08 maio 2010

Ahimsa


Soubera embalar-me deste sentir que me habita, uma memória perdida, perfeita, vazia de explicação, soubera aquecer esta calma, do simples fresco da noite, do retornar convicto, comigo, abrir a porta da alma, aspirar do fundo este silencio, este esvaziar preciso pela corrente de mim
Soubera esquecer este tempo, carregado de um trovejar cinzento, de vontade de silencio antes mesmo de ser expressão, do imaginário que pinto, no abrilhanto da escuridão. Por ora, serei asa envolta em nevoa clara, desenhada mais ao longe, no alaranjar da aurora. 
Soubera desenhar mais ainda,  que pegadas marcadas, são sementes de uma lágrima, apontando direcção.

1 comentário:

Ana disse...

Nada mais pecisamos de saber senão saber aquilo q sabemos.
Bj
:), :)