28 janeiro 2009

Almas

Nas palavras revejo o compromisso para a sanidade,
para o tenue e ameno apaziguamento destas almas loucas
para a certeza do silencio que nos alimenta
e contraria

para fugir em seguida

Jogamos e brindamo-nos com o que sem dizer
sabemos
e ficamos
e rimos, sei que rimos

no meu dia, viajo por uma vida que reconheço
que me encanta
e espanta
e adormeço a minha mente no chao frio onde repouso agora
e desperto o que de mais profundo existe em mim
e fico assim
na devida proporção do encantamento
deste jogo de palavras
e silencios e vontades
e verdades
que quero por nao querer
que ficará por saber


estendo a minha mão
sinto ainda o arrepio dos momentos contidos
vividos
sentidos,
a minha alma agradece a harmonia
e aquece no chão
a minha razão

Mato em mim as almas pobres
que se rendem à fraqueza do previsivel
do apetecivel
e desconhecem o prazer da imensidão

quero muito mais do que isso
quero-me esgotar todos os dias
esvaziar-me e encantar-me
e guardar em mim o que me agita
e na verdade sentir
que é so meu
sem o ser

1 comentário:

cardilium disse...

O meu olhar precisa de te oferecer o que a minha alma deambulante aspira alcançar.

Adoro o mistério dos deuses e dos acasos!