10 janeiro 2010

Parabéns meu pai!



Tinhas sempre este sorriso matreiro quando chegavas a casa
Eu acho que sempre soubeste que eu ficava acordada só à espera que chegasses
Sabia que tinhas histórias para me contar
Que me ias deixar ouvir-te, como se o que dissesse em seguida, fosse mesmo importante.

Tinhas sempre este sorriso, quando nos levavas para o teu mundo
feito de querer e vontade, de lugares, de viagens, de sonhos e palavras perfeitas
Houve tempos que era ofensa dizerem que eramos iguais
"És igualzinha ao teu pai"
Tens mau feitio, és torcido, tens sempre qualquer coisa a dizer
És dificil, nunca ninguém entrou em ti
porque és mar hoje e amanhã um pássaro no céu
Mas sabes, meu pai?

Quem me dera ser mais ainda
Quem me dera agora poder já estar longe
sem lugar por fora
e um mundo por dentro
como tu
Vejo-te em mim
Vejo-me em ti
Sei-te comigo
Sempre

É tão grande a tua herança, tão grande
Nem casas, nem os pedaços que foste deixando
São mais as migalhas do teu pão que sigo
É este sonho de querer mais forte que um qualquer abrigo
É o teu tamanho
As palavras sabias
É o abraço sem gestos, eterno, sentido
É o momento certo em que estás presente
E os outros em que simplesmente assistes
Ao meu próximo despertar, ferido, crescido ou pequeno
É este sorriso que não vi hoje
Mas que sei que do outro lado do mar
te ilumina agora

Que estejas pai, hoje
Feliz, cheio de ti
Louco, insano
Sabedor e maior ainda
Que estejas assim pai
Que eu sigo agora
Tal pai, tal filha
Parabéns meu pai querido!

5 comentários:

http://abebedorespgondufo.blogs.sapo.pt/ disse...
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ArteBela disse...

parabens sr. Aleixo por mais uma primavera e bonito de ver o amor enorme o repeito e admiração que as suas duas filhas sentem por si boas ferias no brasil bj para ti sandra.

Manuel disse...

Por que será que nos meus olhos duas lágrimas rebeldes quiseram romper?
Será que me lembrei de alguém?
Obrigado pela emoção.

Sonhadoremfulltime disse...

Amiga,
obrigado pela tua mensagem no meu espaço.
Desculpa as palavras que aqui te deixei. Não ando bem... problemas de ordem familiar e pessoal, têm-me feito muito mal.
Estou co uma depressão das grandes e por esse motivo, ou não, não sei dizer, fiz uma interpretação errada do texto sobre o teu querido pai.
As minhas desculpas... não sei que mais dizer... estou sem jeito.

Um abraço de um amigo

PAS[Ç]SOS disse...

emoção à flor da pele trespassa arrepios na escrita. para quem lê é inevitável a garganta atar-se. repito-me: serão sempre belas as palavras necessárias escritas com o coração. parabéns!