companheiro que as jornadas acompanhada de nada, e vazia de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite passada, soltei um suspiro contido, a minha sobrinha linda, procurava na plateia a minha cara, e no palco, foi vida, foi a chave que abriu sempre a minha caixinha guardada de um outro teatro que enceno todos os dias. No fim, cá fora, enquanto acenava e via as mulheres da minha vida afastarem-se, senti-me sozinha num largo desconhecido, enquanto me devolvia ao calor do meu carro. Percebi que a minha solidão nada tinha que ver com o largo, mas sim com o caminho, percebi que estranhamente já não me consigo ludibriar de razão. &amp;nbsp;Já não preciso de divulgar que consegui mais um degrau, que tenho andado muito por ai, a resposta deixou de ser o motivo, cresci num turbilhão, os meus olhos despertaram cada sentido pendido de anseio e receio. Ofuscada, tacteei os contornos da&amp;nbsp;demência&amp;nbsp;e da sede de me ser. As palavras perdidas no tempo, começaram subitamente a sair da minha boca com vontade&amp;nbsp;própria, cansadas de me calarem. Magoei-me sempre mais a mim, sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu pai, do outro lado do oceano, que me toca sem abraços quentes e me ouve sem uma silaba, mandou-me uma mensagem, anunciava que estava onde o paraiso se faz, e eu aqui, &amp;nbsp;apetecia-me perguntar-lhe como se faz assim. Mas começo pelo fim, sei que é assim que me confronto, marcada pelas ruas enlameadas onde ainda me revejo, na coragem de ser louca, por cada momento em que o presente me grita, como um uivo rouco, já não é o motivo, é mais que isso, é a minha alma que já não tem&amp;nbsp;névoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto falta de um abraço, não daqueles que se dão por tudo e por nada, de um abraço à toa, impensado e sem motivo, sinto falta de carinho que me trema mais do que o simples cumprimento de viver numa multidão. Sinto falta de tempo no turbilhão de me desdizer a custo todas as amarras que a minha mente me ergueu, falta de memória nos instantes em que as marés vivas foram mais plenas que a insustentavel calmaria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto falta de um largo desconhecido, com palhaços e malabaristas, gente mascarada mas tão mais perceptivel que esta romaria cega e calada onde me construi.&lt;br /&gt;Amanhã. será sempre o começo depois do fim deste dia, e eu aqui, olho em volta o silencio, não cá dentro, que em mim ecoa tanto, o silencio da casa e da noite. E eu gosto, gosto desta calma que vivo, depois da algazarra animada em que me emprestei sorridente, num festejo que não sinto, em tantas caras desconhecidas que me chamam amiga. Sou colega, se tanto, não sou o que pareço, sou mais ou menos que isso, sou esta cara desconhecida que teima em não se ver.&lt;br /&gt;Amanhã, rumo a&amp;nbsp;Óbidos, vou sozinha, como descobri que gosto, posso virar nas esquinas que quiser e parar para olhar para o ar e não dizer nada, sentindo tudo, descobri que me acompanho mais viva que emprestada às normas de fachada que fizeram a minha mentira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje queria falar de mim, do que não falo, queria dizer-me ao ouvido que esta caminhada vale mais do que a marcha em torno de nada em que julguei ser confiavel e comportada, queria já sentir o carinho do meu proprio abraço e esta madrugada sem eco em que me aqueço, na crença de ser uma noite cheia para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1928987904917985354?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1928987904917985354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1928987904917985354&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1928987904917985354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1928987904917985354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/07/conversa.html' title='Conversa'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-5889469668297291195</id><published>2010-07-02T20:13:00.000+01:00</published><updated>2010-07-02T20:13:24.491+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Naquele instante, se a minha alma tivesse voz, pediria meio a medo e baixinho, que me desses a mão.&lt;br /&gt;Se me perguntasses, seria apenas porque sempre sonhara que um momento feliz, seria de mão dada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-5889469668297291195?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/5889469668297291195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=5889469668297291195&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5889469668297291195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5889469668297291195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/07/naquele-instante-se-minha-alma-tivesse.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3521440397781282262</id><published>2010-06-30T15:47:00.000+01:00</published><updated>2010-06-30T15:47:15.171+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Soubera eu se esta crença me adivinha&lt;br /&gt;teia esculpida entre duas fontes&lt;br /&gt;Soubera olhar-me antes&lt;br /&gt;De onde a minha voz se ouvia&lt;br /&gt;e um compasso de tempo em que tudo se forma&lt;br /&gt;Soubera antever um instante unico&lt;br /&gt;em que o caminho se desdobra e me preciso&lt;br /&gt;na&amp;nbsp;clarividência&amp;nbsp;da minha hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3521440397781282262?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3521440397781282262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3521440397781282262&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3521440397781282262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3521440397781282262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/soubera-eu-se-esta-crenca-me-adivinha.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1940175454845789137</id><published>2010-06-30T15:37:00.000+01:00</published><updated>2010-06-30T15:37:39.777+01:00</updated><title type='text'>O Lima</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Lima é um verdadeiro homem do Norte, desbocado e preocupado, sente-se responsavel pela jornada que fazemos a meias, se tenho frio, se não durmo como devo, e antecede ainda o caminho que percorro, avisa-me do peso e das curvas, e quando chego, oferece-me um sorriso meio matreiro acompanhado de uma enxurrada de boas vindas e historias mundanas que me encantam. Contos de vida dura em que o orgulho reside no tempo em que dá carga nas bancadas maciças e naquele instante que sei do que fala. Contos de homens bons que passam por perigosos nas bocas de um mundo que não habita ali, homens que não se calam e para quem sou mais companheira que flor de estufa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Lima havia de ser ouvido, que enquanto engolimos uma garrafa de agua gelada antes de nos fazermos a estrada, vai mandando a todo o sitio, a vergonha das comitivas topo de gama, ao dobro da pressa que nos é permitida, rumo a coisa nenhuma, debroados a autoridade carrancuda que nos manda encostar, como se das suas mãos saisse alguma mais valia. Havia de ser ouvido na vergonha de querer ser mais que isso, e testemunha da hipocrisia que se reveste de normas sem conteudo nem coerencia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nós pomos o capacete de cozer cerebros como eles ditam, e as botas metalicas, que em caso de acidente nos levam mais alto, e bebemos do cantaro escondido nas pedras e já nem cantamos como dantes que não temos tempo... E o Lima abrevia "Sabes nina? Isto havia mas era de ir tudo para o c..." e eu rio e cruzo as pernas, sentada na porta do camião e olho em volta... Pois podia Lima, pois podia, mas a gente gosta disto, que o que chateia mesmo é o Cristiano não cantar o hino e o outro não ser como o Mourinho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E salto lá de cima, para a semana havemos de nos encontrar aqui de novo, mais cedo se possivel, e enquanto nos artilhamos de placas e luzes, nos espelhos, acompanhamos a comitiva de agentes sorridentes que já trabalharam que chegue, na fresquinha pois então, que este calor não permite, e olham de lado a gente, olham como se não vissem que daria trabalho certamente. É meio dia e o leitão está a sair, quem nos dera, Lima, que a gente merecia!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1940175454845789137?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1940175454845789137/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1940175454845789137&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1940175454845789137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1940175454845789137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/o-lima.html' title='O Lima'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3365884840924441932</id><published>2010-06-30T01:01:00.001+01:00</published><updated>2010-06-30T01:12:39.941+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entra em mim um ar fresco que só a noite traz.&lt;br /&gt;Abro as janelas e inspiro com muita força, na esperança que a minha mente se torne leve, leve como cada sinal que avisto por detrás dos montes que escondem o horizonte. Penso por um segundo, na verdade pouco creio nas pessoas. Pego num pincel&amp;nbsp;imaginário&amp;nbsp;e pinto-as de cores que os meus sentidos pediam, ouço os sons filtrados de um medo e falta de fé, que nem sei de onde vem, e eu creio, por querer tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos dias que passo, guardo pedrinhas e flores silvestres no meu bolso, descalço-me para sentir a terra crua nos meus pés e invento conversas, invento figuras, contornadas de musicas que penso existirem nelas, aqueço-me de sorrisos que escondem sombras e de sombras que aguardam nascentes de agua pura. E eu, sou mais una nas figuras, esboçadas de uma magia que não haveria sem um pouco de loucura que em mim perdurasse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, creio tão pouco nas pessoas, querendo mais que a vida, crer nelas, porque as minhas mãos estão vazias e cansadas de guerra fria. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo ouvindo&amp;nbsp;lágrimas, não cria. enquanto fantasmas dançantes bailavam na minha mente, naquele recanto que escondo, onde nem sei se haverá gente. Nas minhas veias calo, ruelas de incerteza de ser grande ou maior que isso, ou ser mera gota de orvalho fresco que compõe um conto ou livro.&lt;br /&gt;No meu corpo pinto de firmeza, o medo de uma correnteza estranha que me leva onde não há caminho, há desencanto e uma leveza que nada contem a não ser silencio gritante de negro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu sorrio, sorrio porque preciso, porque a minha cara pede Lua, pede um grito, a mesma fonte que me houvera nos instantes que fui crente e não pensante, e sei tanto, agora, que não crendo, sinto.&lt;br /&gt;Sinto-me distante de cada mascara que me erguia, divago-me procurando-me, cada pedacinho espalhado de mim, sendo humana, sou estranha, ou simplesmente dispo-me de&amp;nbsp;ausência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheço onde cada sentido me grita e me chama, peço-lhe baixinho que me deixe, não deixando de sentir, de me bramir um canto que perdure até que creia, em mim. Fui nascente sem leito, desaguei sem foz, &amp;nbsp;fui em mesma um sopro de silencio onde me deixei. Na verdade, marquei na areia o mesmo&amp;nbsp;descrédito&amp;nbsp;em mim que tenho nas pessoas, e sei de onde vem, desse palco terreno onde as palavras pouco falam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei tão pouco ainda, e a minha tela pintada, colorida como a glamorizei, é arco de vida renascida e tão minha, tão clara que me ofusca na saudade que não me deixa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3365884840924441932?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3365884840924441932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3365884840924441932&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3365884840924441932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3365884840924441932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/entra-em-mim-um-ar-fresco-que-so-noite.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1300413476325557332</id><published>2010-06-26T01:52:00.001+01:00</published><updated>2010-06-28T17:06:57.698+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ia passando, meia caminheira, meia viajante, meia pensativa, meia errante, o caminho empedrado, mal o via e, presente do meu passado, era o momento mais pressa, mais passo, e a minha mente deambulava distante por detrás da planicie.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebi as cores daquela terra, o Alentejo enamora-se no fim do Inverno, torna-se verde e colorido como compondo um conto iluminado, tem canto e frescura, tem o aroma das ervas frescas e do orvalho de madrugada, verde como só poderia, repleto de agua corrente e vida nova, uns espargos perdidos, um silencio renovado e ao fim do dia, fica assim aconchegado entre as horas. Mais tarde, desperta nas cores silvestres, tantas, recebe bramidos novos e brinda à vida em oferendas. É amante, é ternura, é leito de gestos e sabedoria, é poema que se solta nos fins de dia, nas soleiras de cada porta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, agora é gente grande, é seara, é mistura de cores que só ele conhece, é amor para sempre aos olhos de quem o ouve, é quente, quente como só ele poderia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu, passando, me deixo, de encanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1300413476325557332?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1300413476325557332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1300413476325557332&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1300413476325557332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1300413476325557332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/ia-passando-meia-caminheira-meia.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-8456200270857635723</id><published>2010-06-24T13:38:00.001+01:00</published><updated>2010-06-24T13:38:53.198+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei, mas acordei de olhos despertos, olhos brilhantes como já não me lembrava. Acordei com vontade de me ver, de me encontrar em cada sitio que escolha hoje, cada estrada que me faça companheira. Acordei fugida &amp;nbsp;do que não me é. Acordei sedenta de um mundo que me alimenta, que me embebeda como só ele é capaz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já andei tanto, sem que os meus pés se movessem, já cansei o meu corpo e deixei o que sinto lá atrás. Já me troquei por um colo, já cantei sem voz.... sei disso como cada gota que me escorreu pela cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho sede de carinho, tenho mais para dar, voltei às raizes que me ergueram, pedi desculpa pela distancia, o que não me vê, não tem espaço em mim e o que me cega é a claridade somente de um principio de lua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei e vi de outra forma a viagem que me esperava, e reconheço a caminhada arida demasiado longa que deixei lá&amp;nbsp;atrás, trazendo-a nos meus ombros por promessa de peso e leveza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está um dia lindo no Alentejo, &amp;nbsp;prometo-me..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por detrás das montanhas sei que existe mar, por dentro das searas, há historias, e no calor das mãos duras, há palavras doces que me acariciam a alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por detrás da minha cara, há vida saudosa, há memória, que me obriga e atormenta, e nas janelas fechadas, há fachadas apenas, de uma vida que não existia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem perceber, de zangada, deixei que o medo partisse, falo dele e não o vejo agora em cada dia mais claro que percorro sem companhia e porém, de mãos dadas comigo, companheira saudosa de um dia que ainda não veio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-8456200270857635723?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/8456200270857635723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=8456200270857635723&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8456200270857635723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8456200270857635723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/acordei-mas-acordei-de-olhos-despertos.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7761949230762393594</id><published>2010-06-23T22:08:00.001+01:00</published><updated>2010-06-23T23:10:32.340+01:00</updated><title type='text'>S. João</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Ó Anjo da minha guarda&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Quem vos varreu o terreiro?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;As cachopas de Alpedrinha&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;C'um raminho de&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="color: #666600;"&gt;loureiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;S. João adormeceu&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Debaixo da&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="color: #666600;"&gt;laranjeira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Cobriu-se todo de flores,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;S. João que bem que cheira.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Na noite de S.João&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Vou fazer uma fogueira&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Com folhas de verde&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="color: #666600;"&gt;louro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="color: #666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Com rosmaninho que cheira.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Hei-de deixar ao relento&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Uma folha de&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="color: #666600;"&gt;figueira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="color: #666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Se S. João a orvalhar&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;Hei-de encontrar quem me queira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 11px;"&gt;in&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11px;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;em&gt;Velhas Canções e Romances Populares Portugueses&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7761949230762393594?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7761949230762393594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7761949230762393594&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7761949230762393594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7761949230762393594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/s-joao.html' title='S. João'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7483603127847401049</id><published>2010-06-21T20:32:00.003+01:00</published><updated>2010-06-22T01:56:10.229+01:00</updated><title type='text'>Solsticio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, lembrei-me de uma história que a matemática me ensinou, uma história dispersa no contexto, encantada de imagens que construi... Imaginei a praça concava de Siena, os passos ancestrais, as ruelas que embocam ali, os vasos coloridos nas janelas e as caras morenas sentadas nos degraus de pedra quente, ao meio dia. E nesse instante andei no tempo, enquanto aspirava a mesma historia pintalgada de&amp;nbsp;mistério. &amp;nbsp;Pitagoras, aquele homem enorme, de barbas brancas como impunha na altura, e uma vara que valeria mais que um conto. erguida por lição no mesmo instante que a via.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento, tudo é claro, tudo é dia, os contornos formam-se em relevo, não há sombra que ligue os corpos ao cinzento, e os astros deixam um rasto de ensinamento, deuses esbeltos nos olhos de quem ousaria ver mais que via.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deste dia, fiz claridade de mão beijada, de desejo inflamado e falado nos meus olhos presentes, de ventania fiz memoria e de um mar agitado, celebro o mesmo momento que me ilumina acompanhada de mim.&lt;br /&gt;Fiz ainda, cada dia, meio dia, meia vida, fiz alegria sentida, numa tarde que em a calmaria haveria de encher-me a mim, celebro baixinho sem medo, cada memória que guardo, cada conto que me houve ser contado, cada história e enredo, um travo de mais conhecimento e este tempo, este caminho, esta neblina ainda menina que me me enebria por dentro. Não de alegria de Verão, um sorriso pequeno, um olhar estonteante para cima, erguendo o pescoço o mais que possa, olhar o sol e agora a Lua e ficar assim, ,meia tonta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TCAI7h-7eDI/AAAAAAAACSo/fdFnsUPcRow/s1600/solsticio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TCAI7h-7eDI/AAAAAAAACSo/fdFnsUPcRow/s320/solsticio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a mente à volta, os braços abertos, como no tempo de menina em que rebolava por uma encosta até não saber parar, levei-me mais longe, onde as pedras silenciosas perpetuam a homenagem. Danço sem par, sem compasso, danço ao som dos elementos, danço de sentidos que me despertam cá dentro, e assisto em silencio à magnificência tamanha da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7483603127847401049?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7483603127847401049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7483603127847401049&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7483603127847401049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7483603127847401049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/solsticio.html' title='Solsticio'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TCAI7h-7eDI/AAAAAAAACSo/fdFnsUPcRow/s72-c/solsticio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1746233733795637038</id><published>2010-06-19T19:41:00.000+01:00</published><updated>2010-06-19T19:41:03.842+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marguerite Yourcenar'/><title type='text'>Marguerite</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;"A felicidade é uma obra-prima:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;o menor erro falseia-a,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;a menor hesitação altera-a,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;a menor falta de delicadeza desfeia-a,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;a menor palermice embrutece-a"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cfe2f3;"&gt;Marguerite Yourcenar "Memórias de Adriano"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;"&gt;Desde nova, desde que os livros se tornaram vivos mal os abria, desde que escolhi entre eles, amigos, que me acompanham, que descobri nas palavras, nascentes de imagens que sonhava saber manejar, que a admiro, como uma estrela que me ilumina o caminho, fonte de agua fresca onde me encontro, a cada momento em que a minha alma me pede, caminho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;"&gt;O primeiro livro que li, numa viagem de comboio, fez da distancia mais viagem ainda, "Contos Orientais", eram migalhas&amp;nbsp;lendárias, historias pequenas de um mundo que imaginava, sublime como só nos seus olhos, vivi a caminhada buscando mestria, bebi o leite dos seios empredrados, ergui sonhos feitos de homens cujos olhos me veriam, e de mãos quentes nas minhas, abrindo-me a mente de uma vida que não encontrava nas escarpas cinzentas das ruas, nas palavras ditadas, iguais, dos casais que se amavam, sem que esse amor me tremesse a alma, sem que a claridade da calçada fosse assim adivinhavel. Queria mais... Não era um tuareg secreto e esbelto, montado num cavalo&amp;nbsp;árabe&amp;nbsp;cinzento, que me salvasse de mim mesma, era mais que isso, era uma voz de dentro que me brilhava nos olhos de busca, era um silencio mais profundo de entendimento, era um despertar num segundo, com a vontade una de não ficar, era uma historia que escrevia antes de saber não existirem palavras que a descrevessem. Por isso, adormecia no desejo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;"&gt;Fui maga de erros e hesitações, fiz delas pedras no meu caminho descalça, embruteci as palavras e julguei-me guerreira, desprovida de imagem e de lua que me alumiasse caminho. Tive tanto medo do silencio e das feridas que me correm nas veias, neguei sentir-me menos ou limitada, como se o silencio fosse a arma para a força que precisei, em momentos que me levaram, sonhos e imagens.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;"&gt;Na minha mala, por encher ainda, fui lendo cada livro, como se faltasse sempre o motivo de um encanto crescente, uma porta entreaberta ao lado escondido do meu horizonte. Leio ainda, quando me sinto assim, meia despida, meia perdida, quando o silencio não me abraça nem me avista, quando me pergunto, mal acordo se ainda é tempo de mergulhar na delicadeza dos gestos, na&amp;nbsp;sapiência&amp;nbsp;da alma, e na minha essencia impensada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1746233733795637038?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1746233733795637038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1746233733795637038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1746233733795637038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1746233733795637038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/marguerite.html' title='Marguerite'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-6178376034908675562</id><published>2010-06-19T02:42:00.000+01:00</published><updated>2010-06-19T02:42:20.507+01:00</updated><title type='text'>Senhor Cruz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #9fc5e8;"&gt;Tenho vergonha de um pais assim, tenho pena de tantos que não puderam ser vistos nas suas casas, de árvore de natal por detrás, em retrato de família, como ele. É arguido, ponto final!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #9fc5e8;"&gt;Não sei se é culpado, pedófilo, comedor de crianças ou amigo dos animais, é arguido num processo que enoja, que cansa, que nos sai dos bolsos todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #9fc5e8;"&gt;É arguido, e ninguém tem ainda que eu saiba, que lhe pedir desculpas por isso, nem a ele, nem ao senhor primeiro ministro, contra quem nada se prova nem provará. Somo um povinho encolhido, com o sr Dr, sr Eng e aquele apresentador que dava uns prémios e ficava tão bem a divulgar o euro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.processocarloscruz.com/" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Que é isto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.processocarloscruz.com/" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #9fc5e8;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #9fc5e8;"&gt;Entramos na era das cabalas? Não temos mais nada que fazer que andar a perseguir este e aquele personagem como se fossem alvos inimigos de grande dimensão? A nobreza do silencio é sublime, senhores, e eu prescindo de manobras&amp;nbsp;natalícias. Sou capaz de mudar de&amp;nbsp;opinião, porquanto me atreva a crescer, ou a mais saber, por ora, o senhor é arguido, está a ser julgado, esteja calado. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #9fc5e8;"&gt;Ou algum Lisboeta se descarta de, tal como eu, ser testemunha muda do abuso criminoso e dos carros faustosos no parque Eduardo VII, enquanto fumava um cigarro na relva e comentava o caso? Não fiz nada, tal como nada fiz nas&amp;nbsp;saídas&amp;nbsp;diárias&amp;nbsp;para a 24 de Julho, testemunha do cheiro a cola nas copas das&amp;nbsp;árvores&amp;nbsp;junto ao mercado. Enoja-me o povo boquiaberto como que cego do que sempre se soube, enoja-me doutas considerações e nenhuma politica exemplar para cada cabrão que se julgue com direito a abusar de uma criança.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #9fc5e8;"&gt;Quero lá saber se este senhor é culpado ou não... Eu sou de certeza, por isto e muito mais!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-6178376034908675562?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/6178376034908675562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=6178376034908675562&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6178376034908675562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6178376034908675562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/senhor-cruz.html' title='Senhor Cruz'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-6580075697863481190</id><published>2010-06-18T16:17:00.003+01:00</published><updated>2010-06-18T16:18:10.780+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;Mil camadas de pó disfarçam, véus,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;Estes quarenta rostos desiguais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;Tão marcados de tempo e macaréus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;Rã fugida do charco, que saltou,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;E no salto que deu, quanto podia,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;O ar dum outro mundo a rebentou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;Falta ver, se é que falta, o que serei:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;Um rosto recomposto antes do fim,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;Um canto de batráquio, mesmo rouco,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #8e7cc3;"&gt;Uma vida que corra assim-assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px;"&gt;José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-6580075697863481190?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/6580075697863481190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=6580075697863481190&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6580075697863481190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/6580075697863481190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/eu-fui.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-8350056706888628361</id><published>2010-06-18T14:20:00.000+01:00</published><updated>2010-06-18T14:20:48.502+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabes, há uma&amp;nbsp;árvore&amp;nbsp;majestosa, albergue de vida sabia e silenciosa, numa estradinha empedrada, rumo a&amp;nbsp;Alpalhao. Uma&amp;nbsp;árvore&amp;nbsp;que se adivinha, ao longe, antes da curva rodeada de muros de granito e antas esquecidas que o tempo guarda. Uma&amp;nbsp;árvore&amp;nbsp;onde habitam 3 ninhos de cegonhas, mais altas que as outras, contornos apenas, perante o Sol Poente no horizonte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já me sentei naquela pedra ancestral um dia, tinha nas mãos as palavras que escreveria assim que chegasse. Já me estive ali muito tempo, perdida nas minhas ideias e viagens, já bebi agua que trazia e dancei naquela seara ainda verde, admirei aquela&amp;nbsp;árvore&amp;nbsp;com olhos que eram mais meus nesse tempo, com um sonho cravado nas veias e uma sede de me dizer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta&amp;nbsp;árvore&amp;nbsp;tem vida crescente, sempre que ali passo, há uma magia que me chama, uma paz que o alentejo canta, um&amp;nbsp;murmúrio&amp;nbsp;de vento e&amp;nbsp;planície. Ao longe, vejo a serra, adormecida, a pedra cinzenta que esculpiu a minha vida e, neste sitio distante, sem estrada conhecida, acalma o ensaio das cegonhas que ficam, já não partem, e eu sinto um carinho que nem sei de onde vem. &amp;nbsp;Fico ali esquecida das horas, com outras palavras na mente, de&amp;nbsp;mãos&amp;nbsp;dadas no meu ventre, perdida numa corrente que passa por mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais a frente, chama-me a pressa da vida, o senhor de olhos azuis que me ensinou que os homens duros e arrogantes sabem amar, e à tardinha, tenho o&amp;nbsp;Luís, o eterno&amp;nbsp;Luís&amp;nbsp;que se multiplica, de barbeiro passou a careca, de testa brilhante, camisola aberta, de pelos a mostra e uns jeans rotos e sapatilhas... E as gaivotas, ficaram mais sábias ainda, e a anta espera na sombra, outra visita, e eu cansada, sozinha e cheia de vida, não espero volta nenhuma, há mais&amp;nbsp;sítios, onde as ervas se agarram ao vestido e a neblina se solta mal o dia termine.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabes, há homens que se ultrapassam, que se dobram na sede de mais que vida, mais que horizonte, há homens que deixam nos passos mais de si do que uma estante apinhada de trofeus. Há homens que eu creio, existirem por mais se ser, que apenas um punhadinho de ideias. Até sempre Saramago!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-8350056706888628361?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/8350056706888628361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=8350056706888628361&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8350056706888628361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8350056706888628361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/sabes-ha-uma-albergue-de-vida-sabia-e.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7262834036994819912</id><published>2010-06-17T13:52:00.000+01:00</published><updated>2010-06-17T13:52:58.348+01:00</updated><title type='text'>Esta manhã encontrei o teu nome</title><content type='html'>&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;Esta manhã encontrei o teu nome&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;nos meus sonhos&lt;br /&gt;e o teu perfume a transpirar na minha pele.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;E o corpo&amp;nbsp;doeu-me onde antes os teus dedos foram aves&lt;br /&gt;de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No abrigo da noite,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;soubeste ser o vento na minha&amp;nbsp;camisola;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;e eu despi-a para ti,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;a dar-te um coração&amp;nbsp;que era o resto da vida&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;como um peixe respira&amp;nbsp;na rede mais exausta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;Nem mesmo à despedida&lt;br /&gt;foram os gestos contundentes:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;tudo o que vem de ti&amp;nbsp;é um poema.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;Contudo, ao acordar,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;a solidão sulcara&amp;nbsp;um vale nos cobertores&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;e o meu corpo era de novo&lt;br /&gt;um trilho abandonado na paisagem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;Sentei-me na cama&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;e repeti devagar o teu nome,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;o nome dos meus sonhos,&lt;br /&gt;mas as sílabas caíam no fim das palavras,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;a dor esgota&amp;nbsp;as forças,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;são frios os batentes nas portas da manhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #999999; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;a class="plink2" href="http://www.astormentas.com/poemas.aspx?t=autor&amp;amp;id=Maria+do+Ros%u00E1rio+Pedreira" style="color: #783f04; text-decoration: none;" target="_blank" title="Ver mais poemas de Maria do Rosário Pedreira"&gt;Maria do Rosário Pedreira&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7262834036994819912?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7262834036994819912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7262834036994819912&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7262834036994819912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7262834036994819912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/esta-manha-encontrei-o-teu-nome.html' title='Esta manhã encontrei o teu nome'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1556696949165812917</id><published>2010-06-17T13:36:00.000+01:00</published><updated>2010-06-17T13:36:55.985+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lisboa estava sossegada nesse dia, guardava ainda papelinhos e cheiros distantes, amante de uma lua clara espelhada no rio, escutava os passos deambulantes das caras perdidas e das vozes caladas, raiava cor nas praças iluminadas, nas avenidas frescas, na vontade tremenda de me voltar ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite deixou-me respirar sentido, sair da minha boca cada palavra que guardo sem eco, sentada entre duas caras que neste tempo aprendi a conhecer. O meu amigo, brincava contente com um gancho que encontrou em qualquer lado, e as horas foram passando, e as historias passavam por nós como só uma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunto-me como é&amp;nbsp;possível&amp;nbsp;ver-se em mim o que não sei descrever, como adivinho nos olhos o mesmo que sinto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De vez em quando, o meu amigo olhava-nos concordante, visitava-nos com uma lambidela&amp;nbsp;rápida&amp;nbsp;e parecia dizer-me que seria feliz ali, se o levasse sempre comigo. Os livros amontoados no banco de&amp;nbsp;trás, contavam o esforço e a conquista, e nele, arquitectamos em conjunto. Não as conhecia, são de longe, de uma cidade à beira mar, bonita, são vida contida como a minha, são elas mesmas bonitas, cuidadas e viajantes como sempre admirei saber-se ser. Falava de mim, sentia-me ouvida, na obra que me ergo sozinha e onde existe espaço para mim e para tudo o que me habita. Respirava e esperava a sentença que, me era devolvida em historias sentidas do mesmo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A musica entrava nas palavras e, ao longe o fresco da noite movia-nos o corpo presente, ali, como se nada fosse, como se nada importasse,&amp;nbsp;ninguém&amp;nbsp;esperava,&amp;nbsp;ninguém&amp;nbsp;via.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1556696949165812917?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1556696949165812917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1556696949165812917&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1556696949165812917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1556696949165812917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/lisboa-estava-sossegada-nesse-dia.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1733442792902454278</id><published>2010-06-17T13:10:00.001+01:00</published><updated>2010-06-17T14:21:21.393+01:00</updated><title type='text'>Verdade distante, invisivel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As viagens feitas comigo, companheira, traiçoeira tantas vezes do que transparece em mim, solitárias e acompanhadas de uma fantasia que não saberia descrever, distancias exequiveis ao preço de um cansaço, só sentido à chegada, é um tempo de embaraço nos laços que me libertam, nos&amp;nbsp;quilómetros&amp;nbsp;que me situam onde sei que me vejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corro acompanhada de um perigo com que cresci, da&amp;nbsp;ignorância&amp;nbsp;e&amp;nbsp;arrogância&amp;nbsp;de mentes que, sem saber, julgam, de um abraço caloroso dos homens de mãos calejadas e tez queimada de jornas e suor, homens que me acalmam o medo e relembram que sou rija, que sou capaz e que a coragem se faz mais do que se diz. Outrora, não acreditaria no alento que isso me dá, no&amp;nbsp;património&amp;nbsp;que&amp;nbsp;construí&amp;nbsp;sem voz, nos entardeceres, no cimo onde o tempo espera, porque há respeito no erro, há coragem no medo, há força de um sentir que so ali entendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corro de&amp;nbsp;músculos&amp;nbsp;contraídos, agarrada a um volante que manda mais que eu, e vou pensando, cantando, vou ensaiando comigo o que diria se houvesse voz onde me encontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto no meu corpo, a cada dia que passa, o meu lugar desconexo, a minha praça repleta de gente sem cara, as varandas dançantes de rendas, as flores de papel nas ruas caiadas, as calçadas marcadas de passadas iguais às minhas, conversas que&amp;nbsp;ninguém&amp;nbsp;ousa ter, que falar de dentro é rasgar-nos da razão que os deuses oferecem, entendo as velas rasgadas, entendo a cara lavada em lagrimas com o farol urgente no horizonte, entendo a&amp;nbsp;demência&amp;nbsp;que encerra&amp;nbsp;coerência&amp;nbsp;de sentir, sem mais nada, entendo o bater de asas, reticente e atrasado do ensaio, entendo o nada que me rodeia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo as pinceladas cinzentas com que a minha imagem se desvanece aos poucos, vejo por detrás, a verdade muda que só eu via, entendo o desembargo fugidio e os passos despidos de imagem que o violino perpetuou. Tenho em mim, o silencio das&amp;nbsp;lágrimas, tenho em mim a madrugada que não me deixa cegar, tenho em mim um mar azul que testemunhou mais que palavras. Tenho em mim, todas as histórias que falam de mim como&amp;nbsp;ninguém&amp;nbsp;falou e as musicas que cada abraço tornou mais&amp;nbsp;límpidas&amp;nbsp;e, se por um instante, um segundo,&amp;nbsp;alguém&amp;nbsp;tivesse olhado mais fundo que os meus olhos, saberia o sentimento, muito mais que o desencanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passado este tempo, sofri, sofri como não julgava poder ainda, sofri por mim e por tudo, sofri e marquei no meu corpo o desalento do silencio que antes me trouxera tanta paz. Entendi o caminho que percorri até me ferir tanto, entendi o medo e a solidão, a minha cara numa multidão mascarada, pintalgada e oferecida sem preço, e eu não me reconheço assim. Entendi poder ser como não, que não há uma mão capaz de me tocar cá dentro e sentir, entendi a promiscuidade e o alento de um pedido maior que eu, e o violino toca ainda na minha alma, despido para sempre do som distante e&amp;nbsp;invisível&amp;nbsp;que em mim habita a cada instante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passado este tempo, alem de&amp;nbsp;lágrimas&amp;nbsp;tenho mais que isso, tenho as mãos cansadas de uma guerra solitária, de uma pedra batida por cada maré revolta, de&amp;nbsp;consciência&amp;nbsp;e razão, de medo e vontade, de fé e descrédito, de sentimento e alucinação. Passado este tempo, tenho na memoria uma vela içada ao vento, mais que desencanto e riso, tenho um livro sem capitulo que o descreva mais que o sinto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo o cinzento, reduzido a um conto. Parece não falar de mim, mas é assim escrito, e logo, quando o dia findar e eu me sentar numa pedra qualquer, num entardecer alentejano que nunca me deixará de encantar, talvez me saiba dizer afinal, o que me doi e o que me existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1733442792902454278?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1733442792902454278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1733442792902454278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1733442792902454278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1733442792902454278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/verdade-distante-invisivel.html' title='Verdade distante, invisivel'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2491487910073638824</id><published>2010-06-15T15:07:00.000+01:00</published><updated>2010-06-15T15:07:49.376+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei estremunhada, vinda de um sonho que me presenteou de uma historia mais feita de mim, que o momento em que me reuno ao amanhecer. Sinto que deixo parte de mim ali, uma parte só ouvida quando a minha mente navega sem que lhe tome forma, sem que lhe dite rumo ou motivo. Sinto as presenças de um conto de personagens irreconheciveis que, no entanto, sei quem são, porque me visitam nas noites mais profundas, sei das palavras envoltas de imagens e de gestos sentidos. Sei de mim no espaço que o sonho me liberta, lembro cada episodio fora do enredo, sem credo ou forma coerente, mas repleto da reminiscencia que me ergue leve, como se chegasse de um paralelo magico um instante breve encerrando as formas que não sei desenhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como me doi deixar-me ficar... Assim, ergo as mãos, bocejo a medo da minha boca em silencio, faço-me vestida de cores e façanhas, escrevo um conto imaginando ainda ser lido, escrevo nas pedras que a estrada respeita, nas velas dos barcos que rumam distantes ainda, nas asas do albatroz magnifico, partido e branco de verdade. Escrevo como se nas palavras transpirasse o meu corpo, como se os dedos bailassem mais depressa que o medo, escrevo porque no meu sangue cuja cor não decifro, guerreiam-se lua e adamastor, voo e caminho, abraço e solidão, doença e crença, e eu, ofereço-me em seguida, assim que desperto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouço vozes, ensinamentos, nada fica, porque em mim já não cabe querer decifrar mais ainda. Da solidão, fiz claridade, temida, magoada, senti-me livre e sofrida, &amp;nbsp;ferida de uma magoa que nunca pedi e as minhas mãos conheciam. Não sei porque me despeço assim se, em cada dia, me preciso, se em cada conto me lembro, não sei porque sorrio perante um banco tosco à beira mar, de um mar revolto, irado, cinzento de querer tanto, um barco que teima em partir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuo riscando os itens da minha lista, buscando nas grutas, mais arestas que formas, mais sentidos que palavras, coesa na verdade que nenhum homem me contou. &amp;nbsp;E encontro-me assim, em silencio...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2491487910073638824?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2491487910073638824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2491487910073638824&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2491487910073638824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2491487910073638824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/acordei-estremunhada-vinda-de-um-sonho.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-5129765049928674682</id><published>2010-06-15T00:23:00.000+01:00</published><updated>2010-06-15T00:23:38.949+01:00</updated><title type='text'>Assim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha um bilhete pequeno, preso com&amp;nbsp;íman&amp;nbsp;na porta do&amp;nbsp;frigorífico, antigo, cheio de cores e letras desenhadas com o jeito que só uma criança teria. O&amp;nbsp;íman&amp;nbsp;perdeu força e o bilhete caiu, e nesse instante, as minhas mãos leram o sentido mais que as palavras : " Não te esqueças de gostar de mim", dizia..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esquecida na algazarra urgente, distante da calmaria que aclara o brilho nos olhos, da procissão temente de julgamentos e condões que separa o vibrar do compasso de cada coração, dos batentes crueis de cada porta que se fecha em ar de&amp;nbsp;ignorância&amp;nbsp;e cegueira de alvorada sem partida nem chegada. Lembrada das madrugadas em que só a soma de cada parte em mim ecoava, lembrada da pressa de me sentir por dentro e dos meus passos tropegos em busca de mero afago de alma, perdida numa estrada iluminada, despida de&amp;nbsp;todas as historias que em mim embarcaram, fugida na pressa de chegar a nenhum lado, na obra de me deixar onde nem me conheço.... Embarquei num momento que encantada, me ouço. As migalhas que fui deixando, sem o medo de as não ver mais, as pegadas que cada maré levou, guardando na minha memoria mais forte ainda, as vozes que de mim sairam, soando mais fortes na minha garganta a cada soar do tempo, são agora a orquestra que ouço bramindo, são os gestos mais simples que a mente não é capaz de ofuscar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me agora das questões mundanas de deve e haver, de ser e não ser, poder, fazer, como se a construção se erguesse nas vozes mais altas, nas escotilhas abertas de costas para o mar. Lembro-me agora de cada gesto que não se anuncia ou se ve chegar, lembro-me da urgencia nas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me posso esquecer de gostar de mim, nunca nunca, assim... Se em mim, guardo tanto de sorriso como de lagrima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;I&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-5129765049928674682?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/5129765049928674682/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=5129765049928674682&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5129765049928674682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5129765049928674682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/assim.html' title='Assim'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-4971749855316245852</id><published>2010-06-08T16:43:00.000+01:00</published><updated>2010-06-08T16:43:32.367+01:00</updated><title type='text'>Intervalos de Confiança...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada pedaço do meu corpo chama. Canta o passado abraçado de força e&amp;nbsp;essência, chora a agua que me passa, grita feroz o presente por entre as horas que me deixo. Lançam formas desconexas as palavras medianas de aceitação. Estou tão longe que me vejo, lembrada das madrugadas que batalhava apenas comigo, guerreava os medos no meu sangue, calava horizontes percorridos, sonhava noites mal dormidas, de um viajar colorido pelos cantos do mundo. E as pedras, as pedras feridas nos meus pés, sangram de pedido que me não esqueça, que me envolva da natureza, mais que ornamentos ou vestidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sai porta fora, fui abraçar o vento, sentir agua desperta na minha cara. fui correr num campo cheio de vida, fui brindar comigo de orvalho e esperança, fui-me dizer que estou certa, de tão errada me lembro. Este instante, entendo-o pela força do meu querer tanto, como se todas as coisas&amp;nbsp;invisíveis&amp;nbsp;e perdidas rumassem comigo, chamando.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria ter&amp;nbsp;alguém&amp;nbsp;aqui, agora, este instante, que brindasse comigo, erguesse uma taça ao tempo, à esperança, queria poder dar um abraço enquanto chorasse e risse, queria ser&amp;nbsp;genuína&amp;nbsp;por um momento. Foi uma guerra tremenda, contra a inercia que o medo me oferece, contra a linha doente de mais não se &amp;nbsp;pretender. &amp;nbsp;Uma luta mais comigo que com as palavras que me não sentem. Tem sido instantes plenos de pensar tanto, de desacreditar no segredo guardado nas minhas mãos, nos passos a medo por um caminho que vai deixando ao longe, as luzes feitas ancora, as gentes enfeitadas de caricias&amp;nbsp;tropegas&amp;nbsp;e sem vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria ser voz a forma como as minhas mãos tremem, e este sorriso que me ofereço, consigo, sinto-me, dorida de uma força que me pede mais que isso. Fui capaz, sou capaz se acredito!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-4971749855316245852?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/4971749855316245852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=4971749855316245852&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4971749855316245852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4971749855316245852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/intervalos-de-confianca.html' title='Intervalos de Confiança...'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2793501180349243587</id><published>2010-06-08T03:23:00.000+01:00</published><updated>2010-06-08T03:23:56.343+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Alentejo está tão bonito....&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TA2oiQ1ZG4I/AAAAAAAACRk/8a7jGxpsXEI/s1600/IMG_0227.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TA2oiQ1ZG4I/AAAAAAAACRk/8a7jGxpsXEI/s320/IMG_0227.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo como só aqui me deixo, trouxe palhas no meu vestido, trouxe um cheiro e as cores do entardecer por detrás dos montes, trouxe a voz que adivinho vir de mais longe, uma velhinha linda de lenço sentada à soleira cismada se me comporto, trouxe as buchinhas em pão caseiro, trouxe a calma e um momento comigo.&lt;br /&gt;Está tão bonito o Alentejo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2793501180349243587?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2793501180349243587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2793501180349243587&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2793501180349243587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2793501180349243587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/o-alentejo-esta-tao-bonito.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TA2oiQ1ZG4I/AAAAAAAACRk/8a7jGxpsXEI/s72-c/IMG_0227.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-4752919254399609223</id><published>2010-06-08T03:05:00.001+01:00</published><updated>2010-06-08T03:06:42.086+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o olhar se ouvisse, pediria um gesto baixinho, um pedido a medo, um abraço. Um peito cheio de alma, braços quentes de aconchego, mãos de lua, &amp;nbsp;que adornassem cada lágrima que me embarga a garganta. Se no reflexo da agua, se formassem palavras esquecidas, faladas de sentir mais que dever, ouvir-se-ia um gemido de cansaço ou pensar profundo, nem sei, cheiraria a feno molhado no sitio onde me encontro, cimo de uma caminhada isolada, de cajado em punho, rumo a qualquer tempo que tanto preciso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se lá no alto, lançasse um fio de prumo, balançaria com a leve brisa que o meu sopro almeja, e pela janela entreaberta entraria um cheiro que me não pertence, um rumor conjunto, uma luz divina que me não deixa embarcar cega. Se a voz da Lua fossem notas que conhecesse, cantar-lhe-ia um conto, grandioso como a história do Adamastor e Tormentas, mas pequeno de letras, que de sentir foi lição e de silencio uma vaga solta, mil palavras fechadas num instante. Esta claridade doi tanto, cravada no meu peito como uma gargalhada&amp;nbsp;contraditória, que tanto ri de mim como me ama, tanto me ensina como me desdobra em personagens que mal conheço, reconhecendo-me em cada uma. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansada, os meus olhos pedem mais que livros, mais que contas, os meus olhos têm fome, fome de me verem no reflexo das fontes, de me molharem de agua vinda de muito longe, desse abraço forte. Estou forte, sinto-me forte de tão fraca que parti, forte de guardar o mesmo gesto esperando que rume onde se encontre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Correm rios de bruma nestas madrugadas, correm-me&amp;nbsp;lágrimas, sangue nas veias que chama de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu não tenho como expressar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um abraço!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TA2kymLVk1I/AAAAAAAACRU/Ox2NFMQ8-lY/s1600/papoilas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TA2kymLVk1I/AAAAAAAACRU/Ox2NFMQ8-lY/s320/papoilas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vermelho seria a forma de o sentir, perpetuado no que fica depois do gesto, no sentido que as palavras não levam, no silencio que um momento me despertou. Um abraço amigo somente, seria tanto!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-4752919254399609223?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/4752919254399609223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=4752919254399609223&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4752919254399609223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4752919254399609223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/se-o-olhar-se-ouvisse-ecoaria-um-gesto.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/TA2kymLVk1I/AAAAAAAACRU/Ox2NFMQ8-lY/s72-c/papoilas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-4102546320588110335</id><published>2010-06-03T03:28:00.001+01:00</published><updated>2010-06-03T21:53:17.388+01:00</updated><title type='text'>Sitio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ponto mais fresco e doce que conheço, por entre rasgos de pedra branca e o horizonte entrelaçado ao longe, lá em cima, onde se ouvem sons sibilantes e se sentem cores dançantes, num bailado encantado de flores e palavras que me avistam, deixei a minha voz, num brado baixinho que soaria a uma prece, não fosse ser descrente por ruidosa a minha mente. Deixei sossegada a vontade de mil palavras caladas na minha garganta, deixei o brilho das rugas que o meu pai oferece, a força das palavras ditadas sem tempo... Lá em cima, deixei uma lágrima misturada com um sorriso que só me conheceria se fosse visto numa madrugada clara, deixei um tempo sentada numa pedra solta, tentando adivinhar os contornos da ilha que avisto sem visão, deixei um respirar fundo que guardei tanto tempo e mil pensamentos que me invadem e me pareciam atropelados, calados pela gritaria dos dias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por entre a brisa que esconde a minha cara ardente, deixei-me ali, partida de uma realidade ofuscada e descabida, de guerras ensanguentadas de mim, sem retorno ou evasão, deixei-me como me encontro, num instante que só a mim pertence.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como estava enganada ao precisar preservar, se de&amp;nbsp;ausência, a minha alma&amp;nbsp;enraíza&amp;nbsp;presença, se de amarga, a minha boca tem sede e os meus pés descalços não sentem pedras ou agua, sentem a maciez da poeira, o silencio como um livro e aquela ilha, companheira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enroscada no meu colo, avistava o passar dos instantes como se deles pudesse colher frutos, deixava-lhes em troca memorias de um futuro que me chama, e do presente que, urgente, diz tudo. Ali no cimo da serra, onde a arte toca nas mãos, os contornos são esboços fluidos e as cores... As cores fantasiam-me e descobrem-me, lá no fundo, onde me escondo e desabrigo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enroscada no meu colo, chamei... Deixei-me ali, na esperança de ouvir, um sussurro, um raiar madrugador, a ilha clareada, brilho, presença, sentir. &amp;nbsp;Que ao fundo, ofusca o caminho, claro, tão claro!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-4102546320588110335?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/4102546320588110335/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=4102546320588110335&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4102546320588110335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4102546320588110335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/06/sitio.html' title='Sitio'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-4697933450377861521</id><published>2010-05-25T13:47:00.002+01:00</published><updated>2010-05-25T16:47:44.339+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_vGgZCqjwI/AAAAAAAACRE/KoUtURAWRmk/s1600/Carlos+Caetano.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="185" src="http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_vGgZCqjwI/AAAAAAAACRE/KoUtURAWRmk/s320/Carlos+Caetano.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soubera eu ser mera esfera, ilha despontada no horizonte, que de sentidos se fizessem as teoria do mundo. Soubera lamber as feridas que me ardem nos olhos, doidas de as sentir tanto e culpadas nos meus gestos. Soubera não saber mais nada, desenquadrada da vontade de me dizer alto, de ser o alivio somente da voz que me fala. Soubera correr solta numa estrada, sem pegadas que ecoassem nas palavras que o vento me esboça, enganadas do desvio da equação. Não me vê o alcatrão, não me vêem as margens corridas que olham ao longe a bruma clara. O alivio de enfim falar alto, dos sentidos&amp;nbsp;despertos&amp;nbsp;numa madrugada tão clara, um acordar sem&amp;nbsp;vivência do que a&amp;nbsp;essência&amp;nbsp;sempre ditou. Não vale a pena o&amp;nbsp;sonho&amp;nbsp;contornado e negado, não vale a pena o cais seguro ou a margem, não vale a razão que me ofusca de medos e contradições de mim mesma, não vale o ocaso em aplausos de vulgaridade. Não vale rebuscar-me, rebolar-me na lama dos conceitos, se o que sinto fala mais alto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soubera eu crer na impossibilidade aparente, cada uma, como uma pedra lançada às ondas que salta três vezes em despedida, como uma bruma fresca que nega a&amp;nbsp;vivência desgastada, espuma que fica nas ondas que passam. Soubera crer nas minhas mãos cheias de nada, no abraço que me descobre, num poema que me falasse, ser sorriso lançado à tempestade, ser crente na diferença que me pede estrada sem rumo. Soubera ser o que sou, sem mais nada, esquecida, e desperta, um instante, um segundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-4697933450377861521?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/4697933450377861521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=4697933450377861521&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4697933450377861521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/4697933450377861521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/soubera-eu-ser-mera-esfera-ilha.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_vGgZCqjwI/AAAAAAAACRE/KoUtURAWRmk/s72-c/Carlos+Caetano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2234441891166259103</id><published>2010-05-23T17:28:00.001+01:00</published><updated>2010-05-23T17:30:37.072+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma minha'/><title type='text'>Passo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_lXPO3tUsI/AAAAAAAACQs/6NKiuRpQm-s/s1600/1666950.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_lXPO3tUsI/AAAAAAAACQs/6NKiuRpQm-s/s320/1666950.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #f6b26b;"&gt;Quedar-me no compasso&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #f6b26b;"&gt;entre o instante embargado e o sonho que, vivo,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #f6b26b;"&gt;ensaia um sopro de alma, um grito,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #f6b26b;"&gt;uma pegada no tempo e,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #f6b26b;"&gt;se preciso, uma&amp;nbsp;lágrima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2234441891166259103?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2234441891166259103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2234441891166259103&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2234441891166259103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2234441891166259103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/passo.html' title='Passo'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_lXPO3tUsI/AAAAAAAACQs/6NKiuRpQm-s/s72-c/1666950.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-8478508904385555694</id><published>2010-05-23T03:37:00.001+01:00</published><updated>2010-05-23T04:40:54.292+01:00</updated><title type='text'>To here knows when</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia passou por mim, sem que lhe desse nada, afundada em livros, apressada no pouco tempo, cansada de teorias que não me acrescentam, descrente na ilusão que me alimentava, mais crente numa ilha que me envolve e &amp;nbsp;sempre me assustou, embarco nas horas de um compromisso consciente que é muito mais que uma vitória ou uma pauta, é como uma bandeira que hasteei cá dentro, uma batalha comigo, uma guerra contra a inercia de movimento, um grito tremendo que sei de onde vem, sei tão bem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha mente, aceito este mar revolto, meu companheiro, já faz tempo, digno de mil&amp;nbsp;lágrimas&amp;nbsp;e de uma culpa que não me nego, deixo que doa, que preciso, conheço a minha pele, o meu corpo, sei o que fala e o que cala, sei porque chora e não há motivo terreno nos meus passos para que assim não seja. Por isso, me sinto e me doi, uma dor que me transborda de vida, conhecedora de mim mais do que as minhas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leio, estudo, esforço-me e simultaneamente, desenho um caminho, como se a minha terra esquecida clamasse por vida, por agua, por ser tratada com as mãos com que alberguei flores e marés esquecida da verdade de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As horas passam, ouço o som das ondas, ouço as imagens que guardo, ouço uma voz que me grita cá dentro, genuina, e olho em volta, e este sossego&amp;nbsp;atroz dizima-me&amp;nbsp;&amp;nbsp;e olho de novo e invado-me de uma vontade tremenda de gritar, de desatar a correr, preciso de ar depressa, preciso de luz, de agua, preciso de me perder num caminho qualquer. Ou se sente isto ou não, ou se anseia ou se geme ou não, sempre soube que este momento iria chegar, senti-o aproximar-se, rejeitei-o, neguei-o, tornei-me eremita numa gruta, gritei sozinha, pedi-me desculpa, fiz as maiores parvoices que uma mente pensante consegue para se negar, neguei-me no fim, isolei-me, castrei-me , apelei ao medo a razão, mas é mais que isto. Não sei explicar a ninguém o que sinto, por isso escrevo, grito, choro, e não é por sofrer, é por alivio, por verdade, por ansiar mais que tudo gritar mais alto ainda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou simpatica, interessante, inteligente, tenho teorias e coisas para dizer, tenho uma sede de ser que sei ser só minha, tenho gestos que me fazem reconhecida da minha essencia, e tenho uma voz tremenda que não se cala há tanto tempo, o que é que eu estou a fazer aqui?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou longe das pessoas que amo, consciente pela verdade que lhes devo, estou certa que no final deste semestre darei a mim mesma sossego, sozinha, seja onde for, fora daqui, não me encontro em lado nenhum, não me vejo na minha presença, não me ouço na minha voz, não sou nenhum dos retratos pintados, não tenho o tamanho de nenhum conto, sou o que trago cá dentro que grita, que respira, que chora agora pela&amp;nbsp;consciência&amp;nbsp;plena da minha história.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho quase 40 anos e não me vejo, porra!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sou boa pessoa, amiga,&amp;nbsp;simpática, prestavel, companheira. E não me vejo e tenho saudades... Tenho saudades da minha irmã, do silencio do meu pai, do sorriso da minha mãe, da noite, de dançar, de ir sem saber para onde, tenho saudades de mim como nunca tive. E eu sabia que ia chegar aqui, soube sempre!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Valeu a pena? Claro que não, claro que não!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-8478508904385555694?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/8478508904385555694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=8478508904385555694&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8478508904385555694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8478508904385555694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/o-dia-passou-por-mim-sem-que-lhe-desse.html' title='To here knows when'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-1678668108937997485</id><published>2010-05-21T03:18:00.000+01:00</published><updated>2010-05-21T03:18:46.874+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parte boa, é rever-me ainda agora, capaz de ser amiga, mais por dar que por ouvir, seja lá o que for, não me interessam as horas, nem lembrar-me que nos&amp;nbsp;últimos&amp;nbsp;dias, esqueci-me de dormir. É esta sensação de cansaço, que nos faz rir sem motivo e sentarmo-nos no alcatrão noite fora, rodeadas de papeis e palavras soltas. A parte boa, é uma vontade crescente de me desimportar do que verdadeiramente não importa. De madrugada, depois de um malfadado teste de Fiscalidade, de ter deixado esquecido no meio de mais papeis uma parte bem feita e de me ter rido à toa, desisto, não controlo, sento-me no chão, rodeada das minhas coisas, das chaves que não sei delas, de pensamentos que nem entendo, de cara quente por um momento que não saberia descrever, por saber que agora, não é senão este segundo, que um sorriso vale a verdade do meu rosto e que me elevo, nas&amp;nbsp;inconsequências&amp;nbsp;e na algazarra apregoada de carisma e teoria, não adiro, não quero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parte boa, é a paz que me envolve de saber que nada me espera e sentir-me cheia, são as caminhadas que me descrevem, passos desconexos, gestos sentidos por serem à toa. O que genuinamente me aquece, é a descoberta do meu espaço, sem eco, nem fronteira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho orgulho em não ser certeira, nem certinha, nem postada em coisa nenhuma, ser mimada, e outra coisa qualquer que o momento que se segue me haverá de mostrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei fechada por detrás de um portão que não se abria, não tenho pressa e, não faz mal, não interessa. Importa-me apenas manter viva, esta sede de ser, sem face oculta nas madrugadas isentas de resposta, que quero mais perguntas ainda. Apetece-me destruir palavras e atiçar perfumes, apetece-me brincar com o lume e afundar-me na onda mais alta, apetece-me não ser mais que alma. O que sou capaz, não se reflete, o que sei, não se diz, o que gosto é minha herança e as minhas mãos ainda espuma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parte boa é o silencio que me faz ser una e a voz que me chama por detrás das cores terrenas da estrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parte que me encanta é este pousar de cabeça encostado na sombra, este respirar tão fundo, por coisa nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-1678668108937997485?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/1678668108937997485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=1678668108937997485&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1678668108937997485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/1678668108937997485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/parte-boa-e-rever-me-ainda-agora-capaz.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-484010768703012247</id><published>2010-05-19T00:56:00.002+01:00</published><updated>2010-05-19T11:17:27.135+01:00</updated><title type='text'>Duende del Sur</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O laranja, adormece na leziria como que pedindo baixinho que se veja, nas cores que são mais que uma, na luz que o rio transforma, de calma em chama que me arde nos olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tento deter a minha mente ali, num lugar desaguado que me ensina mais de mim do que de uma&amp;nbsp;ciência&amp;nbsp;árida, cume de um caminho que me será potencia. Brinco com&amp;nbsp;números&amp;nbsp;sem saldo, tenho sede crescente de me pensar, de me albergar numa memória futura, motriz de passos que vou aprendendo. Adivinho as curvas do rio, sinto-as nos contornos do meu corpo, como se o ocaso me despisse das palavras que nada dizem, somente um raiar de sentido que me apraz deixar ter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tento reter por mais tempo, um rasgo de luz que me aquece a pele e&amp;nbsp;reflecte&amp;nbsp;uma história que não consigo transcrever em prosa, arruinaria o encanto com que a sinto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Concebo um mundo que se abre, conforme sou capaz de o ser, concebo uma estação de agua e calor, e de todas as sensações que os meus sentidos pedem, mudança de um rumo que se desenha na obra que me permito, concebo-me a calma que me fala mais alto, e a renovada saudade de me lembrar. Concebo o mesmo rio que ouviu mais que eu, a voz de um conto que precisava viver, preciso cada vez mais não aderir, não me dizer que faço parte sem o fazer, não me dizer que rio se corre agua na minha cara, ou que sei quando peço baixinho entendimento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se pode viajar tanto, sem movimento? Como se pode crescer sem ser primeiro? Como pode este instante ser pioneiro de um cume virgem, que me habitava sem o saber? &amp;nbsp;Tenho tanto a aprender...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-484010768703012247?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/484010768703012247/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=484010768703012247&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/484010768703012247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/484010768703012247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/o-laranja-adormece-na-leziria-como-que.html' title='Duende del Sur'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7113738906238189523</id><published>2010-05-18T15:47:00.002+01:00</published><updated>2010-05-18T16:07:26.648+01:00</updated><title type='text'>Sera</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_KonS0uPlI/AAAAAAAACQk/don-AMxmcjU/s1600/Daniel+Salas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_KonS0uPlI/AAAAAAAACQk/don-AMxmcjU/s320/Daniel+Salas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes me despedi de mim, mal me despertava para um caminhar ensaiado, corrido e sem nexo a que me ancorava de vida? Quantas vezes me desdisse na&amp;nbsp;ansia&amp;nbsp;de me quedar num abrigo sombreiro e despido? &amp;nbsp;Quantas vezes cruzei um mar sem cor nem cheiro? e as pedras nos ribeiros que nunca senti? Quantas vezes se fez dia sem que o visse? E as noites, que sozinha me via passar sem vida? &amp;nbsp;Quantas foram as horas que me falavam sem me despertarem os sentidos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Despedida é uma palavra sem cor, feitas de todos os dias que não se vivem, porque na minha cara quente há uma vida maior morta de&amp;nbsp;ausência&amp;nbsp;e nascida do que o silencio transborda. Os&amp;nbsp;contrários&amp;nbsp;falam mais que os simples conceitos. &amp;nbsp;Despedida não tem morada, nos meus olhos ofuscados do que precisei morrer para vislumbrar. Despedida é a pegada demorada das palavras, vãs e marcadas de um pensar coeso e envergonhado que nos faz crescer.&amp;nbsp;Despedida é o cais que nos rouba o sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desperto com o raiar da lua, choro por me doer tanto e sorrio pelo conto eterno que não manejo, é cor, é espuma, é vaga solta que mora em mim.&lt;br /&gt;Quedo-me de fronte aos meus olhos e desperto-me de cada momento em que me vi. Um instante , bastaria para me levar ao tempo em que me mostraste o alcance das minhas mãos. O tempo deposita-me a memoria, semeia o dia que me percorro, inteira, sem reservas sobranceiras à verdade de mim. Um dia, uma hora, um instante. Estás em mim no despertar do meu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7113738906238189523?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7113738906238189523/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7113738906238189523&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7113738906238189523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7113738906238189523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/sera.html' title='Sera'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_KonS0uPlI/AAAAAAAACQk/don-AMxmcjU/s72-c/Daniel+Salas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2486845675201030891</id><published>2010-05-18T02:06:00.000+01:00</published><updated>2010-05-18T02:06:32.537+01:00</updated><title type='text'>Soma de tempo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_HnZgOHa3I/AAAAAAAACQc/lDoKv9rCri4/s1600/30316_127766820571450_100000143994829_349289_6726181_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_HnZgOHa3I/AAAAAAAACQc/lDoKv9rCri4/s320/30316_127766820571450_100000143994829_349289_6726181_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vês, de olhar rasgado e ainda dormente da&amp;nbsp;demência&amp;nbsp;que me vestiu? Vês para além dos meus olhos que despertos, entoam cada instante em que me deixei ser? Ser de um ser impensante, sem redeas de mente que a razão denegriu? Vês um brilhar que me aquece, um momento ao longe, que nunca foi perto, nem nunca se ouviu? Ouves a minha mente calar-se à voz insana que o passado me ofereceu? Fui eu, misturada, roubada, aos elementos que me gemem, que me sentem cá dentro e que eu ousei pensar calar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentes o degrau primeiro, erguido de palavras que foram madrugadas sedentas de aprender? Ouves este silencio que me inunda agora, não sei de clara, se de nevoa, ou se de um sentir cimeiro que me rasgou por inteiro, até aqui?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vês o tempo? Sentes a água?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouves o cheiro que emano, sem gesto terreno, que me inunda de ti?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Manhã submersa de um caminho que me deixou desperta depois de me partir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Surribei a minha terra, semeei o meu credo, reguei-me de silencio, e danço aos elementos que me abençoem de jeito e de nascentes de me sentir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2486845675201030891?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2486845675201030891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2486845675201030891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2486845675201030891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2486845675201030891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/soma-de-tempo.html' title='Soma de tempo'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_HnZgOHa3I/AAAAAAAACQc/lDoKv9rCri4/s72-c/30316_127766820571450_100000143994829_349289_6726181_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-2063552073333136324</id><published>2010-05-17T15:08:00.003+01:00</published><updated>2010-05-18T01:11:06.592+01:00</updated><title type='text'>Alba</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_FNJUJZuQI/AAAAAAAACQU/FmUQ9xEIPuk/s1600/28790_113498708686796_108309799205687_78968_4634926_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_FNJUJZuQI/AAAAAAAACQU/FmUQ9xEIPuk/s320/28790_113498708686796_108309799205687_78968_4634926_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque chorariam as calçadas se a terra treme de um alento desperto?&lt;br /&gt;Se os&amp;nbsp;pássaros&amp;nbsp;pousam num conto eterno, nos contornos que o ensinamento subtrai à razão?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São gestos, motes de sentido que o tempo perpetua.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Julguei saber das histórias, capaz de encenar na memória o que a mente me roubaria.&lt;br /&gt;Aprendo, nos gemidos de cada lágrima fria e num sorriso que só desponta ao raiar da madrugada, que sou pequena perante o que sinto, sou vida, despida do que não me avista, sendo estrada ou um breve instante, &amp;nbsp;simplesmente me guardo num horizonte de sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desperto-me do filtrar de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há estação na minha hora, há uma eterno amanhecer que sonha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-2063552073333136324?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/2063552073333136324/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=2063552073333136324&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2063552073333136324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/2063552073333136324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/porque-chorariam-as-calcadas-se-terra.html' title='Alba'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S_FNJUJZuQI/AAAAAAAACQU/FmUQ9xEIPuk/s72-c/28790_113498708686796_108309799205687_78968_4634926_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-3515137178262761316</id><published>2010-05-14T19:12:00.001+01:00</published><updated>2010-05-14T19:13:37.596+01:00</updated><title type='text'>Skeleton Coast</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-2Rm00jRVI/AAAAAAAACMM/ktc46JYtUmY/s1600/skeleton-coast-park.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-2Rm00jRVI/AAAAAAAACMM/ktc46JYtUmY/s320/skeleton-coast-park.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficaram marcas, salgadas de um aroma que, por ser meu credo, emana da soma de todos os tempos passados, de um aspirar demorado, de um conto habitado por mim. Ficaram pegadas que a maré não beijou, pousadas na leveza de um voo partido, denegrido e desfolhado. Ficaram demoradas palavras que fui ouvindo sem me saber, partida ou chegada, uma madrugada anunciada pela força de não ter fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficaram nas minhas mãos pousadas, cristalizadas num olhar, imagens que nenhum gesto terreno seria capaz de profanar. Desloco-me, enquanto as peças se ajustam num triunfar crescente de um jogo que não me seduz. &amp;nbsp;O ensaio desviou-me da estrada alcatroada onde acelerava, inquieta e insatisfeita. Brilha-me na mente o&amp;nbsp;desnível&amp;nbsp;do horizonte, os contornos das serras ao longe, e um mar demente que me encanta, pela forma como aprendi a olhá-lo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficaram em mim palavras que nunca se ouviram, nunca se disseram, ficou a&amp;nbsp;essência&amp;nbsp;que escutei surpresa, coesa &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; na&amp;nbsp;magnificência&amp;nbsp;que não se traduz e na pobreza que o poema engana. Ficou na minha pele o suor não sido, o gemido de um farol que alberga sustento e nevoa sedutora na brisa fresca do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficaram em mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estrada batida de sentir, de calor, sinuosa de tão clara. Este silencio diferente é sentido numa costa sobranceira onde ao luar, &amp;nbsp;voa um&amp;nbsp;pássaro branco, branco de asas soltas, como me ensinou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-3515137178262761316?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/3515137178262761316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=3515137178262761316&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3515137178262761316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/3515137178262761316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/ficaram-marcas-salgadas-de-um-aroma-que.html' title='Skeleton Coast'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-2Rm00jRVI/AAAAAAAACMM/ktc46JYtUmY/s72-c/skeleton-coast-park.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-715805927868161499</id><published>2010-05-12T01:44:00.000+01:00</published><updated>2010-05-12T01:44:41.416+01:00</updated><title type='text'>החשכה</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-n5qO7vxTI/AAAAAAAACLg/bkkaIuVRUek/s1600/31494_120171914677209_100000532028388_213105_8118153_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-n5qO7vxTI/AAAAAAAACLg/bkkaIuVRUek/s320/31494_120171914677209_100000532028388_213105_8118153_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheira a rosmaninho este momento, e se olhar em volta, sinto o gesto das estevas que nos envolvem naquele toque doce e eterno. Passei como quem passa da terra ao pensamento e vi-me num reflexo de um ribeiro que corria ao meu lado, pisava o leito com um som cantado ao verão, sedento por não secar. Vi-me e voltei para me ver com novo olhar, vi um sorriso que já não me via num tempo que me deixou ver melhor. Tinha um ar cansado, atordoado ainda, da distancia e crença que os sinos assinalam, para lá da colina dourada. Tinha os meus pés carentes de agua fresca e a cara seca de quente. Parei e ouvi-me cantar. Estranhei por ser tarde, e os sonhos terem-se já recolhido no ocaso multicolor que só este lugar transparece. Estranhei por ser um canto que já nem me lembrava de saber.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto as mãos leves como nunca julgara poder, nada esperar e nada querer, voltar um passo para me ver. Reconhecida pelo cumprimento de um rosto que, sendo o meu, ainda estranho e reconheço, sentido temido do meu caminhar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite vai caindo de mansinho, gritando em silencio uma canção de embalar, esta não conheço, enrolo o meu lenço ao pescoço e deixo marcado, neste lugar, um momento terno com o meu rosto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-715805927868161499?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/715805927868161499/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=715805927868161499&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/715805927868161499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/715805927868161499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/blog-post.html' title='החשכה'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-n5qO7vxTI/AAAAAAAACLg/bkkaIuVRUek/s72-c/31494_120171914677209_100000532028388_213105_8118153_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-5148802426793590419</id><published>2010-05-11T01:24:00.000+01:00</published><updated>2010-05-11T01:24:36.720+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alentejo'/><title type='text'>Memória desigual</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-ijZzyqlmI/AAAAAAAACLA/AnpUurMmsec/s1600/27877_114340448602622_108309799205687_81544_4604078_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-ijZzyqlmI/AAAAAAAACLA/AnpUurMmsec/s320/27877_114340448602622_108309799205687_81544_4604078_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da margem, vejo um ocaso que trouxe de pequena&lt;br /&gt;Vejo um poema cantado lado a lado&lt;br /&gt;Devagar, porque devagar se sentem os sons&lt;br /&gt;Vejo o aroma dos sinais, margem serena e tão doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado das palavras, que as tribunas proclamam&lt;br /&gt;Vejo nos sentidos esta terra, perpetuadas&amp;nbsp;&amp;nbsp;num conto&lt;br /&gt;que o mundo me deu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-5148802426793590419?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/5148802426793590419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=5148802426793590419&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5148802426793590419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/5148802426793590419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/memoria-desigual.html' title='Memória desigual'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-ijZzyqlmI/AAAAAAAACLA/AnpUurMmsec/s72-c/27877_114340448602622_108309799205687_81544_4604078_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7437128158623734075</id><published>2010-05-09T06:01:00.001+01:00</published><updated>2010-05-09T21:34:42.825+01:00</updated><title type='text'>Nuvem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-ccTX76B1I/AAAAAAAACKk/bU4g4exLhfA/s1600/eyjafjallajokull-eruption_at_dusk-700x466.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-ccTX76B1I/AAAAAAAACKk/bU4g4exLhfA/s320/eyjafjallajokull-eruption_at_dusk-700x466.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escorre agua na minha janela, e um assobio estranho, ouve-se nas portadas e fechaduras. Lá fora, haviam caras e danças, musica e uma mescla de perfume adocicado que me não deixa ouvir mais. Como eu gosto de sentir este cheiro de terra molhada, este aroma de outro tempo misturado com o agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apetece-me este chá que bebo, apetecia-me saltar à corda e fazer legos, não tenho sono, acordo-me de uma soma de promessas e cortejos que passando, não ficaram mais do que o tempo de me fazer crescer. Palavras quase ditadas, ensaio já gasto, sem corpo. Na multidão composta de aromas e movimento, sobressaem os elementos silenciosos que me descobrem no olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Brindo de agua o caos ordeiro, o preenchimento do meu esvaziar, de escolhas e cores que não peço, não esqueço por nunca me lembrar, um segundo, uma hora, tempo que me deixa chegar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um campo em mim por semear.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7437128158623734075?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7437128158623734075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7437128158623734075&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7437128158623734075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7437128158623734075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/nuvem.html' title='Nuvem'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-ccTX76B1I/AAAAAAAACKk/bU4g4exLhfA/s72-c/eyjafjallajokull-eruption_at_dusk-700x466.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7920211518961153990</id><published>2010-05-08T12:45:00.001+01:00</published><updated>2010-05-08T12:48:03.405+01:00</updated><title type='text'>Olhar</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-VPPFQZZmI/AAAAAAAACKE/hVqkbJNPed8/s1600/30889_1482043489913_1198600744_31418182_6422723_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-VPPFQZZmI/AAAAAAAACKE/hVqkbJNPed8/s320/30889_1482043489913_1198600744_31418182_6422723_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 5pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #7f6000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Foto:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;navegante de sonhos,&lt;a href="http://www.facebook.com/home.php#!/photo.php?pid=31418182&amp;amp;id=1198600744&amp;amp;fbid=1482043489913"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #e69138;"&gt;pai&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 5.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 5.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;Gosto de guardar nas minhas mãos o poema que trouxe dos meus olhos em criança, como uma trança que fui tecendo ao tempo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 5.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;Gosto dos contornos que a minha memória me alcança, de presença, de momentos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 5.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #222222;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7920211518961153990?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7920211518961153990/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7920211518961153990&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7920211518961153990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7920211518961153990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/olhar.html' title='Olhar'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-VPPFQZZmI/AAAAAAAACKE/hVqkbJNPed8/s72-c/30889_1482043489913_1198600744_31418182_6422723_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-856058626869380917</id><published>2010-05-08T12:30:00.002+01:00</published><updated>2010-05-08T12:31:44.708+01:00</updated><title type='text'>Ahimsa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-VLPizdc5I/AAAAAAAACJ0/C-cBzYokaKU/s1600/L1000786.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-VLPizdc5I/AAAAAAAACJ0/C-cBzYokaKU/s320/L1000786.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Soubera embalar-me deste sentir que me habita, uma memória perdida, perfeita, vazia de explicação, soubera aquecer esta calma, do simples fresco da noite, do retornar convicto, comigo, abrir a porta da alma, aspirar do fundo este silencio, este esvaziar preciso pela corrente de mim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soubera esquecer este tempo, carregado de um trovejar cinzento, de vontade de silencio antes mesmo de ser expressão, do imaginário que pinto, no abrilhanto da escuridão. Por ora, serei asa envolta em nevoa clara, desenhada mais ao longe, no alaranjar da aurora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soubera desenhar mais ainda, &amp;nbsp;que pegadas marcadas, são sementes de uma lágrima, apontando direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-856058626869380917?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/856058626869380917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=856058626869380917&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/856058626869380917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/856058626869380917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/rumo.html' title='Ahimsa'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-VLPizdc5I/AAAAAAAACJ0/C-cBzYokaKU/s72-c/L1000786.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7999607030761467337</id><published>2010-05-07T14:35:00.000+01:00</published><updated>2010-05-07T14:35:14.867+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras não me saem da cabeça, vou apelando a uma razão que nem me interessa. Como é que aquela mulher sabia de mim? E este&amp;nbsp;súbito descompasso de tempo, esta calma que me vem visitando. Como é que ela sabia tanto?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7999607030761467337?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7999607030761467337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7999607030761467337&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7999607030761467337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7999607030761467337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/as-palavras-nao-me-saem-da-cabeca-vou.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-582034958395666957</id><published>2010-05-07T00:34:00.000+01:00</published><updated>2010-05-07T00:34:30.545+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal tinha uma posição que nem sabia que era minha. Não suporto aquele branco, fere-me a vista e a audição. A escola devia ser um espaço de&amp;nbsp;intercâmbio, devia ter pinceladas de imaginação, cores e fontes de sentido, devia ter um jardim com&amp;nbsp;pássaros&amp;nbsp;e flores do mundo inteiro, devia ter um laboratório de conhecimento, um banco de ideias, mas adiante, não tem... Tem a D Luisa que me enche os olhos de um sorriso&amp;nbsp;único&amp;nbsp;com cheiro a arroz doce. Tem um professor de Direito que me embebeda com Pessoa, tem caras novas que vou retendo e o meu arco&amp;nbsp;íris&amp;nbsp;marcado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terá amanhã os claustros, as horas, terá as viagens que farei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta não tem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem este branco tremendo, esta cor devassada, esta claridade despropositada, as janelas para a planicie são opacas, fechadas à noite, não percebo, por isso, sento-me e ponho as mãos nas bochechas e seguro-me da cabeça aos pés, e apreendo o que me vem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ilustradas com cores laranja, o CIVA, passa por mim, como um amontoado de obrigações que, resumidas caberiam num parágrafo. Isto sim, aquilo não, excepto a Art 6º, que existe para defender a fronteira entre a sanidade e a loucura. Arquitectei&amp;nbsp;metáforas, pintei flores nas margens, e só pensava no velhote e no cortador de relva. A minha conclusão é só essa, o melhor veiculo para se trabalhar na União Europeia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho a cabeça tão cheia de códigos, Iva, Irc, D Comercial, Fiscal, Snc.... que não sei já de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-582034958395666957?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/582034958395666957/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=582034958395666957&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/582034958395666957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/582034958395666957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/afinal-tinha-uma-posicao-que-nem-sabia.html' title=''/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-8440667567076296258</id><published>2010-05-06T15:39:00.000+01:00</published><updated>2010-05-06T15:39:43.061+01:00</updated><title type='text'>Anglesey</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-LUo3I0MSI/AAAAAAAACJk/O71zgRyc2to/s1600/HalfLight_FULL.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-LUo3I0MSI/AAAAAAAACJk/O71zgRyc2to/s320/HalfLight_FULL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo me disse, algures no Sec xvi, era um viajante de sonhos, um homem de mente e de escrita, solitário por opção, vivia num cabo na Escócia, viuvo e sem filhos. Deixei a vida inteira escrita, de fronte para um farol, escrita de mar e marés. Vivi meio&amp;nbsp;século&amp;nbsp;acompanhado de mim, porque algures a meio, abandonei a terra que não me pertencia, ferido por qualquer devaneio, ou uma verdade maior. Segundo dizem os olhos fechados e as mãos, fundir-me-ia na energia que o mar me fazia, talvez por isso, escrevesse tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentada, a minha mente divagava nas questões do descrédito, mas devagar, fui deixando-me ouvir, fui fechando os olhos se me pediam. O silencio fizera a minha entrada, contornava-me uma sede estranha de me ouvir, quem sabe, da boca de uma estranha. As primeiras direcções afugentaram a guerra descrente, um por um, os passos que trouxera, eram falados como se aqueles olhos entrassem e me despissem do mais fundo de mim. Deixei de ouvir os sons da rua, a musica e o presente. Extasiada de um conhecimento crente, ouvia de mim, de outro tempo, não sei, não sei nada disto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem tempo, era india, de uma cor mais escura, numa terra costeira, vivi uma felicidade imensa que me fere agora, que me espanta da terra que sabe nunca me ter acolhido. Abri os olhos e os olhos choravam e diziam que tinham aberto uma porta e era belo o que viam, de um azul que não existe nas cores, de uma força escondida que eu grito não ter lugar, sim? E eu, embargada, assustada, sentia mais que ouvia, temia também palavras que me falavam, não sei, sentia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Correram-me as&amp;nbsp;lágrimas&amp;nbsp;que retive tempo demais, um sabor adocicado foi aquecendo a minha cara. Em silencio, dei as mãos e as lágrimas, abri o peito de mais, sedenta de entender este compasso, e os olhos diziam que na garganta, eu corria, como se perdida, faltasse o tempo de semear na minha vida, o que já floriu por dentro. Senti o meu corpo abandonar-me, senti um segundo, a leveza de me ter, vi a fogueira violenta onde joguei um por um, cada laço, vi-me com uma vontade gigantesca de ser. Não tive os sentidos mais claros, esqueci a vergonha e o medo e chorei e ri, não sei, não sei mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mar real ao longe, chamava quando saí, os meus passos já não me pesavam, o meu corpo era mais que uma massa tratada e esquecida, não percebi a viagem até sentir os pés molhados. Claro, silencio, pedi perdão, perdão pelos laços, pelas marés, pela inexactidão dos meus passos, &amp;nbsp;pedi perdão aos sentimentos, e sorri e dancei e abri os braços, e aquele momento entrou em mim, e eu não sei o que foi. Não sei ainda agora, o que foi isto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-8440667567076296258?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/8440667567076296258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=8440667567076296258&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8440667567076296258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/8440667567076296258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/anglesey.html' title='Anglesey'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-LUo3I0MSI/AAAAAAAACJk/O71zgRyc2to/s72-c/HalfLight_FULL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6266431881817139418.post-7152556621054801751</id><published>2010-05-06T00:12:00.000+01:00</published><updated>2010-05-06T00:12:29.422+01:00</updated><title type='text'>Preciso-me agora...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembras-te quando os sentidos eram contornos do nosso corpo? Fragmentos detalhados que nos embaciavam o olhar? Lembras-te do mar sereno e do cheiro que os barcos ofereciam ao partir? E do acenar doce das mãos que trazia no meu peito? Lembras-te dos mundos que&amp;nbsp;inventávamos&amp;nbsp;só para nós? E da voz? daquele silencio tremendo que nos levava tão longe onde não&amp;nbsp;sabíamos&amp;nbsp;chegar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembras-te de cantares sem motivo, de naufragares mil vezes num instante e de seguida, despertar? Lembras-te dos adornos com que fizeste o teu sitio, teu abrigo de oriente, teu motivo de te ver?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estás comigo ainda na nascente e na foz, ou onde me levar? Estás em mim no sorriso que me devora de sede, que não me deixa dormir? Estás nesta mente capaz de tanto e carente de ocaso? Estás nas esferas redundantes que te envolvem e cegas, rodopiantes, fogem e não habitam lugar em nós?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estás nos braços fortes que calcorreiam escadas de feridas sem as ouvirem sequer? Nas palavras ditadas antes das respostas, nas questões universais sem forma cujas arestas nos demovem, ainda hoje, sem paz? Estás?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentes-me ausente? Paralisada de um foco ilusório, feixe transversal de sentido? Sentes as pegadas que fui deixando, circulos em volta do pranto e do nada, no farol rompante de uma qualquer madrugada?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vês a nossa estrada? Dás-me a tua mão fria, refrescada da seriedade de tudo o que me perfaz? E o que me fica, o que resta, este brilho, esta caminhada precisa, que me sai da alma, que dura mais que devia, rica de nós, herdada de uma maré desconhecida, de uma voz silenciosa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltas aqui ainda, ou nunca partiste sem manifesto presente, que eu sempre te senti dentro de mim, naquele pedaço que me faz virgem do noivado com a vida.?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pega nas redeas agora? estou sem força, sem nortada que me abarque, e o mais estranho é este mapa nas mãos, decifrado por fim, depois de mil contas. Devolves-me a fantasia, a&amp;nbsp;coerência&amp;nbsp;e o sol no olhar? &amp;nbsp;Divulgas-me em mim, como um cartaz renovado em homenagem? Só preciso de dormir por um tempo, negar os gestos terrenos que já me enfadam, dormir renovada, acordar contigo, somente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei os elementos que nos sabem, sei de ti como tu de mim. acordas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preciso do outro lado de mim, por um tempo, agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6266431881817139418-7152556621054801751?l=milhita-milhita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/feeds/7152556621054801751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6266431881817139418&amp;postID=7152556621054801751&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7152556621054801751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6266431881817139418/posts/default/7152556621054801751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://milhita-milhita.blogspot.com/2010/05/preciso-me-agora.html' title='Preciso-me agora...'/><author><name>Milhita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11805152686021962712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_853-DsUn7yk/S-tTZ3pnHDI/AAAAAAAACLs/lwPXQ-HMEzU/S220/Brasil+3+253.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
