02 maio 2010

Mãe

Senta-te comigo
neste banquinho de verga
ensina-me a esculpir uma forma
na sombra do teu olhar

Que são meus olhos sementes
De uma seara que cresce
De um embalo tão sereno
Do teu colo, do teu amor

Minha mãe cheia
Minha lua
Minha nascente
Maré que transborda na espuma
O teu colo cheira a mar
Cheira às cores que me deste
Ao calor do amanhecer

5 comentários:

Leonardo B. disse...

[como se o útero do mundo, esse ventre vítreo, estivesse perto do que pensamos ser o nosso umbilical cordão, que temos por mãe, a nossa, a única, a representante no mundo com cédula celeste; nossa]

um imenso abraço, Milhita

Leonardo B.

almighty yellowphant disse...

feliz dia da mãe :)

catwoman disse...

Feliz dia da mãe.

Luz disse...

Minha querida amiga,
Que belas palavras estas que dedicas ao ventre que te carregou neste mundo te colocou e embalou.
Ventre único que é o centro do nosso mundo e, todo o amor que em si encerra e em cada dia podemos sentir.

Abraço forte da Luz

Sonhadora disse...

Minha querida
Lindo e tocante o seu poema...muito belo.

deixo um beijinho

Sonhadora