25 setembro 2009

Acredito não acreditando

Sinto a distancia, sinto ao longe, atinjo, em átomos mágicos o alcance dos meus sentidos.

Alternância inquietante entre ilusão e  o que, por muito que tente, não consigo. Esquecer .
Elaboro-me em raciocínios lógicos e coerentes, justifico reforçando os motivos. 
Se me esforçar o bastante, consigo odiar e afastar do meu pensamento. 
Dois segundos.
Não consigo.
Queria tanto interiorizar.
Enterrar-me na lama de uma fraqueza em que acredito
Não acredito nada.


Entre uma seara de Verão e o inicio de Outono
Caminhei, cambaleei, chorei e morri.
Matei-me por dentro.
Cada vez mais, vivo de mim, renasço das cinzas.
Dormente.
Cega-me este sol ardente que me espicaça com verdades.
Sei tão mais que isso...
Sei de uma tristeza contida.
Sei de um embaraço coerente, que por dentro se desmorona, sozinho.
Sei de uma espiral viciada.
Sei de uma despedida que se sente.
Sei de um medo atroz que se fantasia de conhecimento 
sem fundamento.


E eu.
Sou uma louca varrida.
Esbofeteio-me e zango-me
Dou razão à vida.
Odeio. Odeio.
E, especial? 
Sou só a Sandra?
Entre o silencio sentido e as palavras caladas,
vivi, vivi tanta coisa
Enfrentei medos que pareciam castelos inconquistaveis
Reinventei-me 
Descobri em mim o que nunca tinha visto
Sou a Sandra!


Hoje vou cegar-me, calar-me e deixar-me levar, vou sair com pessoas novas, na cidade onde me sinto bem, vou ouvir musica que gosto e lembrar-me que, em algum lado, me aconteço.
Vou jantar com uma amiga desperta, que já não se ilude mais, que se prende soltando a vida. Vou ao mais alto que puder, olhar a noite de Lisboa, que seja quente, tão quente que me arrefeça. 




1 comentário:

Eduardo Aleixo disse...

Vai...Ao encontro de TI...
Regressa-TE... Bj