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22 fevereiro 2010

Madeira

"Nas ribeiras ainda corre uma água castanha, rápida e rumorejante. Um som estridente, semelhante a uma gargalhada. Ao fundo, o mar espera, cúmplice. De certos sítios, agora calmos, ninguém se aproxima, com medo, como se ali tivesse rugido uma fera."


Sem palhaçadas politicas nem a glamorização bizarra para efeito estatistico e venda barata, sem o frenesim da inconsistencia de pensamento. Trágico de tão real, furioso como se define o rugido aleatório e grandioso da Natureza. Apenas a descrição sentida do silencio que emerge, sem palavreados.
Fiquei por momentos, simplesmente a sentir o que não conheço.

08 janeiro 2010

()

Voltou o lado da terra que o mar separou, voltou com ela, um rio que corre e não pára.
Se assim, me quedo, na mais profunda convicção que as correntes são imutaveis e que as minhas mãos são pequenas demais. Por isso, me aquieto e contento, e dançarei por ela, um bolero e uma valsa. Ao vento, ao mar cinzento e à Terra quente de outrora.
Do mais fundo da minha alma, que seja este dia o rasgo ardente de calmaria e a partida adiada, que sejam escadas, estradas luzentes e empedradas de agua nascente, que seja a desistência que gera a vida e me adormece para sempre. Que sejam viagens, que sejam vidas!
Do mais fundo da minha alma, me calo de palavras que desnorteadas, não diziam nada. E não aceito gestos agradecidos ou despedidos, que o que fica mora em mim e o que parte , passa.
Em criança, não me lembro do dia em que não tenha batido com a cara no chão, caida do meu baloiço de corda num chaparro, e tanto que me ria, sem rede, sem nada. Foi o que me fez assim. Por me lembrar ainda, mais que mil estradas, beijos e abraços de faces agora concavas e opacas.
Amizade são duas aguas que se unem na curva do monte, amar é remoinho e mar revolto que mais tarde se amansa só por ver a madrugada, amizade são papoilas que se plantam na estrada para dar cor ao coração, amar é não saber nada. Menina bem comportada,...
Aguardam-me três semanas de mim, de analises justificadas e provas por mim, por mais nada, que dantes mimada e precisada de um abraço, sou hoje gelada, comportada.
Viva a vida ensaiada e a tese demonstrada, vivam os palcos de luz e o silencio libertador.
São palavras dois sentidos da mesma caminhada, seu valor calculado e desentendido, geradoras de vontade e, ou demência, são dois compassos da mesma fonte, são só palavras afinal, são palavras as não ditas a preço de ouro, que se pedem em silencio, são palavras, meu senhor, palavras!

Se o silencio se faz, os gestos são sopros de alma que não se escrevem em palavras, seriam sentidos   nos passos, e no olhar que se cala.
Menina bem comportada!

(escrevi este texto sentada numa colina de relva fresca de cultivo e a seguir, apeteceu-me rebolar nela até ficar tonta e mal comportada)

11 novembro 2009

Escrevo

Escrevo a minha voz, escrevo sentida de silencio, escrevo  nos momentos em que os meus dedos desenham pensamentos  e a minha alma os pinta nas cores dos sentidos.
Escrevo como choro e como rio, escrevo num desaguar intimo do meu ser que morre e renasce, no eternizar de cada silaba. Escrevo por viver, escrevo por ti, por mim e pela voz que me nasce em cada sopro de vida.
Não entendo o entendimento das ideias mas, em mim, há sentidos que me inundam, que me quebram no encantamento desta escrita sentida.
A vida, dias eternos e viajados, exasperados de reservas e ausências, de espaços sem voz e tão falados, fica, entre os muros derrubados, antes de nascer, antes de o ser, em palavras de firmamento que me constroem, devagar...
Escrevo de ser e querer.

07 novembro 2009

Chuva


Gosto tanto da alegria da chuva, lava a a minha cara molhada que hoje transpira...
Bem vinda água !

Hoje

Não sei bem porquê, os dias chuvosos, trazem-me de volta um instante em que a vida me surge numa viagem a que me assisto em plateia. Fechada em mim, cada vez mais ausente de um mundo que por hoje, mal conheço, envolvo-me em histórias passadas, sorrio de saudades, leio folhas soltas que escrevi há tanto tempo, revejo-me e estranho-me nas letras que transpiravam de mim, insanas e sonhadoras.
Escrevi muito no tempo em que a minha alma intoxicada, via um mundo de cores diferentes, ora cinzentos, ora explosões de dias fascinantes. Mais tarde, soltei as amarras de sentimentos descompassados, apressados e incoerentes... Temente, amarrei-os, um a um, num laço enquadrado em vivência amena e esquecida ainda mais de mim. De vez em quando, sopravam ventos do Sul que me envolviam numa expressão que brotava do mais fundo que existe. Foi nesses dias que mais construí, que mais ergui um ser sedento de caminhar. Foi ai que me descobri em todas as minhas cores, que dirigi uma orquestra de sentidos, tão vivos, tão meus.
Hoje li um texto sobre um filho, como o que eu teria, como o que tive mil vezes em pensamentos, que amei sem nunca conhecer. Chorei de tanto que o senti, reprimindo uma série de porquês que nunca me abandonaram.
É como um veneno que me cura, cada momento de uma lucidez ferida, de uma certeza de um mar de mim que me invade por dentro, silencioso. cada dia em que me vejo, por dentro.
Limpei as lágrimas que hoje resolveram aliviar-me e, vestida com o meu melhor vestido imaginado, limpei-me, varri-me e já deitei fora a poeira. Hoje sinto-me pequena por me ver tanto.

03 novembro 2009

...




Não tenho nada para dizer hoje...
Se calhar, o melhor é não dizer nada.

Se estivesse aqui, calava-me, e olhava....
E saboreava a luz desta noite desenhada.

30 outubro 2009

Estranho... 
Hoje descobri-te numa ideia alcançada?


Duas imagens num quadro
Duas noites diferentes
Sentido e presente
Sonhado e findo.


Vivo.
Que se ergam os elementos
dançantes num poema
tela imaginada
terrena e tão calma...

24 outubro 2009

Liberdade II

A mim incomoda-me o hastear da bandeira da liberdade de expressão em vulgos saberes inquisitórios e opinativos. Liberdade de expressão, liberdade de opinião e de  aceitação. Liberdade são duas asas soltas. A da expressão e da inspiração.
Liberdade é, antes de mais a ousadia de ser estupido em crescimento. Mas ser. Liberdade é crescer por dentro expirando vida. Liberdade não é o efeito ou a consequência de julgar, sendo que a isso temos direito. Ter massa critica é pretender esboçar opinião que seja aceite, como tal.

Sendo eu, voz pequena que tenho sempre qualquer coisa para dizer, aproveitava para explicar, muito bem explicadinho, antes de mais a mim mesma, que me move a convicção mais profunda da importancia do acesso universal a informação. Sobre isto, relembro os filtros da razão. Entendo e conheço, se me informo e sinto. Há estimulos internos e externos, nos conceitos que absorvemos.
Criam-se formas incoerentes de entendimento quando, antes de saber, já pensamos saber mais.
É como sentir. É livre e de acesso universal.
Depois maneja-se ou teme-se ou vive-se. De sentir e conhecer até conhecer, existe um compasso marcado por cada um. É liberdade também.

A fé que tenho, grande, maior que a opinião, não se conhece, não se entende, sem ela, sou o nada sem expressão nem opinião.

Liberdade

Fui criar rendimento, investir no que me importa, munida do meu cartão de crédito, fui comprar livros. De um intento, fiz uma hora, absorvida em textos novos, livros que gostava de ler, conversa com o senhor do balcão. Com a sensação da vulgaridade do tema actual, questionei-me acerca do som de manobra de marketing, ao gostinho da gente, na montra, a par, vende-se Caim e a Biblia. Dois best sellers emergentes, decerto.
Quem pretender dar azo à liberdade de expressão, tão em voga, pretende-se documentado na ambivalência de perspectivas que a mim, me chateiam profundamente.
Como disse Turgot, " A liberdade é o direito de fazer tudo o que não é contrário ao direito de outrem".
Na minha mera opinião, reduzo ao mesmo, as expressões de um passado deformado, a cegueira da nossa submissão aos titulos honorificos e nobiliarquicos, e por isso, a opiniões superiores e outras que nem tanto.
A liberdade de expressão, é igual à liberdade da fé. O direito de um louco dizer tudo o que lhe vem à cabeça, é a mesma que a crença abstrata da fé. Ambos se dispõem a ficar a falar sozinhos, sem plateia.
Este caso, soa-me a falso. Soa-me a manobras que engolimos. Se é um Nobel, corremos a comprar Caim e a Biblia e vamos todos discutir o assunto. Objectivo alcançado.
Eu gosto de Lobo Antunes, do conceito de gostar de quem dá amor e de quem usa uma gravata que não se vê. Gosto do anonimato de opinião que não sucede os desvios por titulos, gosto de palavras mais que de faces, gosto de discussões mais que imposições.
Ao sr Saramago, atribuo a opinião, que subscreva ou não, é meramente uma opinião, esboçada na sua liberdade de a expressar. Tiro o mesmo das imposições catedraticas episcopais, arcaicas, são doutrinas. Movem almas em contornos de uma fé. E essa, admiravel, tem ela própria o direito de existir.
Mas como se fala nisso, vamos todos ler Caim e a Biblia. Somos seguidores sem individualidade.
Eu comprei o SNC explicado e vou tentar ter também uma opinião acerca disso.

20 outubro 2009

Bem vinda, chuva

Às vezes, penso nisto. Penso hoje que a chuva é bem vinda a esta terra. Que saboreio o cheiro da erva molhada e piso a água que sobra.
Penso nas pessoas que sinto. Nas poucas de quem gosto.
Penso que sou egoísta ao ponto de as saber sem tocar, sem muitos gestos concretos que o reforcem. Mas é só porque o meu coração transborda delas, distantes todas fisicamente.
Tenho um mimo excedentário de infancia. Veio de uma velhinha linda que me acolhia no colo e me ouvia enquanto me afagava o cabelo, de uma mãe terrena e serena que me ilumina o caminho, de um velejador ausente, de tão presente num amor desmedido. De uma irmã linda que me conhece e acarinha, como sempre. De umas luzinhas pequenas, que me aquecem com sorrisos e brincadeiras.
Tenho no meu coração cada momento que ficou, que me marcou. Não são muitos. daqueles que enchem um olhar, que ultrapassam a razão, que transbordam de sentir.
Tenho uma solidão preenchida. Como se nos dias que passam, me fizesse acompanhar, mesmo que perdida.
Sou mimada por isso. E, em vivencia, caminho comigo. Conduzo sozinha, almoço a ler livros e marco-me em sitios que escolho.
Mesmo assim, tenho umas mãos pequenas, que se movem sem impulso, por sentimento. Têm o alcance do vento, visitam num instante o que me ilumina e estremece. São os meus gestos mais sinceros, aqueles que não  se expressam. São luzes que ofereço, sou eu desarvorada, sou eu encontrada no que me viveu e ficou. São pedaços de mim que me completam e não são meus.
Sou mimada ao ponto de chorar por nada. Eu sei porquê. Sou antitese da imagem, sou a ultima impressão.
Em mundos separados, completo-me, por isso não despeço a minha sede de sonhar, mesmo à distancia.

Chove muito enquanto escrevo. Gosto tanto de encarar o céu e molhar a cara nesta altura.

18 outubro 2009

Matemática

Dia preenchido a estudar. Livros espalhados, equações, funções e dominios. Planos abstratos em que me guardo neste dia. Sabe-me bem este fresco que se anuncia, o casaco que trago e as meias de lã.




A minha memória tende em trair-me no esforço teórico de armazenar. Tenho momentos em que ponho tudo em causa. Queria entender, visualizar. Queria um abraço que me explicasse melhor.
Sou eu própria uma lição a mim mesma.


Conceitos trocados, venho de um tempo não muito distante em que admirava quem me ensinava de um estrado de madeira. Nomes sonantes, que me marcaram nas opiniões que ainda mantenho e desenvolvo. Hoje, não há estrados por conceito "disruptivo" de parecer superior, há faces vulgares com quem converso de igual para igual. Estranho. Adicionei um professor no messenger e falamos como se fossemos frequentadores de lugares comuns. Disse-me que tenho um ar diferente. Não respondo. Sinto que preciso de referências, de horizontes distantes e pouco desta minha propensão para não gostar.
Gosto de gente distante, que eu não entenda, que não diga "há" em vez de "ahhh", gosto de não conhecer e poder adivinhar, gosto da surpresa que as ultimas impressões guardam, gosto de gostar depois de saber ver. Gosto de me sentir pequena de fronte ao mar. Gosto de estudar e demorar a alcançar.
Gosto das conquistas suadas, gosto deste medo de não conseguir.
Gosto de alternar as equações com as imagens que me tornam viva.

09 outubro 2009

Não vale a idade




Embala-me como se não me quisesses tirar da prateleira
deste-me um prazo sem validade
para não ter que esperar
e quando me acharam feio  
foste tu quem foi provar
que estava enganado          
por me achar podre por dentro

sabia que a fruta que te adoça a boca não podia ser ruim
que as ameixas que te sujam a roupa não podiam ser assim
se elas fossem mesmo más não estariam junto a mim
quando o meu lindo és tu
e se caio?
e se seco?
e se quebro antes do fim?

esta espera que é para já
mata-me por ser agora
esta vida de tão curta
sabe sempre a uma demora

in "o cheiro da sombra das flores", de João Negreiros

Numa leitura, ao acaso, deleitei-me com este poeta e pensador, a meu ver, Genial!!
Pesquisei, encontrei, palavras orquestradas em forma de monumento que me aqueceram, nesta manhã mais clara

08 outubro 2009

A quem interessar

Agradeço os riscos profundos que apareceram no meu carro.
Pinturas rupestres enterradas em chapa azul,com direito a cobra no capot.
Esta questão da desordem emocional tem muito que se lhe diga. Eu ainda vou aderindo a isto e transpondo em admiração a passagem dos tontos e tresloucados que sorriem em troco de nada.
Depois há os outros, os vazios dizentes. Os que fogem ou se escondem, sob a chama do protagonismo que nem lhes pertence. Assinem, pelo menos!!!
Eu ainda vou assentindo na maior parte do tempo em que nem me enquadro nem me ausento, vou estando... As madeixas e saltos altos que se espavoneiam e falam mal de tudo menos delas, as mulheres negras que julgam o que não sabem, os que se balançam no palco em que não ensaiam, os que sabem e não conhecem e os que julgam que sabem e nem pensam.
Há os artistas, os que criam e crescem interiormente e os que usam as telas criadas no vazio da ignorancia. Há os que destroem por prazer e os que veem prazer na destruição. Há os que mentem calados e os que falam sem dizer nada. Há de tudo. Até eu, que nem em mim me vejo.
Vou acabar a obra, tenho uns pinceis em casa, vou desenhar uns pés de rosa em cada risco, e uns balões de ar quente nas lacunas de tinta. Vou dar azo à minha veia. Isto para me tentar enquadrar.
Umas bofetadas de vez em quando, não faziam mal a ninguém, dizia a minha avó, que ao menos, bordava.
E agora, vou partir, voltar a aderir, noutra paróquia qualquer.

06 outubro 2009

Hoje



Primeiro dia de aulas...
Estou nervosa, não sei porquê...




Estou onde não estou, sinto sem expressão o que ficou por não estar. Sinto-me incapaz de não dizer, de não entender o que entra em mim em ondas de tristeza. Sei que não sou precisa mas há uma alma em mim que precisa de dizer, de sentir o que de mais verdadeiro habita cá dentro: Sentimento.

Mesmo neste espaço onde me deixo. Onde me arrogo o direito de ser, de escrever, de permanecer em palavras, sem resposta, pensamentos comigo, incoerentes, deambulantes, sentidos de um ser que às vezes, nem revejo; não sei entender a ironia com que a vida se decide, o acto aleatório com que somos apontados rumo ao destino incoerente, sem fundamento.
Sinto-te, estou contigo, dou-te um abraço do tamanho do que tenho e desejo, que amanhã, tudo esteja melhor.!

Sei o quanto és capaz de amar, sei o quanto sofres em silencio, posso nem saber muito mais, mas sei o quanto és. Sei que, não vale nada, mas tenho palavras sentidas, tenho tão mais que isso, no quanto te quero bem.

05 outubro 2009

Dor




A minha cabeça não pára de doer.
Uma dor estranha que me assusta e não passa.

14 setembro 2009

"No início não existe a folha em branco, essa chega muito depois.
No início, existe uma linha de sentido mergulhada no interior do caos.
Há o tempo, pessoas que nascem e que morrem, séculos que imaginamos antes e depois de nós, idades que usamos como disfarces, como fatos nos casamentos; há o mundo, todos os seus cenários, esgotos e planícies, adereços à distância dos nossos gestos, muros que condicionam o caminho; e existimos nós, indecisos e incorrectos, com braços e pernas, com pele e feitio, com espírito ou, pelo menos com a possibilidade de espírito, com a ideia.
Depois existem as possibilidades e as dúvidas a lançar estes três elementos - tempo, espaço e sujeito - uns contra os outros....o aleatório faz malabarismo à nossa volta e, de repente, podemos distinguir uma linha de sentido: algo que se relaciona com algo.
Essa peça, por sua vez, poderá relacionar-se com outra, que se relacionará com outra, etc. Salta-se de pedra em pedra ignorando-se o rio....
Continuamos a juntar os pequenos pontos e, aos poucos, distinguimos uma forma. Esse é o início. Só a seguir, consoante a lua e o aparelho nervoso, chega a folha em branco com todas as suas lendas..."
José Luís Peixoto,
Verdades quase verdadeiras, Jornal de Letras.

11 setembro 2009

11 de Setembro

Há 8 anos, neste dia, estava num sitio do qual não guardo boas recordações.
Reconstruia-me!
Há 8 anos, neste dia, o orgulho destruia-se à custa de tantas vidas.
Há 8 anos os gestos escondidos demonstraram ser hábeis para destruir o ideal surrealista de um monstro.

Crueldade desmedida com uma voz de mensagem inerente.
Não há fadas nem monstros.
As culturas desrespeitadas, as essencias ancestrais, distorcidas em mentes perversas, enchem parangonas onde nunca li uma linha acerca da essencia da fé e da sobrevivência.
Detesto admitir que entre nós existem vontades despertas, que existe prazer perverso, soberba desmedida.
São todos uns merdas julgando que comandam a vida.

Homens grandes, vi-os nas imagens seguidas, incredulos, envergonhados, vi mais tarde aquele palerma sentado a ouvir livros infantis enquanto os que lhe confiavam a governação, lutavam contra a dor e a furia.
Ouvi histórias.
Tenho a minha opinião.
Hipocrisia em jeito de sentimentos de frustração e inferioridade.
Ninguem nunca governará ninguém enquanto o sonho e a fé existirem.

Hoje celebro a destruição e a construção.
Celebro o caos e a ordem.
Celebro a vida

10 setembro 2009


É esta a minha herança:
o sorriso azul de uma pedra branca.



Eugénio de Andrade

06 setembro 2009

Manos al aire

Noite escura
Ecoa a minha voz, desperta nos contos que me embalam.
A minha mémoria é fertil, rica.
Em cada história, imagens rodopiam em meu redor.
Despeço-me do que não me pertence
Abraço o escuro e a planicie
Vastidão serena e calma
Aguardo o amanhecer da minha alma
Construo cada história em cada momento
Sinto-me cheia de mim.