15 janeiro 2010

Os Deuses devem estar loucos

Mesmo repleta de ingenuidade e irrealidade, não consigo descrever as voltas que me dá o estomago.
No sec XIX, já havia um maluco qualquer que apelava às desordens naturais, para irradicar os mais pobres, fracos e incapacitados da face da terra, eram caros e improdutivos, para além de que usurpavam aos outros, fortes, capazes e filhos de Deuses, os meios que mereciam. Dizia ete traste, que não se devia prestar ajuda aos pobres e desfavorecidos, a natureza encarregar-se-ia de os fazer desaparecer.
Teria esta mente, que ainda por cima sendo padre, todos ouviam, razão?
É que eu, não consigo deixar de pensar, que estou aqui sentada, a perguntar-me se vou comer peixe ou carne, se me fica este vestido melhor que as jardineiras que nunca mais usei, de cigarros no bolso e o IUC para pagar, e não faço nada, zango-me apenas das voltas do meu estomago, com isto tudo.
Não gosto deste mundo, feito de deuses e filhos mais que outros, de medos e risos hipocritas, de conceitos e preceitos de boa educação, e a "Lana" esta a morrer de fome, neste momento.
Amor devia ser mais que dez poemas, amor devia ser largar esta merda toda e fazer qualquer coisa.
Amar devia ser partir de alma certa e ajudar.
Que Deuses loucos estes, que pecam? Que miséria esta de medo de perdermos os enfeites?
Calamo-nos no café, quando passa no ecran, não é história, é a realidade que não ouso conceber, é fome, desnorteio, medo, raiva, é doença de verdade, é a injustiça dos pobres, e só deles que do outro lado do mundo, mal se vêem.
Havia ali alguma coisa para os Deuses equilibrarem?


2 comentários:

Desencanto disse...

Deus? Que Deus? Onde é que ele anda? Quero muito acreditar - quero!! Quero acreditar no céu, nunca no Inferno. Que a vida de alguns não tenha sido só fome, sofrimento e morte.

Miguel disse...

"Amor devia ser mais que dez poemas, amor devia ser largar esta merda toda e fazer qualquer coisa." Intenso e cruel como a realidade. Pensamos demais, sonhamos tanto, fazemos tão pouco, sempre criticando quem nada faz, como se a responsabilidade, a possibilidade de ajudar estivesse apenas nas mãos de alguns.