29 maio 2009

Sinto-me perto da loucura e da razão

Ontem, depois de um dia dormente, desprovida da minha metade raciocinante, depois de me sentar numa sala demasiadamente branca, com demasiadas mentes nervosas e uma carencia enorme de mim, olhei para umas folhas brancas e atrevi-me a pensar "Qualifico-me aqui?".
Não sei.
Rebuscada, quase ferida de orgulho, a cadência de pensamentos assemelhava-se a um vendaval desnorteado, enquanto olhava em volta, colava-me à cadeira e percorria com o olhar, um amontoado de perguntas que quase riam de mim. Inspirei e lembrei-me da solidão. Do poder da minha mão, do caminho que percorri até chegar aqui. Recorri a expressoes sem sentido e artigos definidos que em nada acalmavam a desordem da minha razão.
Daí até aqui, distou o tempo de fechar mais um conto, desta feita de encantar. Está feito.
Aquecida, carente, rendida, cheguei à minha casa bonita, tão sossegada, abri as portas de par em par e sentei-me à entrada, enquanto assistia à procissão da minha vida, dei comigo a sorrir.
Sinto-me perto da loucura e da razão.

1 comentário:

Teresa Queiroz disse...

andam de mãos dadas ... não há loucura sem razão