04 agosto 2010

Noite quente, estranha, mistura da restea ardente que o calor parece possuir, um som distante de uma coruja altiva que me avista do telhado sobranceiro. Aguço o ouvido, crendo poder alcançar o sentido e a distancia.
Sentada no degrau da minha porta, abraço memórias vivas, respiro fundo e reconheço esta força que me ofereço nas horas mais minhas.

Saberia onde se canta e onde se fala, aceitaria as romarias e o fresco da lua misturada com as ondas, por ora sei mais de mim aqui perdida no meu encontro. Saberia onde se fantasia a vivencia, mas agora, deixo-me este bocadinho na minha neblina. Não estou sozinha assim à minha beira, não poderia.

4 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida
Como esses momentos nos fazem bem ,e são os únicos que são só nossos.

Beijinhos
Sonhadora

Leonardo B. disse...

[tudo se inicia numa breve ausência: do silêncio se acontece vida, como um sopro que anima]

um imenso abraço,

Leonardo B.

alice disse...

também gosto de dizer "à minha beira" :)

Menina do cantinho disse...

Embora um pouco "ausente", não me esqueço deste cantinho. E por isso deixo um presente no meu espaço.

Beijinhos
:)